Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Mulher de 50
Ser mulher de 50 é carregar no olhar a história que ninguém vê por completo.
É ter cicatrizes que já não doem, mas ensinam.
É entender que o tempo não levou a beleza — apenas a transformou em presença.
Ser mulher de 50 é não pedir mais permissão.
É escolher ficar, partir, amar… ou simplesmente se bastar.
É silenciar o mundo quando a alma pede paz.
É olhar no espelho e reconhecer não só o rosto,
mas a coragem de quem sobreviveu a si mesma.
E, mesmo depois de tudo, ainda floresce.
Ser mulher de 50…
é não ter pressa de nada,
porque finalmente aprendeu o valor de si.
Helaine Machado
Coisas de Mãe, Jeito de Mulher
Helaine Machado
Mãe é detalhe que ninguém vê,
mas sustenta tudo sem aparecer.
É mão que guia, é voz que acalma,
é colo que cura rachadura da alma.
Tem cheiro de casa, gosto de cuidado,
olhar atento mesmo estando cansado.
É pressa por dentro e calma por fora,
é quem se doa inteira… toda hora.
Coisas de mãe são feitas de silêncio:
um “vai dar certo” em meio ao sofrimento,
um joelho no chão quando ninguém vê,
conversando com Deus por você.
E ainda assim, é mulher — inteira, viva,
com sua dor que quase ninguém cativa.
Guarda vontades, adia desejos,
mas nunca economiza nos abraços e beijos.
Se reinventa em cada fase da vida,
mesmo quando se sente perdida.
Porque dentro dela existe um poder
que só quem é mãe consegue entender.
É raiz profunda, é vento leve,
é quem nunca solta, mas também não prende.
É amor que ensina, corrige e acolhe…
é mãe sendo mulher,
e mulher sendo forte.
Helaine Machado
Entre aplausos que não são meus
e silêncios que ninguém vê,
eu caminho por dentro de mim
tentando não me perder.
É estranho ser comparado
como se a vida fosse igual,
como se o tempo de cada um
obedecesse um mesmo sinal.
Helaine machado
Aprenda a ver beleza aonde ninguém vê... A ver oportunidades aonde ninguém vê... A ver talentos aonde ninguém vê... Amplie seus horizontes..
Aprendendo a viver e dando espaço para aqueles mínimos detalhes que ninguém vê.
Apreciando cada dia mais a natureza.
Amando toda a beleza que Deus nos proporcionou para admirar.
Cada dia querendo estar mais próximo da natureza,
Pra falar a verdade, sinto que sou natureza.
Passando pelas estações.
De tempo em tempos passo pelo outono, com todas folhas da vida caídas, secas e sem cor, mas mesmo no meus dias de outono jamais esqueço que tenho raízes fortes e logo aquele tom sobre tom de laranja ao marrom terá um novo tom.
Passo também pelo rigoroso inverno, que as vezes passo por cada geada e até geleiras que atrapalha o caminho, mas cá estou e lembro que logo toda aquele caminho gelado será todo florescer.
E passo também pelas minhas primaveras.
Ah! Primavera! Tão linda e singela!
Que me lembra que diante dos outonos secos e invernos rigorosos ainda assim com toda minhas dores ainda sim! Sou flores!
E floresço!
E não esquecendo do verão,
Também passo por está estação!
Com amor e gratidão!
Pois o verão me lembra que sou luz.
Pois a luz maior, me resplandece e ilumina meu ser. Pois ELE é o dono da estação: outono, inverno, primavera e verão.
Que me cobre com seu amor e fortalece meu coração.
Sou tudo isso! Um espírito de emoções.
Evoluindo nas lições.
Liddy Viana.🌻✍️
Oração da Vocação que Clama
Senhor Deus,
Tu vês o que ninguém vê.
Há um vazio dentro de mim que não é falta de pessoas,
não é falta de trabalho,
não é falta de sonhos.
É algo mais profundo.
É a sensação de que existe uma vocação que ainda não está sendo cumprida.
Eu não sei explicar.
Se me perguntarem, eu não saberei responder.
Mas Tu sabes.
Porque isso é coisa da alma —
e da alma só Tu entendes.
Se esse chamado vem de Ti, confirma-o no meu coração.
Se esse desejo de servir e anunciar é Teu, fortalece-me.
Arranca de mim o medo que paralisa
e dá-me coragem para obedecer.
A Dor de um Imigrante
Ninguém vê.
Ninguém vê as lágrimas que caem enquanto dirigimos para o trabalho antes do sol nascer.
Ninguém vê o silêncio dentro da van quando uma música toca e, por alguns segundos, somos transportados para a mesa da nossa mãe, para a voz do nosso pai, para o abraço dos nossos filhos.
Ninguém vê.
As pessoas enxergam o resultado, mas não conhecem o preço.
Não sabem quantos aniversários perdemos.
Quantos Natais assistimos pela tela de um celular.
Quantas vezes desligamos uma chamada e ficamos olhando para o nada, tentando engolir o choro para continuar trabalhando.
Ser imigrante é aprender a sorrir enquanto o coração sangra.
É construir uma casa para os outros enquanto você sonha em voltar para a sua.
É passar anos trabalhando para dar uma vida melhor aos seus filhos, enquanto perde momentos da infância deles que nunca mais voltarão.
É ganhar dinheiro e, às vezes, sentir que está ficando cada vez mais pobre daquilo que realmente importa: tempo.
Tempo com seu pai.
Tempo com sua mãe.
Tempo com seus filhos.
Porque o dinheiro volta.
O tempo, não.
E talvez essa seja a maior dor de todas.
Viver sabendo que seus pais estão envelhecendo.
Que seus filhos estão crescendo.
Que sua família está seguindo a vida.
E você não está lá.
Há dias em que a saudade aperta tanto que parece faltar ar.
Dias em que você tem trabalho, saúde, comida, carro, oportunidades…
Mas ainda assim sente um vazio que nada consegue preencher.
Porque existem ausências que o sucesso não cura.
Existem distâncias que o dinheiro não encurta.
Existem abraços que nenhuma conquista substitui.
Mas existe algo que nos mantém de pé.
A esperança.
A esperança de um dia olhar para trás e entender que cada lágrima teve um propósito.
Que cada noite sem dormir valeu a pena.
Que cada sacrifício construiu um futuro melhor para aqueles que amamos.
O imigrante vive carregando duas vidas dentro do peito.
A vida que deixou para trás.
E a vida que ainda está tentando construir.
E mesmo cansado…
Mesmo com medo…
Mesmo chorando em silêncio…
Ele continua.
Porque desistir significaria abandonar os sonhos de toda uma família.
E quem ama de verdade suporta dores que ninguém imagina.
Talvez seja isso que nos torna tão fortes.
Não porque não sentimos a dor.
Mas porque aprendemos a caminhar com ela.
Todos os dias.
Até que um dia, Deus permita que a saudade se transforme em abraço.
E o sacrifício, finalmente, em paz.
O Turbilhão
Existe um vendaval morando em mim.
Ninguém o vê.
As pessoas enxergam o meu sorriso,
as minhas palavras,
os meus poemas.
Mas ninguém escuta o barulho dos destroços que carrego por dentro.
Há dias em que tudo o que eu quero
é ir embora.
Ir embora das expectativas,
das decepções,
das promessas quebradas,
das portas fechadas,
das pessoas que só lembram de mim quando precisam.
Quero ir embora da culpa que me veste,
do cansaço que me acorda,
das batalhas que ninguém imagina que luto.
Mas, no fundo,
não quero desaparecer.
Quero encontrar um lugar
onde eu possa respirar sem pedir desculpas por existir.
Quero voltar para mim.
Porque há muito tempo
venho morando na vida dos outros
e esquecendo de cuidar da minha.
Talvez esse turbilhão
não seja um fim.
Talvez seja a tempestade
arrancando tudo aquilo
que nunca foi abrigo.
E quando o vento passar,
se passar,
espero encontrar entre os escombros
a única pessoa
que nunca deveria ter abandonado:
eu.
O CICLO QUE NINGUÉM VÊ
Há uma folha desenhada sobre a madeira velha deste balcão. Não está realmente aqui. Está apenas na minha cabeça, entre um copo de uísque barato, a fumaça de um cigarro que insiste em sobreviver e o silêncio que os bêbados confundem com paz.
A vida inteira cabe numa folha.
Ela nasce verde, arrogante, convencida de que o vento é liberdade. Dança porque acredita que escolheu dançar. Depois aprende que era apenas o galho decidindo por ela. Mais tarde, o tempo amarela suas certezas, rouba o brilho, seca suas vaidades e, por fim, a entrega ao chão, onde ninguém mais olha.
Engraçado... fazemos exatamente o mesmo.
Neste bar há homens falando sobre carros que nunca comprarão, mulheres sorrindo para pessoas que jamais amarão e jovens planejando futuros que venderão na primeira promoção de estabilidade. Todos parecem ocupados demais para perceber que estão envelhecendo enquanto discutem banalidades.
A correnteza não faz barulho.
Ela apenas leva.
Leva os sonhos, a curiosidade, a coragem de dizer "não". Leva aquele impulso infantil de observar uma chuva, ouvir um disco inteiro, sentir o cheiro da madeira molhada ou reparar como a fumaça desenha fantasmas sob a luz amarela do teto.
As pessoas chamam isso de amadurecer.
Eu chamo de desistir.
Não falo da resistência dos heróis estampados nos livros. Essa costuma render medalhas e discursos. Falo da resistência silenciosa, quase invisível: a de não acreditar em todas as mentiras que vendem como felicidade; a de não transformar a própria existência numa fila de boletos, relógios e domingos ansiosos; a de continuar enxergando beleza numa folha caída enquanto o resto do mundo só enxerga sujeira para ser varrida.
Porque morrer não começa quando o coração para.
Começa quando deixamos de notar os detalhes.
Quando o café perde o aroma, o abraço vira protocolo, o beijo vira rotina e a janela deixa de ser uma moldura para o mundo e passa a ser apenas vidro.
Olho para o fundo do copo. O gelo já desapareceu, como desaparecem tantas coisas sem pedir licença.
A folha da fotografia teve uma vida inteira. Nasceu, brilhou, alimentou a árvore, envelheceu e caiu. Nunca fingiu ser outra coisa.
Nós, ao contrário, passamos décadas fingindo viver.
E talvez seja essa a tragédia mais elegante da espécie humana: não a morte, mas a facilidade com que entregamos nossa vida à correnteza, chamando de destino aquilo que foi apenas falta de coragem para abrir os olhos.
No fim da noite, o garçom apaga as luzes. A fumaça desaparece. O balcão continua ali, velho como sempre.
E, em algum lugar, outra folha começa a nascer.
Tomara que ela aproveite melhor o vento do que nós.
Tem batalha que é silenciosa.
É a que ninguém vê. É dentro da sua cabeça, de madrugada.
É ansiedade, medo, vontade de desistir.
É você contra você. E vencer essa é a maior vitória de todas.
Não se compare com ninguém, apenas me diga uma coisa:
como você se vê?
Sua incapacidade está apenas em sua mente, no fundo, você sabe que é capaz, apenas parou para ouvir aqueles que esperam o seu fracasso.
Volte ao seu propósito, eu sei que você chegará, se não parar mais para ouvir quem almeja sua queda!
Não se engane, os que tentam ti parar e desanimar, estão mais perto do que parece, afaste-se do que ti prende e ti sufoca...
A pior tempestade é aquela que habita nosso âmago, ninguém vê, ninguém sabe e por isso só é danosa a nós mesmo.
ímpeto afundo
Há um oceano que ninguém vê.
Por fora, continuo respirando no ritmo esperado, respondendo quando me chamam, ocupando espaço entre pessoas. Por dentro, existe uma água antiga subindo devagar. Não invade de uma vez. Ela aprende o formato dos meus pensamentos antes de encher os pulmões.
Caminhar deixou de significar ir para frente. Todos os caminhos dobram sobre si mesmos, como se o mundo tivesse sido reduzido ao tamanho da minha própria mente. Cada porta leva ao mesmo corredor. Cada corredor termina na mesma pergunta. E cada pergunta já nasce sem tradução.
Os pensamentos perderam a linguagem. São aeróglifos riscados nas paredes de uma caverna infinita, símbolos que reconheço sem jamais compreender. Passo horas tentando decifrá-los, como se existisse uma frase escondida capaz de explicar por que tudo pesa tanto. Mas quanto mais leio, mais as inscrições mudam. A pedra respira. O labirinto aprende meu nome.
Existe um lado do universo onde a luz nunca chegou. Às vezes penso que a mente também possui esse hemisfério esquecido, uma geografia onde nenhuma estrela ousou nascer. É para lá que vou sem perceber. Não porque queira. Porque toda ideia parece inclinada naquela direção, como um rio que desconhece outra gravidade.
É estranho assistir ao próprio pensamento fabricar tempestades e, ainda assim, saber que elas não molham ninguém além de você.
Há dias em que a realidade parece um vidro grosso. Consigo enxergar as pessoas rindo, vivendo, amando, fazendo planos. Mas tudo acontece do outro lado. Eu apenas encosto a testa na superfície fria, tentando lembrar como era existir sem precisar traduzir cada segundo da própria consciência.
O pior não é o silêncio.
É o eco.
Porque até o vazio aprende a repetir o seu nome quando você permanece tempo suficiente dentro dele.
Mesmo assim, em algum lugar entre as ruínas dessa arquitetura impossível, existe uma pequena contradição: se ainda sou capaz de perceber a escuridão, talvez ainda exista uma parte de mim que continua procurando a luz. Não porque a veja. Mas porque a ausência dela ainda me incomoda.
E talvez seja isso que me mantém respirando.
Não a certeza de que vou encontrá-la.
Mas o fato de que, no fundo do oceano, eu ainda consigo distinguir a diferença entre afundar… e continuar procurando a superfície.
Minha alma grita por socorro, em silêncio no pensamento, ninguém ouve ninguém vê , algo sem explicação.
So vc pode calar essa voz , então lute contra isso , pois isso sim pode te matar
Ninguém jamais viu a Deus... Deus é espírito e, em assim sendo, é impossível a homem qualquer vê-lO em sua essência... em seu ser-Espírito.
E o mundo anda carente de Deus... mas o mundo nunca viu Deus... como pode isso então?
Seres objetivos que somos, cremos no que vemos... ou tu acreditas em Papai-Noel... Bicho-papão... no Fantasminha Camarada... Saci-Pererê... claro, claro... sei que alguns acreditam - engraçado isso de acreditar... e de não acreditar também.
Normalmente, acreditamos naquilo que nos convém... não, não acho que seja simples assim... há muito, mas muito mais - no ato de acreditar e no de desacreditar - do que nossa vã filosofia... sabes do que estou falando.. bem... não é bem sobre nossas crenças e descrenças que quero falar...
Quero falar de Deus... hoje fiquei pensando no seguinte: Deus pode tudo... é dono de tudo... um soprinho e lá se vai o que Deus quer que se vá... posso usar todos os superlativos existentes... jamais conseguirei chegar pertinho do que Deus é... expressar o que Deus é.
Pois bem, e Deus se importa contigo também!!! Isso não é demais!? E não é demais Deus encontrar uma forma de se fazer entender - porque muita gente olha pra tudo o que Deus criou e não se dá conta de que foi Deus quem criou... então, Deus encontrou várias e várias maneiras de se fazer 'ver' por esses que de modo mais natural não O percebem. Até escreveu pro caso de quem tem memória curta...
Deus se importa contigo também... Ele, na Sua majestade.... onipotência... não é indiferente à tua dor...
não, não, não... não diga que Deus não te respondeu quando tu o procuraste... o que eu acho mesmo é que foste tu quem não o achaste... não soubeste procurar... e o procurar não vale nada se não se acha o que se procura... concordas?
Lá em Jeremias 29:13 há as seguintes palavras: "E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração".... o problema está em único lugar... 'todo... coração'... se tu saíres à procura de Deus só com uma parte do teu coração... tempo perdido... não ias encontrar mesmo... se estás dividido... nem tente...
Que tal de coração inteiro diante Deus daqui pra frente?
A alma não fala alto.
Ela sussurra.
Mora nos detalhes que ninguém vê,
na lágrima que não caiu,
na saudade que ficou sentada à mesa,
na esperança que se recusou a partir.
A alma conhece caminhos
que os olhos não alcançam.
Ela atravessa noites inteiras
carregando pequenas luzes,
mesmo quando o coração acredita
que já não existe amanhecer.
A alma guarda.
Guarda os abraços que salvaram dias,
as palavras que curaram feridas,
os nomes que o tempo não conseguiu apagar.
E ama.
Foque em Deus todos os dias. Raízes profundas quase ninguém vê, mas são elas que sustentam os frutos que todos verão.
Entre códigos e caminhos que ninguém vê,
Teu rastro me guia como luz na escuridão.
Se amar é encontrar,
Então eu já sei:
Meu prêmio oculto és tu,
minha paixão.
