Sons
Arranjos e flores, doces e salgados, sons e cores substituíram os abraços e emoções nos dias de pandemia e nos dias de sabedoria, vídeos e palestras, conselhos e orações abraçaram e esquentaram milhares e milhões de corações.
Há músicas e sons agradáveis aos ouvidos de Deus que promovem a paz,
a harmonia e a felicidade do próximo.
Os sons da natureza hoje me acordaram, eu sinto que estou leve e com a minha noite com certeza fui renovado, mas nem sempre estou nessa vibe e que estou sempre a minha procura, eu não me encontro e eu não me acho;
Mas, acho que irei aproveitar que estou mais positivo... Vou com o meu coração desejar a quem estiver lendo isso... Desejo muita paz e realização, segurança nas atividades e uma boa refeição;
E para todos que acordaram com alegria... Com toda aminha sinceridade eu desejo um bom dia!
Vivemos a afinar nossos instrumentos para musicas perfeitas, sons de hipnotizar, mas do que vale qualquer melodia sem o o ritmo que só o coração pode dar?
Não importa o quanto seja linda sua poesia, nem sempre ela ira rimar ou encantar.
O único jeito de não perder tempo agora é se entregar, se encontrar em algum lugar e com algum gesto desprovido de qualquer interesse, te dizer que pra sempre vou te amar.
Você já parou para ouvir os sons que te rodeiam diuturnamente...De manhã quando você se levanta, o que você esta acostumado a ouvir; durante o decorrer do dia o que sempre ouve, e a noite ouves o quê....Eu de manhã as vezes ouço passar o vento pela fresta de minha janela; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter acordado com seu soar, e assim me levanto preguiçosamente, respiro bem fundo e agradeço a Deus por mais um dia de vida e contemplo o brilho de mais uma jornada. No decorrer do dia escuto atento a voz suave de minha amada esposa que canta lindas cantigas enquanto está na lida, ou a bordar seus artesanatos, todo som é alegria... escuto pessoas que passam que estão a sorrir, outras quase escuto no seu silêncio a respiração tensa, sinto que tudo o que ouço parece sempre o mesmo som de todos os dias, mero engano, até o silêncio tem sua performance modificada e nada é sempre o mesmo. Agora quando a noite chega, eu escuto o silêncio que aos poucos caminha lento, e de vez em quando é rompido pela presa de passos que passam ligeiros pelas ruas quase desertas, e logo volta o silêncio tomando seu lugar na calmaria de meu cansaço e sono...outros, o silêncio trás a angustia e a solidão, sofreguidão daqueles que acostumaram com o som para embalar seu sono, repleto de sentimentos egoístas ou de algum arrependimento que lhes rouba o silêncio, que deprime a alma e mata aos poucos o som da vida dos hipócritas, que são consumidos pela insônia motivada pela vida desregrada ou desonesta que levam....ouvir a vida passando em silêncio não é para qualquer um, é o alimento daqueles que vivem plenamente e conseguem chegarem ao êxtase da paz, sem medo de novamente em outro dia não mais acordar!
nenepolicia
Griô
E sons dos atabaques penetravam em todos os voos do silêncio
Brotavam cantos do eterno continente
Não cessavam nunca
Inspiravam o velho griô
Aqueciam o Quilombo
Faziam-nos felizes
Kamorra — Entre a Guerra e o Espelho de Deus
Há nomes que são apenas sons. E há nomes que se tornam espada. Kamorra é um desses.
Do espanhol, herdamos camorra: briga, disputa, confronto. Um nome nascido no campo da guerra, forjado no atrito entre homens que não aceitam a covardia como regra. É o eco de quem levanta a voz, de quem enfrenta, de quem, se for preciso, cai de pé — mas nunca se ajoelha.
Mas o nome não para por aí.
Do hebraico, surge kamocha, uma pergunta sagrada: "Quem é como Tu, ó Deus?"
É o espelho da identidade divina refletida no homem. É o chamado para viver com honra, com verdade, com propósito.
É a lembrança de que a maior batalha não é contra o outro — é contra o que dentro de nós tenta nos tornar medíocres.
Juntas, essas raízes formam algo maior: Kamorra.
Não é só um nome. É uma filosofia.
É o homem que luta como um guerreiro, mas carrega nos olhos a consciência de que foi feito à imagem do Altíssimo.
É o confronto com o mundo, mas também com a própria alma.
Ser Kamorra é viver entre dois mundos:
Um pé no campo de batalha, outro no altar.
Uma mão fecha o punho, a outra aponta para o céu.
Porque o verdadeiro kamorrista sabe:
Antes de vencer o inimigo, é preciso vencer a si mesmo.
E quem zomba do nome...
Não entendeu o corte da espada que ele carrega.
Se você escutar,
sons de gargalhadas.
É muito difícil;
o som das risadas,
serem de felicidade.
Os seres humanos,
por causa, dos defeitos;
dos pecados;
da corrupção,
tem maldade.
Na maioria,
dos casos são:
Fofoqueiros(as);
invejosos(as);
zombadores(as);
escarnecedores(as),
que escarnecem.
Com sorrisos.
Festejando, os seus defeitos.
Acham graça,
com a sua desgraça.
Risos, dos maldizentes.
Quando você tropeça,
aparece as alegrias.
Deles, e delas.
99% de qualidades,
e 1% de defeito.
99% são desprezados.
1% toda a atenção.
Erros;
chamam atenção,
das pessoas. Plural.
Acertos,
aparece a inveja.
A fofoca. O ódio. A raiva.
A vontade, de ver erros.
O seu passado,
é comentado no presente.
Rocha
Rocha d’onde desabrocha
Água límpida e cristalina
Que produz sons que encantam
Ensinam e educam.
Som que ecoa pelo universo
Como uma doce e suave melodia
Que desperta a sede e a sacia
Alimenta e revigora.
Hora rocha, outra encanto
Hora Som, hora acalanto
Hora uma cousa, hora outra
Tudo em ti é essencial.
" Quiseste ouvir sinos tocando
gemidos alardeantes
arrepios dourados
quiseste sons de trombetas
anéis de saturno
colares, diamantes
quiseste um mundo imaginário
tão teu
e eu te dei apenas
amor...
"Todos os dias, eu me lembro de nós.
Dos beijos famintos, dos toques desinibidos, dos sons ofegantes da nossa respiração.
Eu nunca te quis pela metade.
E você… você me quis inteira. Intensamente." J.R
SUAVES LEMBRANÇAS
Hoje, lembrei de nós.
Dos beijos famintos.
Dos toques sem pudor.
Dos sons ofegantes que marcavam nossa respiração.
Do cheiro do Bvlgari — minha flor favorita — com seus cachos brancos, perfumados e encantadores, deixando o ambiente cheio de aconchego.
Nunca te quis pela metade.
E você… você me quis inteira. Intensamente.
Lembrei dos sonhos que costuramos juntos, acreditando que tudo daria certo.
Do som da tua voz, que me tirava do sério.
Do teu abraço, que me trazia paz e silêncio.
Sinto sua falta todos os dias.
Você foi a loucura mais deliciosa e perigosa que já me tomou por completo.
Um incêndio suave…
Que queimou minhas certezas até que restasse apenas o desejo:
me perder em você, de novo e sempre.
— Janete Galvão
Como o caminhar de uma garota em um dia de chuva,
Ouço os sons dos pingos em meu guarda-chuva,
Passo a passo, sinto o frio de meus sapatos encharcados,
Observo os carros ao meu redor
Encandeando-me com aquelas avulsas luzes que perpassam sobre mim,
O violão está dentro da bolsa, mas suas notas saltam no ar
Juntando-se as estrelas e cantando a canção que me faz chorar junto as nuvens.
Quando seu coração entrar em harmonia com as batidas do sons da natureza e das esferas e sua respiração for imperceptível, as portas do Universo se abrirão à sua frente e não haverá mais nenhum segredo que lhe seja negado! Márcia Raphael.
“O crepúsculo dos sons
O Brasil empobrece a cada ano
não se escuta mais músicas nas esquinas,
o show da praça emudeceu.
As guitarras de Armandinho e Dodô
silenciaram.
A tropicália de Canô
envelheceu...
Caetano, Djavan, Bethânia e Gil,
a bossa de João encantos mil.
A onde foi morar parar a poesia
do canto de vitória e de folia
dos ricos acordes de harmonia...
A lira do Orfeu tá Bahia.”
―Evan Do Carmo
CRÔNICA PARA BRASÍLIA
Brasília, cidade das belas formas, de sons e encantos diversos.
Não és a mais bonita, nem a mais importante por conta do congresso.
És bela sim, de forma arquiteta, como ninfa de apolo, de flores de concreto.
Teu lago doce e puro, sob um céu azul discreto. Tens a Água Mineral e um parque a céu aberto.
Brasília das cantigas, de bois de Teodoro, de tantos sons herméticos, do reggae de Renato Matos, ao jazz de Renato Vasconcelos.
Do samba ainda menino, do Rock do Porão aos blocos do asfalto. Brasília da política, dos donos do planalto, das CPIS, das pizzas, dos sábios Collors e tolos Jéfersons. É tua vocação, vencer as turbulências, cortar na própria carne os males-desafetos.
Assim serás madura, à custa dos teus braços. Quem vem da ditadura, por certo sabe bem, que a um povo pacífico a liberdade sempre vem. Diretas de Tancredo, o povo no poder, o teu dever de casa honraste ao fazer.
Contudo não é cedo pra quem sabe sonhar, quem sabe um filho teu irá governar.
Será de sobradinho, Ceilândia ou do Guará? Por certo um candango, virá da tua madre, dará exemplo ao mundo e ao resto da cidade, que espera do teu cerne um bem pra ser feliz.
Brasília da savana, do fogo no verão, Brasília dos pedestres que acenam com a mão, ao bom desconhecido que pára em prontidão.
Brasília mar sem praia, das noites no pontão. Um caminhar no parque, à torre, a diversão; lazer do homem simples, espaço aberto à mão.
Ao jovem vista plana, um salto à direção. Brasília mulher jovem, senhora da razão. Aqui tudo é perfeito aos olhos do cristão. Falar de ti enfuna qualquer poeta vão.
Evan do Carmo
Eu fui ver uma exposição de dinossauros e uma coisa me deixou intrigada: os detalhes quanto aos sons emitidos, as cores vivas escolhidas para cada espécie, alguns caroços, escamas e espinhos pelos corpos, além de outras características que seriam quase impossíveis de terem sido preservadas por milhões de anos. Claro que alguns detalhes têm base científica. Estudos traçam o perfil físico e comportamental de qualquer espécie.
Pois bem: imagino num futuro distante, depois que a mazelenta raça humana tiver se auto extinguido, alguma outra raça anos-luz mais evoluída que a nossa, aqui chegando vai encontrar, entre todos os nossos brilhantes inventos e toda a parafernália inútil que produzimos a fim de tornar nossas vidas mais fácil e preguiçosa, um que deverá chamar a atenção mais que todas as outras: Uma lustrosa tampa de privada.
Eu já os imagino, dando ao tão sublime apetrecho a atribuição de coroa. Certamente vão achar que seres tão cabeçudos usavam a tampa para ornar a cabeça. E a bem posicionada abertura, um artifício para permitir que a dita cuja seja tocada por seus súditos.
Essa imagem tem razão de ser: Os seres humanos têm mesmo merda na cabeça.
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