Sonho texto
São lembranças do passado
O sono já chegou
O tempo encerrado
De um sonho que já terminou
A obra já acabou
Foram anos vivendo assim
No coração sem ter amor
Agonia sem fim
Aconteceu em um dia qualquer
Sou a trombeta de repente
Foi embora mesmo sem fé
Na alma momento ausente
É preciso sempre se preparar
Ninguém sabe o que vai acontecer
Aprenda ao Divino respeitar
E ao seu semelhante compreender.
São tantas coisas para dizer
Muita coisa para falar
Esse sonho não pode morrer
Essa vida ainda não vai acabar
O mundo pode ter sofrimento
Mas sempre teremos solução
Quem espera muito reconhecimento
Acaba tendo muita decepção
O segredo é viver
Espalhando a verdade
Ter a certeza de conviver
Com fé e lealdade
Preste muita atenção
O tempo é mudado
A nova aliança, nova anunciação
O tempo de nosso legado!
São momentos assim,
Inesquecíveis para mim.
Um sonho sem fim,
Rondando enfim!
Um projeto de vida desejado,
Sonhando uma vida melhor.
Desejo concretizado,
Espalhando alegria em derredor!
Lembrar do passado
É muito importante!
Para tirar lições do aprendizado,
Parar de errar a todo instante!
Procure sim sua oportunidade.
Seja através dela abençoado.
Como estou sendo em outra cidade,
Cidade do Eldorado!
Queria tanto proteger
Esse lindo sonho teu,
Minha poesia transcrever
O que ninguém entendeu!
Entender o amor
Que transborda nas águas da aflição.
Prever um mundo sem dor,
Sem mágoa no coração.
Sem perdas,nem separações.
Tanta briga,falta de perdão,
Discórdias,calúnias e decepções
Tudo isso estraga a união!
A união deveria nos fazer brilhar,
Como as estrelas do céu a encantar.
Produzir uma nova aliança a confirmar,
Para no meu coração a tua luz habitar!
Um dia estarei lá
Provando do interior do teu sonho
Conquistando o verbo amar
Longe do vento medonho
O mundo pode esperar
A nossa realidade prever
O mundo inteiro observar
Felicidade imensa acontecer
Tudo com força e valor
Com paz,felicidade e harmonia
Quando a entrega é feita com amor
Gera frutos de paz e alegria
Quero prestar atenção
Ver com o tempo a mudança
O vosso amor no coração
Sempre trago na lembrança
Vejo em teus olhos a expressão
Solícita e calma do meu sonho
Tua voz acalma meu coração
Afastando esse céu medonho
Vossa presença me traz paz
Adianta-me tesouro conquistado
A perfeita razão contumaz
União do Sagrado
Coragem,força e saber
Vontade,conhecimento e beleza
Vós ensinou-me a conhecer
A amar e respeitar a Natureza
Salve alvorada
Fonte dessa missão
Doce luz prateada
Iluminando meu coração
---Samuel Ranner.
Estou andando na estrada
Seguindo este destino
Andando devagar na jornada
O sonho do nobre menino
Os tempos de outrora
Conhecendo a terra sagrada
O brilho da aurora
Clareando a Pátria Amada
É tempo de pensar
No futuro de nossa gente
A capacidade de organizar
Com tudo claro e transparente
Termino esta poesia
Com toda clareza
Nesta luz que me alumia
Dentro do amor e da beleza!
Palavra de um sonho
Em um céu medonho
Inteiramente meu
Sou eu,sou eu,sou eu!
Uma frase verdadeira
Decisiva e certeira
Muita vontade em dizer:
Você, você, você!
Quero dentro dos olhos encontrar
A certeza da emoção
Quebrar estigmas,desvencilhar
O mundo secreto do coração
E assim,destrinchar
O Nobre favor
Pois quem sabe amar
Aprendeu um dia a dar valor!
-Samuel Ranner.
Vou caminhando na estrada do destino
Não estou sozinho tenho quem me guiar
O sonho nobre de um menino
Sua felicidade encontrar
Deus é quem vai na minha frente
Ele é meu escudo é meu Protetor
Me ensina a limpar a mente
Me trata com respeito e com amor
O povo não conhece a verdade
Zombam,falam mal deste luzeiro
Preferem mais a falsidade
Do que Meu Pai Verdadeiro
Preste atenção
Em tudo que vão fazer
Pois quando chegar a cobrança irmão
Vai se arrepender!
Vou te esperar...
Meu sonho de consumo,
È com você que eu sonho
Todas as noite quando durmo.
E quando estou acordado,
È você que penso todos
Os minutos.
È tanto amor,
È tanto desejo
Que só de pensar em você
Eu sinto em minha boca
O gosto dos teus beijos
È tanta loucura,
È tanta paixão,
Eu te amo do fundo do meu coração
A distancia não matar
Esse flor chamada amor
Não vai se acabar
Não demore muito
Venha me encontrar
Estou anscioso vou te esperar...
(Autor: Edvan Pereira) O Poeta"
Sonho de consumo...
Você é o meu sonho de consumo,
A minha meta, o meu rumo,
Pois, à noite quando eu durmo
Eu sonho com você
E no dia em que eu hei de lhe ter.
Querida você é o amor da minha vida.
Não pense que é mentira, estou falando
Sério e sem nenhum mistério
O meu coração é todo seu.
Eu só penso em você
E isso me faz bem,
Querer-te assim me faz ir além...
Saio na rua e vejo várias mulheres,
Mas elas não têm o que você tem,
Algo que chama a minha atenção
E que me faz tão bem.
É inexplicável, mas é verdade
Você não é um sonho,
Você é a minha realidade!
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
Apenas um sonho...
Sonhei que você vinha aqui
E com poucas palavras
Me dizia assim:
Você queria me pedir perdão,
Pode falar, estou aqui pra te ouvir.
E quando eu ia falar com você
Do nada eu acordei desesperado
E chorando te procurei.
Olhei pra cima, olhei pra baixo,
Olhei pros lados, te chamei e não
Te encontrei, até que me calei
E cair na real que foi apenas um sonho.
Essa noite com você eu sonhei...
Eu te amo é um sentimento muito forte pra ser dito da boca pra fora.
Se não ama na realidade,
Não iluda quem te ama de verdade.
(Autor: Edvan Pereira) "O Poeta"
Ainda carrego um sonho no peito.
Não é apenas meu — é nosso.
É feito de fé, de cicatrizes e de passos firmes, mesmo em estradas incertas.
Com essa fé, seguimos transformando a dor em força,
cortando da rocha bruta do desespero
uma pedra que nos sustente:
esperança.
Com ela, aprendemos que a união fala mais alto
do que qualquer ruído de ódio.
Que podemos caminhar juntos,
orar, lutar, resistir…
E, um dia, sermos verdadeiramente livres —
não só no corpo, mas na alma.
Meu irmão, minha irmã,
nossa vida é feita de escolhas.
Cada caminho nos ensina,
cada queda nos molda,
cada sonho nos empurra pra frente.
Que a base da nossa caminhada
seja o amor que espalhamos,
a fé que nos levanta
e os sonhos que nos mantêm vivos.
Deito no teu peito e adormeço.
Tranquila sonho e nos meus sonhos,
lá está você!
Há um jardim.
Um banco.
Um campo de girassóis posso avistar...
Corro por entre os girassóis, enquanto você tenta me pegar...
Parecemos duas crianças.
Risadas.
Sol no meio do céu.
Que felicidade!
Nesse lugar não enxergo tempestades.
Estou com você Meu Bem...
E os girassóis parecem nos sorrir também...
Você me alcança.
Não!
Não somos mais crianças...
E no teu peito, meu corpo repousa.
Quero que o tempo pare nesse momento.
Posso ouvir o canto do rouxinol.
Posso ver duas ou três borboletas voando por sobre os girassóis.
Posso sentir a brisa mansa meu rosto tocar, mas minha pele se arrepia é com o toque das suas mãos a me acariciar...
Suavemente.
Deliciosamente.
Fecho meus olhos e só desejo te amar.
Uma poesia está sendo escrita entre mim e ti...
Somos mãos, respiração.
Lábios. Corpos. Prazer. Emoção.
Somos inspiração. Risos. Alma. Coração.
Somos você e eu.
Num campo de girassóis.
Sol no meio do céu.
Com canto de um rouxinol.
E borboletas dançando no ar...
Encanto.
Encontro.
De fazer o amor mais bonito entre os girassóis acontecer entre mim e você...
Deitada no teu peito, desperto.
Estou em êxtase!
Meu corpo vibra, por você reacende o desejo de lhe ter...
Mais uma vez.
Não estamos num campo de girassóis...
Mas entre os lençóis, de olhos bem abertos, corpos descobertos...
O sol timidamente vai entrando, nos iluminando...
A vida é bonita né Meu Bem?
Mesmo que não seja como em nossos sonhos.
Mas é melhor, muito melhor viver a realidade.
Poder te sentir, rir com você á vontade.
Entrelaçar minhas mãos às suas e caminhar contigo pelas ruas...
Poder contemplar o céu azul.
Poder ouvir canto de passarinho.
Poder ver as borboletas voar.
E na simplicidade da vida, com essas pequenas alegrias, junto a você me encantar.
Não precisamos de dias de sol todos os dias.
Mas precisamos sonhar.
E acreditar.
E deixar o amor nos enlevar.
Para que á cada amanhecer Meu Bem, possamos juntos reacender a verdade, o sorriso, a poesia, a música que faz a gente estremecer de prazer...
Deitada no teu peito, sorrio.
Um sorriso de quem sabe que há dias nublados sim, mas que se permite ser sol num campo de girassóis enquanto a chuva não vem...
Meu Bem...
Entre nós o sol brilha, o amor é música e poesia.
A chuva é fresca.
O vento é brisa.
O mar é calmaria.
O café é sempre quente.
O beijo é ardente.
O desejo arrepia.
A alma vibra em sintonia.
Acender as estrelas para ti, é minha alegria!
Deitada no teu peito, sinto o cheiro mais gostoso.
Meu corpo se encaixa no teu, e numa manhã ensolarada, fazemos amor...
Há girassóis no vaso em cima da mesa.
Há café quentinho.
Há nós.
Há esperança de viver os sonhos meus com os teus.
Há vida!
Há paz.
Haverá sempre Deus!
Sonho em poesia
E quando a noite vem,
é em ti que desejo
me aconchegar.
Até o sol vir nos despertar.
Mas por enquanto
sonho - te.
É tão bom, que o
meu sorriso
não passa despercebido.
Em uma dessas noites,
encontrei você.
Tudo tão mágico!
Você vinha em
minha direção e
me abraçava.
Pude sentir
a sua pele quente
e macia.
Não houve
necessidade de
palavras.
Apenas toque e olhares.
Eu te despi.
Você despiu à mim.
E mais um daqueles
seus abraços
que me protegem.
O lugar de onde
não quero sair.
Fizemos o amor
mais lindo.
No silêncio da noite,
ouvia - se apenas
nossa respiração.
Em teus braços,
enfim adormeci.
O seu beijo
despertou - me.
O sol nos saudou
desejando - nos
bom dia!
Despertei do sonho
ainda sentindo
os seus carinhos.
Pensei em ti.
E uma mensagem
tua recebi .
Que alegria!
Nosso amor é pura sintonia.
Nosso amor é sonho em poesia.
Despertou com a chuva que caía,
lembrou - se do sonho e sorriu.
Olhou pela janela, já era primavera.
Olhou para si, estava despenteada e feliz.
Não havia mais dor, permitiu ser amor.
Lembrou - se do sonho, do abraço acolhedor.
Sorriu.
É primavera, o sonho não é uma quimera, e tu estás aqui.
Não vais mais partir.
Meu coração é paz e quer você junto a mim.
É primavera, tempo de FloreSer
os meus dias para colher amor dentro de mim.
Mas não importa qual seja a estação, basta a mim acreditar que eu posso florir o meu existir.
A chuva parou.
Me acompanha nessa caminhada?
Segure as minhas mãos e
vem comigo transcender amor.
Vamos juntos FloreSer.
Vamos viver o amor,
a cura para toda a dor.
É no silêncio que se trabalha. Se tiver um sonho, se cale, não fale.
E sempre que as críticas forem duras, sejam direcionadas para lhe ferir, se cale, apenas siga e se foque.
Os que lhe disseram "Não vais conseguir", eles mesmos vão vir atrás de vc.
Não permita que entrem em sua vida novamente, não semeie tempestade, apenas continue sua jornada.
A vitória foi sua e o mérito é seu.
🙏
Peguei no sono, adormeci.
Em sonho, acordei em uma cidade pouco evoluída, dei-me conta de minhas vestes, eram muitas camadas que me cobria.
Um creme levemente alaranjado, como um envelope de papel pardo desbotado, era a camisa de botões, que cobria a brancura do algodão da primeira camisa que me vestia.
Havia um pano grosso de linho marrom, como bombom de chocolate ao leite, cobrindo meus membros inferiores, preso a cintura pelo cinto de couro que um belo brasão reluzente possuía.
Nos pés, um couro talhado, de crocodilo ou cobra brilhando, quase meu rosto reluzia.
Um lenço circulava o pescoço e as pontas do laço protuberânte, balançava ao vento.
Um lindo chapéu elegante, não anacrônico a idade medieval, redondo e cinza, minha cabeça protegia.
Parei de reparar em mim, quando avistei uma linda donzela, com quilos de roupas, armadas e longas, que não tirava os olhos de mim.
Seus cabelos, eram altos, claros, escuros, enrolados e lisos, pois subiam uma armação de tubos e ao mesmo tempo se derramavam pelos ombros, ultrapassando-os com folga.
O generoso decote, não condizia com tanto de roupa que vestia, mas parecia normal, só eu abismado olhando sorria.
Tentei me aproximar, mas a donzela assustada pelo trote acelerado da carruagem que pela rua descia, subiu a elevada calçada e entrou em uma loja disputada por tantos fregueses que a enchia.
Decidi conhecer o local, apesar dos olhares que me seguiam, tudo parecia normal, e fui reconhecendo o terreno devagarinho.
Quatro horas da tarde, soube disso pelas vezes que o sino dal igreja tocou, me dirigi para o bar, que tinha por nome Saloom, lá, fiz amizades, e uma delas é o João.
Nem alto, nem baixo, nem magro nem gordo, nem bonito nem feio, nem rico, nem pobre, era uma pessoa comum.
João gostava de dançar, e isso lhe rendeu grandes nomes, os homens desta época, não dançam.
Pietra, era uma jovem de cabelos ruivos de pele bem branca pintada por sardas , e quando envergonhada, sua pele, bem vermelha ficava;
Ela gostava de jogar, mas nem sempre era aceita na mesa, pois esse é um tempo que damas não jogam, quando fazem, são em locais clandestinos.
Grande, digo, avantajado entre os normais era o Adail, que sobressaia na multidão, não só pela altura, mas também pelo porte físico que o deixará semelhante a um "guarda roupas" de tão alto e forte que era.
Lucas, era bem magro, ágil e muito esperto, até demais, o que para ele era bom, muita gente incomodava.
Por último, o Amarildo, sua pele escura contrastava com seus olhos claros, sua arcaria dentária impecável, branca e alinhada, provocava inveja a muitos.
Sempre que nos reuníamos, a falante Pietra tentava nos convencer a sair da cidade, mas sem dinheiro, os planos só ficavam no ar e em nosso imaginário
Certo dia, o xerife precisou se ausentar, mas antes de fazê-lo me nomeou xerife interino em seu lugar.
A cidade sempre foi calma, talvez por conta da reputação do xerife, que além alto e forte era rápido e bom de gatilho.
Na noite de uma sexta-feira, a calmaria deu lugar a confusão, a rotina de sossego foi quebrada pelo bando chefiado por Maldoque, que invadiu a cidade, querendo o banco assaltar.
Maldoque, tinha cinco capangas em seu bando, era não era o mais forte, nem o mais sábio, mas todos, suas ordens seguiam.
Eu era xerife na ocasião, mas nem sabia atirar, e havia apenas um guarda comigo, acoado, decidi um plano bolar.
Chamei meus amigos fiéis, expliquei tudo sobre o plano que tive, e para cima do bando de Maldoque, decidimos fazer a investida.
Vencemos sem disparar um único tiro, e a prisão ficou pequena para o bando que para cadeia foram dormindo.
No dia seguinte ao ocorrido a bela e para mim desconhecida donzela, me encontrou no caminho.
Educado, tirei o chapéu, inclei-me um pouco e simultaneamente dei-lhe um bom dia.
Ela, com brilho nos olhos e escancarado sorriso, além do bom dia, disse-me: Posso te perguntar? Endireiti-me, de postura bem ereta, peito estufado e ombros jogados levemente para trás, comecei a narrar o ocorrido, o dia que tronei-me herói para cidade.
- Querida donzela, não sei o seu nome, careço dessa informação para continuar nossa prossa.
- Ah meu querido xerife, como isso pode acontecer, perdoe-me por tamanho despreparo, me chamo Danica, sou filha do escrivão.
- Então vamos começar de novo. Beijei a mão da jovem donzela, do jeito mais tradicional no tempo antigo, inclinado-me, e mão direta pensando a dela, é na esquerda meu chapéu engraçado encostado em meu peito.
Disse: Prazer, sou o xerife Júnior, seu humilde servo, donzela Danica.
Danica, levando a mão a boca, simulava esconder o sorriso, enquanto ria. Terminada a encenação da cerimônia, comecei a contar o causo.
Naquela manhã fui pego de surpresa com a notícia que o bando de Maldoque estava na cidade , imediatamente mandei chamar meus amigos, e enquanto isso, elaborei o seguinte plano.
Lucas, que é muito veloz e ágil, foi na casa do veterinário pegar alguns frascos de tranquilizante que o doutor usava em seus pet pacientes.
Enquanto isso, João e Amarildo, buscaram mantimentos na venda , para fazermos uma deliciosa ceia.
Convidei Pietra para ir ao encontro do bando para e oferecer o jantar, como alguém com medo, que quer agradar.
Jantar aceito, levamos muita comida regada com vinho batizado, e Adail era nosso trunfo, se era bom de briga não sei, mas intimidava é servia para nós como escudo.
A Bela Pietra, dançou com João para enquanto os destruídos bandidos comiam e bebeiam, e pouco tempo depois do espetáculo, com cabeça na mesa ou caidos no chão dormiram.
Antes que o efeito do tranquilizante acabasse, todo o bando encarcerados a cadeia lotaram.
Acordaram irritados, mas sem armas, e atrás das grades só o que podiam fazer era reclamar.
Foi assim, sem nenhum tiro, recuperamos o dinheiro do banco e prendemos os bandidos.
A moça, talvez sapiossexual, com olhar que me devorva, sem palavras alguma dizia que conhecer mais de mim, queria.
A conversa tomou rumo diversos e minutos, transformaram-se em horas, até que um singelo convite da dama Danica, me surpreendeu alegre positivamente.
- xerife, vem jantar hoje em nossa casa, mamãe te acha um bom homem, e papai do Senhor de falar não para.
Aceitei o convite, e as seis horas marquei de chegar. Para não ir de mãos vazias, corri para falar com a pietra para saber o que eu poderia levar.
Pietra, antes de tudo, sacudiu a poeira de minha roupa, na altura dos ombros e peito, e disse primeiro vamos melhorar esse vestuário.
Escolheu roupas, que a seus olhos parecia melhores, um bouquer de flores me fez encomendar, e na venda, doce de leite e outros me fez comprar para alegrar a mesa da casa que iria jantar.
Amarildo, era poeta, metido a galã, me dava dicas para jovem impressionar, não dei muito atenção, pois eram palavras difíceis, poderia me atrapalhar, resolvi ser eu mesmo.
Danica estava linda naquela noite, sua mãe falava demais, e nosso flertar impedia. O pai dela tabelião respeitado, dizia sobre o plano de ser prefeito e as melhorias que queria fazer na cidade.
Comemos uma ave grande, bonita, assada, macarrão, e vinho era bebida.
Só na despedida após o jantar pude ficar momentos sozinho com Danica.
Seu cheiro, me atraia, e a bela boca desenhada, coberta pela camada do rubro batom, me seduzia.
O decote era desprocional as vestes, mas com o tempo acostumei com o costume da época.
Filosofei minhas ideias, e compartilhei o conhecimento que tinha, para impressionar a donzela sapioafetiva.
Não querendo ir, mas já era tarde, chegou a hora da despedida, arraquei um beijo, não roubado, porque ambos queriam, e foi demorado por ser correspondido, tanto que ativou todos os primitivo dos instintos masculino.
Parei, sem querer me afastar, os olhos em chamas, congelados, se encaravam.
O silêncio foi interrompido quando falamos simultaneamente, e cedendo a vez um para o outro, frase alguma era proferida, voltamos a nos beijar, era mais caliente esse beijo, com minha mão direita segurando sua nuca e com a esquerda seu quadril puxava para mim.
Ficamos sem ar, e meio ofegante, Danica disse: é malhor eu entrar....
Afastei-me um pouco, enquanto a encarava, a vi se recolher sem me dar as costas, fechava a porta enquanto me olhava.
Dei um salto de alegria, como um adolescente empolgado, a muito tempo isso queria, e hoje havia conquistado.
Montei no cavalo, ainda sonhando acordado fui encontrar meus amigos para contar tudo que havia vivido.
Ao chegar, avistei Adail na porta, e ouvia o choro de pietra, juntamente com a voz de Lucas que calma lhe pedia.
- O que houve ? Perguntei três vezes para ouvir a primeira resposta.
- O gato da Pietra, o gato da Pietra.
- morreu?
- caiu no posso, não sabemos nadar, senão morreu, morrerá.
Com roupa e tudo pulei no poço escuro, não era um poço normal, dito tradicional, este tinha um diâmetro de duas rodas de carrogem real, sua profundidade era de três homens altos em pé.
O poço, metade cheio, metade vazio, não afogará o gatinho mingau, ele tava vivo assustado , gato nadando cachorrinho, no poço meio vazio.
Com Mingau nos braços, gritei para que buscassem na venda duas cordas, e orientei que fizessem assim:
Dois de vocês permaneçam do lado direito do poço e atirem a corda, e outros dois do lado esquerdo façam a mesma coisa.
Peguei a primeira corda enrolei bem em meus braços e segurei em sua ponta, fiz o mesmo com outra e pedi que puxasse ao mesmo tempo, e fui assim que subi.
Quase na borda, entreguei o gatinho mingau a Pietra e os desajeitados que me puxavam largaram a corda ao verem a emocionante cena do reencontro dos dois.
Cai de costas na água, mas dessa vez me afoguei, mesmo sabendo nadar a água batia em meu rosto incomodava, acordei.
Era a chuva com vento que molhava minha cama e meu rosto, pois a janela antes de dormi não fechei.
Que sonho meio doido, todos sonhos o São, então foi só mais um, fechei a janela e voltei a dormir, talvez com o infantil e inocente desejo de continuar a sonhar o mesmo sonho, o que não aconteceu.
Vida normal que se segue, é madrugada o dia já é sábado.
Do nada me vens ao pensamento
E de lá insistem em não sair
Sonho com o dia
Que me convide ao teu leito
Ou quem sabe na relva poder te amar
Luto contra meus pensamentos
Bocado de ti que permanece comigo
Porém, sonhando ou acordado
Vivo a triste finalização
De ouvir dizer que não me amas
De saber nem no sonho tu me quer.
Sonho vazio
Corpos unidos
Desejo desfeito
Almas separadas
Um coração refeito
Em fogo de brasas paradas
Não tenho pensamentos
Nem mais sensatez
Por causa do que já foi um dia
Uma tremenda estupidez
Vivamos o hoje e o amanhã,talvez
Que Deus cuide de algo
Que ainda não se refez
