Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
O Sábio Sábado nos diz para tomar cuidado com as comparações, não se compare com ninguém, não meça os limites do seu trabalho, da sua bondade, da suas ações com outras pessoas. Não compare jamais a sua vida, o seu casamento as suas escolhas com as outras pessoas, principalmente nas redes sociais.
Temos que entender em Deus que ele nos fez cada um com suas benças e um diferente do outro justamente para que possamos ser mais saudáveis e frutíferos a cada dia para honra e glória unicamente do nome de Jesus Cristo.
O maior desafio do Cristão nos dias de hoje é o uso das redes sociais justamente pelos perigos de comparação, nesse mundo virtual parece que todo mundo está sempre feliz e sempre melhor que você na família, nos relacionamentos, no trabalho, nas viagens, e deixa a falsa aparência que a sua vida que é repleta de presentes e milagres de Deus todos os dias é uma vida chata, dessa falsa percepção nasce a ansiedade e a depressão e Jesus se entristesse com isso e essa tristeza celestial será refletida através de você sem você perceber. Por isso, nesse sábado vamos focar nos milagres e nas bençãos que recebemos todos os dias, acordar é um grande milagre, tomar um café é uma grande benção. Pense nisso! E seja grato por sua vida abençoada e real.
Não se desgaste tentando provar o seu valor para ninguém. Se a sua atenção e o seu amor não foram suficientes, dificilmente serão as suas palavras que mudarão isso.
Não queiras ser quem tu não és!
Tu não precisas de ser igual a ninguém, não te deixes cegar pela Luz dos outros, tu tens luz própria, acende-a e preocupa-te por mantê-la acesa.
Deixa que os outros brilhem e iluminem o teu caminho, apenas, quando a tua luz esteja enfraquecida e não te esqueças, mostra gratidão e humildade.
Na vida, ninguém sabe tanto que não possa aprender, nem sabe tão pouco que não possa ensinar. Afinal, quem aprende e não compartilha o que sabe, com o tempo acaba esquecendo o que aprendeu.
Tom Jobin já disse..."Ninguém é feliz Sozinho"...
A felicidade não é um estado permanente...
A felicidade é o resultado das conexões que fazemos com o mundo exterior...
Cultivar relacionamentos
Preservar Pontes sentimentais
Construir base sólida de Amor
É o caminho da felicidade.
Nova Configuração
A vida chega sem chegar,
porque ninguém veio de fora.
Só a matéria mudou de lugar
e, de repente, conta as horas.
O carbono aprende um nome,
a água inventa uma memória,
o corpo sente frio e fome
e chama isso de história.
Que ironia tão precisa:
o universo, indiferente,
reorganiza a própria argila
e ela se julga diferente.
Diz “eu sou” com voz segura,
como se fosse substância,
mas é padrão, processo e trama,
equilíbrio em circunstância.
Ama como quem será eterno,
teme como quem pode perder,
sem notar que o fim do inferno
é apenas deixar de manter.
A morte não rouba uma essência,
não apaga um ser escondido;
rompe relações, desfaz cadências,
desmonta o arranjo produzido.
E a vida, solene e vaidosa,
ergue monumentos ao acaso:
uma configuração nervosa
tentando sobreviver ao prazo.
Ainda assim, há certa beleza
nessa ilusão sem impostura:
a matéria, por breve proeza,
contempla a própria estrutura.
Nada nasceu como entidade,
nada parte para outro lugar.
Só muda a forma da realidade
e uma forma aprende a chorar.
O mundo se revela nos interstícios do comum, onde ninguém olha e tudo se desfaz em rumor e poeira. O silêncio não é ausência, mas presença disfarçada; e a verdade, quando surge, não acende luz, apenas evidencia as trevas que carregamos como herança. Cada instante vivido é um fio que se rompe antes de ser tecido, e quem tenta agarrá-lo apenas sente o peso de sua própria falha.
A vida se insinua nos detalhes que ninguém percebe: uma porta rangendo, uma sombra que hesita, um gesto interrompido. É nesses pequenos interstícios que a verdade se esconde, não para ser descoberta, mas para lembrar que tudo o que buscamos já passou, e tudo o que amamos já se tornou silêncio.
O mundo não se revela em grandiosidades, mas nos detalhes que ninguém ousa notar: a poeira que dança no canto da sala, o tremor de uma mão que se pretende firme, o silêncio que recusa companhia. É ali, nesse território invisível, que reside a verdadeira forma do que chamamos vida.
