Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
“ Vivemos em um mundo onde, por natureza, somos mais inclinados a enxergar falhas e defeitos nos outros do que a reconhecer suas qualidades. É como se estivéssemos constantemente buscando algo para criticar, enquanto os aspectos positivos, por menores que sejam, passam despercebidos.”
Afinal, é isso que nos somos: monstros tentando ser bons, rodeados de idiotas e tentadores, jogando contra nossa propria natureza monstruosa e delicada.
Somos apenas um planeta entre incontáveis outros sem uma infinitesimal capacidade de compreensão de nossa existência. Somos como uma das formigas num imenso terrário cósmico sendo os parasitas e vermes do inseto. E o universo não está nem aí, indiferente dando um foda-se. Agora só falta aparecer o deus dos vermes e parasitas dessa formiga.
A realidade se comporta como possibilidade até que a consciência a observe — somos cocriadores do que chamamos de mundo.
Somos o que o mundo desaprendeu: presença, entrega, verdade.Somos intensidade em um tempo raso.Fogo em terra fria. Amor em tempos de indiferença.Raros, porque sabemos o valor de viver de verdade.Não cabemos em metades. Somos inteiros, mesmo que isso assuste.E mesmo que o mundo não entenda… continuamos sendo tudo aquilo que ele deixou de ser.E por isso, somos inesquecíveis.
Somos notas dispersas em uma partitura, cada uma com seu tom e timbre únicos, todas essenciais para a música que só a vida sabe compor.
"Os animais não deveriam sentir gratidão por nós! pois não somos dignos de receber tal magnitude e benevolência. Nós, seres pensantes? é quem devemos ser gratos por eles existirem e nos amarem incondicionalmente”. (NUNES, David Tobias. 2022)
Somos quebrados, somos moldados
Somos Reféns completamente intimidados
Temos os nossos corações
Esculpidos em pedras!
Vivemos em um mundo de coisas descartáveis. E até nos seres humanos somos descartáveis.
Muitas das vezes temos que bajular, mimar, servir, implorar para não sermos descartados da vida de uma pessoa.
E quando paramos de servir, o descarte vem sem aviso prévio. E com ele vem as noites traiçoeiras, solidão, choros, pensamentos e a impotência.
Mas não demora muito, a maturidade vem, o amor próprio chega, e Deus abre nossos olhos e nos mostra que tudo que ele faz é perfeito.
Na verdade nós nunca fomos descartados, e sim mais uma vezes Deus operou milagre e nos deu um grande livramento.
Lembre-se: Podemos chorar dez dias, mas nunca vamos chorar dez anos.
“O tempo”
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O tempo corre demais
Ontem crianças, hoje pais
E do nada somos avós
O tempo constrói novos trilhos
E quando olhamos nossos filhos
Já eles seguem sem nós
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A realidade é mais que certa
Já temos a porta aberta
À nossa espera - quem já partiu.
E a nostalgia nos aperta
Numa saudade que nos desperta
Dum tempo que nos FUGIU.
Amor nem sempre é Amor!
Muitas vezes costumamos confundir alguns sentimentos. Nós somos seres ainda muito primitivos, é normal que haja mesmo essa confusão quando chegamos na parte emocional. Naquele plano onde não vemos, onde não podemos tocar, mas, apenas sentir. Dominamos mais a parte racional da vida.
E para aprendermos a lidar com a parte emocional exige bastante treino mesmo. E um dos maiores treinos é o autoconhecimento. É o olhar pra dentro, nos conhecermos, identificarmos o que estamos sentindo e o que achamos que estamos sentindo. Sim! Muitas vezes achamos que estamos sentindo determinado sentimento, mas na verdade é bem outro. Tem muita gente colocando nome errado nos sentimentos.
Amor nem sempre é Amor;
Amor pode ser Carência;
Amor pode ser Apego;
Amor pode ser Falta de Amor Próprio;
Amor pode ser Vaidade;
Amor pode ser Interesse;
Amor pode ser Paixão;
Amor pode ser Solidão;
Amor pode ser Medo;
Precisamos analisar o quanto de outros sentimentos está camuflado, maquiado, escondido em nome desse Tal do Amor. Se não, vamos continuar transformando uma coisa tão bonita em algo feio. Precisamos saber diferençar uma coisa de outra. Porque o que vemos por aí são coisas totalmente diferentes, contrárias, algo totalmente distorcido e as pessoas colocando tudo isso em nome do tal do amor.
A gente não se dá conta do quanto somos agraciados. Claro que nem tudo é perfeito, mas só o fato de termos sido abençoados com sentidos perfeitos já é um motivo para sermos felizes. Ver, ouvir, falar, andar é um milagre que nem todos podem desfrutar. Ter uma família que nos ama, teto pra morar, água limpa, comida na mesa e um cobertor quentinho é outro. Sejamos gratos por tudo isso, porque o que realmente faz uma pessoa feliz são essas pequenas preciosidades que e geralmente passa despercebido perante o nosso olhar ingrato.
Inocência é achar que somos capazes de andar pela vida sem esbarrar em alguma dor, sem colidir com a ingratidão, sem tropeçar na deslealdade e em alguns desafetos.
Bobagem é crer que não seremos alvo do egoísmo, da inveja e da maldade humana.
Infantil é acreditar que hora ou outra não vamos ser atingidos por palavras com calibre suficiente para fazer sangrar o coração, ferir a nossa alma e até matar algum sonho frágil.
Ingenuidade é esperar que a vida pare para passar a mão na nossa cabeça, para vir curar nossas feridas. Não, ela não vai! Você é quem vai ter que fazer isso sozinho. A vida não é um paraíso e quanto mais cedo aprendermos isso, menor será o sofrimento que é inerente à própria vida.
Um dia eu disse ao meu melhor amigo, o futuro filósofo Cauã Sanches, de que todos somos esponjas em um oceano repleto de conhecimento, cabe a nós absorver esses conhecimentos ou não até porque, conhecimento nunca é demais e também como meu pai me disse uma vez:
"O conhecimento é a única coisa que ninguém consegue roubar de nós."
Morais, Valdomiro.
