Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Nos sábados somos magros...
Nos domingos somos lindos...
E nas segundas-feiras
percebemos de quem temos saudades.
CRIADO MUDO
Alguma coisa deve mudar de hoje em diante, os fantasmas que vejo é Mentira... não somos tão solitários assim, eu e meus eus distintos,
Às vezes sou velho, às vezes num berço, embalo o tempo da inconsciência
Às vezes morro de saudade do meu eu menino
Mas nada disso é motivo ou explica nossas dores
Os corredores silentes passeiam nossos fantasmas,
Que cobram por desilusões e murmuram antigos amores
Alguma coisa deve mudar de hoje em diante
Vovó se espreguiça sobre a cama como se o tempo
Lhe esticasse sem dó suas canelas depois de levar o seu juízo
E sobre o criado mudo a dor revela, próteses que já foram seu sorriso
Vamos ser livres, livres, livres...
livres da impossibilidade de ser
somos prisioneiros até da nossa própria liberdade...
quem imaginou o fim do mundo diferente,
o mundo não deixa de ser mundo
somos nós que deixamos de ser gente...
Não existe adeus e sim até breve. Do ponto de vista que somos também energia, não tenha dúvidas que haverá o reencontro mas, em outra dimensão.
No universo as formas se repetem e essa ocorrência nos mostra que somos todos de uma mesma natureza.
Francisco de Assis nos ensina que todos e tudo somos uma mesma origem quântica. A ciência, que não suporta a espiritualidade, deu um nome científico para explicar mais sobre o mesmo.
A qualidade do que somos está no caráter e no coração. A imagem é efêmera e pura falsidade. Tantas pessoas sorriem de modo vazio. Mais vale o lábio colado pela sinceridade do que o beijo do Judas. Aquilo que parece lealdade e dedicação em algumas pessoas é cena.
A vela representa a finitude da nossa experiência terrena. Somos luz finita que se ascende outra vez.
