Soneto da Saudade
Antigamente, eu tinha um teatro de marionetes. Bonequinhos de pano, presos por cordões, dançavam e pulavam na minha cama, controlados por meus dedos. Eram bonecos de pano, mas riam, choravam e até sofriam porque eu lhes dava movimento e alma. E, aos olhos de todos, passava por ser um grande artista. Aplaudiam-me. Um dia, não sei como explicar, dei alma demais a uma boneca miudinha e ela passou a cantar, chorar e rir por si mesma. E fez mais, puxou os cordões de baixo para cima, guiando primeiro, meus dedos, depois, meus olhos, e, finalmente, meu cérebro. Com o tempo, empolgou também, a minha alma. Hoje, no teatro da vida, sou um boneco de carne e osso, controlado por uma boneca miúda que dirige minha vontade e a própria vida
Vem-me, às vezes, um sonho fugitivo e estranho ao pensamento perturbado; Sonho sem medo as sombras do passado, e o futuro me torna pensativo. Por que me faço ao riso alheio esquivo? De onde me vem este ar desalentado? Este fundo pesar inexplicado, esta grande tristeza sem motivo? Não sei... A mágoa obscura que me invade talvez seja somente uma saudade que o mundo vil não pode compreender... Saudade de outra gente e de outra vida, que inda vibra e palpita, dolorida, na imperfeição do meu ser
O tempo, a vida e as coisas mudam a cada dia. E, quando você não acompanha essas mudanças, fica achando que foram as pessoas que mudaram.
Por debaixo do teu manto de beleza, me cobri e coberto, mergulhei em teus encantos. Profundo é meu pranto, quando meu peito canta a tua ausência em silêncio e sem tua ode, a vida torna-se uma carme triste e insana.
Muitas vezes vivemos uma vida inteira com alguém, que acreditávamos que fosse como a gente e, de repente, descobrimos que passamos todo esse tempo ao lado de um anjo, de um enviado das estrelas, daí a carruagem, que não enxergamos, vem e carrega essa luz nos deixando sem sua sombra, com uma saudade danada do que não conseguimos viver e das lembranças que nunca vamos esquecer. Sim, já agendamos o reencontro, e não é permitido que se saiba a data. Isso será entre nós!
Mãe é mãe na dor, no amor, na cumplicidade. Berço de vida, palco de lembrança e símbolo de verdade. Mãe é a eterna imagem, que reside no coração, no tempo e na saudade.
Você ensinou-me que amar é uma escolha. Assim, amar é a liberdade de, mesmo podendo voar, decidir ficar. É doloroso, mas respeito sua opção. Seja feliz em seu voo.
Preciso te falar bem de perto, ver seus olhos e provocar teu sorriso. De longe o frio me incomoda, o teu calor me faz falta... Por isso, por favor chegue mais perto.
Da infância sinto saudades... das brincadeiras, das cantigas... dos brinquedos que me eram caros. E tudo era somente alegria.
Nossos queridos que saem dessa dimensão e em apenas um pulo entraram na outra, que sejam acolhidos sempre e de perto pelo Senhor da vida.
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