Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Ninguém morre de fato, porque todos que morrem continuam vivos nos corações, nas lembranças, nas ideias, nas obras, na vida.
Ninguém é obrigado a te amar do jeito que você quer, porque o amor não se força e cada um sente e vive o amor do seu jeito. Mas você pode amar do jeito que quiser, porque o amor que você dá é escolha sua. Amar é sobre o que você sente e oferece, não sobre o que você exige ou espera do outro.
Ninguém cai, tropeça em um buraco da mesma forma. Cada vez que caímos, é de um jeito diferente, com um detalhe único, porque a vida sempre nos apresenta situações diferentes. E cada vez que caímos ou tropeçamos, é um alerta, uma oportunidade de ver a vida de uma maneira nova. É uma chance de aprender, de perceber o que nos fez cair e entender como evitar o mesmo erro no futuro. Cada queda traz uma lição, uma forma de crescimento, nos ensinando a não repetir o mesmo caminho e a melhorar nossa maneira de caminhar pela vida.
Você não é obrigado a fazer a vontade de ninguém, da mesma forma que ninguém é obrigado a fazer a sua vontade.
Vai entender um dia que ninguém te prejudica psicologicamente; apenas sua falta de conhecimento do seu próprio psicológico.
Não guarde, jogue pra fora, mesmo que seja tóxico.
Se não quer afetar ninguém com sua sujeira, escreva em uma folha de caderno todo seu ódio, tristeza, angústia, mágoa, negatividade. Depois, amassa o papel e joga fora. O importante é limpar, lavar, pôr pra fora do pensamento, pôr pra fora do sentimento. A única forma de tirar o que tá dentro de você, pra fora de você, é jogando em alguma matéria: seja uma folha de caderno, desenhando, falando ou gritando sozinho, cantando, ou até em alguém. O importante é pôr pra fora, pra limpar, lavar a alma.
E o que for bom, compartilha com os outros.
Nosso sentido aqui nesse mundo da matéria é colocar em prática, na matéria, tudo aquilo que a gente pensa e sente.
A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.
Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.
A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.
Ela nos ensina que ninguém é perfeito.
E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.
Ninguém odeia quem apenas obedece, quem não se destaca, não questiona, não muda, não faz diferente, não vive. Mas, no fundo, a própria pessoa odeia ser assim. Porque, se ela resolvesse desobedecer, aparecer, questionar, mudar, fazer diferente e viver de verdade, então os outros, talvez, passariam a odiá-la.
Eles a odiariam porque, ao vê-la fazendo tudo o que não têm coragem de fazer, se sentiriam incomodados com a própria acomodação. O ódio deles não seria sobre ela, mas sobre a própria vida que escolheram levar.
Quem quer sua mudança, não soube moldar a si mesmo, ninguém entra na vida de ninguém para mudar sua herança, somos o que levamos e o que fazemos e não o que queremos reverter para o que nunca soubemos ser.
