Soneto Amor Impossivel

Cerca de 231504 frases e pensamentos: Soneto Amor Impossivel

PEDAÇOS (soneto)

Em ti, ó saudade, acho parte de mim
São fragmentos craquelado e partido
Do meu eu que tenho então em ti sido
Eternizado numa dor que vive sem fim

O senso que faz em ti alarido saído
Em mim é silêncio, é solidão, enfim,
Vive da ilusão de lembranças carmim
Do comover sovado e não esquecido

Agora, o que faço para ouvir o clarim
Dos sons da quimera no porvir contido
Dando-me sonhos afora deste folhetim

Serei pouco, nada, de desejo desprovido
Se insistires em ficar tão presente assim
Aí, de pedaços o meu poetar será revestido

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, março, 05'55"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

SONETO IMAGINÁRIO

Imagino um soneto do imaginário
Que escorra da doce imaginação
Com o seu ilusório jamais solitário
E cheios de quimeras e de emoção

Que tenha na sua existência itinerário
Não só formas, nem aparência, ação
Onde os sonhos são seu mobiliário
Aduzidos dos cômodos do coração

Quero com que seja o meu amuleto
Guardado no peito tal qual a oração
Em mantra, não como simples objeto

E se, assim, brotar do tal poço secreto
Dos poetas, que venha com inspiração
Imaginando satisfação por completo

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

MOCIDADE JAZ (soneto)

Mocidade em mim, em simpatia
A sua lembrança já é sem graça
Na arena, silêncio, pouca galeria
E já tão distante, saudade, lassa

Nesta morrinha, de lado a ideologia
Pois, acima ou abaixo, tudo passa
Apressadamente, serventia é ironia
Velhice, prudente palavra: desgraça

Nos licores de prazer, só mitologia
As perdas já fazem parte da vidraça
Do fado, e o entusiasmo na periferia

Porém, nem tudo é ledice sombria
Curtir a paisagem e brindar a taça
Do viver, dizer não, fazem a alegria

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

MATUTINA (soneto)

Na manhã matutina do planalto
Vagueia o horizonte tão rubente
Numa dança de cor em contralto
Cintilando o azul do céu nascente

Ultrapassa os jardins do asfalto
Sem esquinas, nuvem ausente
No espetáculo como ponto alto
Riscando o cerrado num repente

E o vento chia, é julho, tão frio
Brasília de curvas retas, feitio
Sereno, num panorama pleno

Rompi o dia em arauto gentil
Ipês floridos, de sertão bravio
E amanhecer nunca pequeno

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Planalto central - Brasília

Inserida por LucianoSpagnol

FOLHAS SECAS (soneto)

As saudades das lembranças não feitas
Acorrentadas no passado e não dadas
Perdidas, sonhadas e até tão desejadas
Assim, para a indagação, são estreitas

E no como seria, são apenas fachadas
Tal como viscosas felicidades suspeitas
De possível outro rumo, e boas receitas
Na ilusão do tempo, por suas chegadas

O ser humano e suas incríveis emoções
No ter e querer um prumo de intenções
Quando o amor é espera em movimento

Encanta-me a ação da vida, as razões
As utópicas e inúteis e frágeis aflições
Todas, folhas secas, levadas ao vento...

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

HOJE EU CHOREI (soneto)

Hoje eu chorei porque tive vontade
Se foi saudade, aflição, eu não sei
Apenas chorei, e o peito desabafei
Chorei quem sabe duma felicidade

Se separou, se a vida amargou, ei
Apenas chorei. Choro de verdade
Não o sufoquei n'alma, liberdade
Num grito com lágrima, então dei

E neste pranto sem ter valeidade
Choro... Chorei... e sempre darei
Pois eu não sou no todo, metade

E se chorei, não é porque afazei
Um choro de qualquer fatuidade
Onde eu chorando, hoje chorei!

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano p

Inserida por LucianoSpagnol

ALADOS (soneto)

O largo cerrado é um efeito alado
De asa tingida e horizonte intenso
Duma flora varia e chão rebelado
Encarnado em um céu tão imenso

O teu cheiro num diverso intenso
Acoplam o raro em sinal denodado
Feiticeiro, espantoso e tão denso
Em um plural do árido cascalhado

Onde vemos empoar os passos
Entrelaçados entre tortos traços
E prados de dourados alumiados

Aos poucos sucumbimos por ele
Num pouso instável, caindo nele
Suavemente, de encantos alados

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

Soneto da lamentação.

Valores me disseras, devaneá-los-ia.
Tentação, fossastes uma ilusão.
Em ti confiaste, a ti creditaste.
Fostes uma inspiração.

Mal tens uma oportunidade,
Caístes em traição.
Comumente, perdão o meu pediste.
Derradeiramente me enfureceste.

Deverias aceitar?
Se errando, porém, aprendemos,
Humanamente, assiálicos, lamentaremos.

Daria tudo por tais segundos, dizia ela.
Pra mim, soava como música o prantear dela.
Deveras perdoar? Quão os amava, cais orvalhos...

Inserida por ramedeiros

Soneto dos Raros Olhos

Olhos predestinados daquela morena
Me desperta os olhos da morena
Olhos negros daquela morena

Cor de amêndoas são os olhos da pequena
São os olhos raros daquela morena
Penetram à minha alma como um poema

Distantes, ao longe vejo os olhos da morena
Pertos, ofuscam o meu dilema
Lembrança dos olhos da morena
Vívidos, se ajustam ao meu esquema

Companheiros, olhos meus até morrer
Sublimes como minha amada
Seus olhos, meu caminho para valer
No infinito dos seus olhos, minha morena, minha toada

Inserida por AdamoCarramilo

CERTOS VERSOS (soneto)

Letras ranzinzas de certos versos
Olham no vazio do papel em branco
Nodoando o imaginar nele dispersos
Do alquebrado fado em um tranco

O amarelado do tempo ali imersos
Adentra a saudade no peito manco
Rindo e chorando em tons diversos
Em um alvoroço dum soluço franco

Onde estariam tais agrados reversos
E assim o versar sair deste barranco
E então deixar de serem perversos

Ah! Rumo sem margem, sem arranco
Que cria na alma nublados universos
Deixando o sonho nu e sem tamanco

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Agosto de 2017
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

soneto: a pureza de um desejo

Sim, encontrei, embora com tanta, tamanha solidão
Encontrei aquela que me diz o sim ao invés do não
Um paraíso, quem diria, na solidão
Mas estava escrito e eu vi, um paraíso comigo e contigo

Um paraíso que não pára de solidão
Estava escrito eu ser tua metade e tu minha
A minha doce e bela metade

Sem procurar eu encontrei, alguém que o nome nem sei
Mas deve ser, um anjo esculpido do que há dentro de mim
Só bastou um olhar para o nosso amor se casar, eternamente
Está escrito na rocha que Um Alguém fez de caderno

Tocar em suas mãos, é mais que tudo de um alguém qualquer
E que eu não almejo
É por você o puro do meu desejo

(edson cerqueira felix)

Inserida por poemas_arquivados

soneto: corpos diferentes, o mesmo espírito

Alguém me disse não ser possível a padmini negra
A flor de lótus escura ou preta
Me refiro à excelência feminina ou a excelência em mulher
A perfeição da beleza por dentro e fora da mulher

Uma santa com pele indiana veio pra mim
E ela trouxe pra mim essência e incenso de jasmim
Me remetendo com o aroma aos campos e jardins

Embora casta não me negou o seu beijo
E não censurou a qualidade do meu desejo
É a flor perfeita dando o perfume do fim ao começo
Me dá tudo o que o nobre diz: eu desconheço

Não temos pressa quando estamos juntos
Embora eu tenha pressa de estar junto com ela
Um beijo eterno é o que lhe dou e o que vem dela

(edson cerqueira felix)

Inserida por poemas_arquivados

soneto: Cozar e Diana

E se o que você tem pra me dar, é tudo isso, um beijo
Então não tenha pressa
Me dá o beijo e faz com ele o carinho e sua conversa
Vem Diana, me livra dessa

Numa noite tão grande se fez pequena
Com a, essa história de me beijar
Eu conheço a tua conduta (de que gostas de ser... indefeituosa)

E eu também fui feito assim, sem defeito
E os caminhos se mostraram vazios com tanta gente que não faz uma
Com tanta gente, que não soma e nem uma
Com um diamante nos olhos iguais aos dos seus

Oh Deus (!), eu te peço muito obrigado, pelo beijo Dela
Me dais hoje, e mais hoje, e hoje mais um pouco
Da sua glória me beijar no beijo Dela

(edson cerqueira felix)

Inserida por poemas_arquivados

SONETO DO APELO PELA AMADA

Ah, minha querida borboleta azul margarida...
Sabes o quanto a amo, magia dos meus sonhos?
De que me valem meus dias, agora sem vida?
Fazendo-te ausente, faze-me árido. Tristonho.

Se não voltares à revoar aos meus jardins de luz
Secarei sob um sol causticante de saudades e dor
És minha bela e fresca formosura de flor de alcaçuz
Resgata-me querida, deste céu de solidão sem cor!

Nunca encontrarás um amante mais devoto e fiel
Por ti buscarei estrelas nas galaxias mais abismais
Volta amor dos meus dias, sejamos tal como antes.

Quando sugávamos da boca um do outro o puro mel
Uma canção perfeita, nossos risos, nunca viram iguais!
Volta querida. Só tu me fazes feliz num instante. !

Inserida por elisasallesflor

soneto: juntos apesar da distância

Sem querer meus olhos encontraram os seus
E os seus aos meus
O amor realmente só pode ser coisa de Deus
Que fazem dos seus caminhos os meus e dos meus os seus

Chamam a outra metade de cara metade
Eu chamaria de santas metades
Encontrei em você fora do coração tudo o que eu tenho dentro

Imediatamente te conduzia pra dentro a favor do vento
O teu espírito e o meu são um alento
Me faz saciado e não sedento
Sedento mas de amor e da ternura que me viciou

Embora filhos de Deus
O amor nos alimenta e nos acalenta quais filhos seus
Te levarei mesmo ausente, isso não é difícil pra gente

(edson cerqueira felix)

Inserida por poemas_arquivados

soneto: eclipse solar

Vem pra me trazer, para me trazer nas visões da noite
O meu delírio na dose certa para a minha cura
Eu sei de sua posição, uma dama com traje comprido
E feito de linho fino e branco, eu sei quanto a isso

Mas não tenha medo de entregar o seu próprio fogo
De fênix no seu abraço
E eu me desfalecerei junto a ti toda a vez

Embora um pouco menos para segurá-la nos meus braços de abraço
Como gavinhas envolvendo sabiamente e ornando a flor
Tão pura quanto o lírio branco no calor
Eu quero abraçar para segurar eletrizantemente o meu... amor

Oh lua, eu me dou, o teu sol
Quando será o nosso próximo eclipse?
Tão rápido, tão breve o nosso encontro em fenômeno natural

(edson cerqueira felix)

Inserida por poemas_arquivados

soneto: infinita

Você realmente é um pássaro, uma fênix tão feliz
Que se incendeia toda a vez que eu te beijo
E é o suficiente para você queimar e ressuscitar
Das cinzas e das sombras

Eu fico perdido junto com você, sem saber ao que fazer
Um anjo me beija de noite
E me faz perder o sono, é alguém que me chama

É ela dizendo que me, que me ama
Das extremidades desse sonho eu quero me incendiar com você
De tempos em tempos
Para revivermos juntos e, eu... vou te esperar, pois só você

Aplaca bem, sabe aplacar bem esse prazer e agora, angelical
Sussurra no meu ouvido e não tenha medo
Tente vir, chegar e ficar... um pouco mais...

(edson cerqueira felix)

Inserida por poemas_arquivados

Mais um soneto inútil,
Outra película estúpida,
Difundindo teu veneno,
Consciência podre a nos intoxicar.

Inserida por michelfm

Soneto a Coroada Destemida

E meu dia se torna melhor ao ver tal lembrança...
Ao ser teu motivo de riso, me regozijo igual criança.
No meu peito, o coração bate até com mais pujança,
e sei que em teu seio, me aguarda a bonança.

Desejar-te tanto assim não é nenhum desatino.
O mel que destilas, deve ser mais doce que imagino,
tamanha doçura é desejada em cada café matutino.
Não te assustes, se um dia eu chegar, assim, repentino.

Aquela paz, que outrora tive, me levastes sem piedade.
Não se preocupe com tal assertiva, digo com propriedade,
Amando assim, o que menos desejo é sobriedade.

Fazer-me caminhar pelas nuvens é a sua especialidade
O teu riso será constante, pois farei dele necessidade,
E por fim, saiba que carrego no peito a tua saudade.

Inserida por rodolfoboechat

Soneto 1

LUA DE JOELHOS PARA 3 ESTRELAS

Olha só agora, o encontro do luar com
3 estrelas. A lua num abraço, às 3 abraçar
E neste mesmo abraço lhes beijar, num
Único, inigualável oscular.

E as 3 estrelas lhe retribuir com muita,
Muita força os golpes de um machado
Onde o machado e os seus golpes são
Beijos ambíguos de muitos golpes

Naquele luar e um poeta viu tudo
Toda aquela força do amor de 3 estrelas
E aquele luar cheio de sons na madrugada

Oh e lá vem chegando lindo orvalho oh
Levemente serenando nas pétalas de rosa
Rosa molhada guardará um néctar em ti

EDINHO FELIZ

Inserida por edinhofeliz