Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Onde o Tempo Não Existe
E se o tempo nunca tivesse existido?
Se aquilo que chamamos de ontem,
hoje
e amanhã
fosse apenas uma maneira limitada
de organizar o infinito?
Talvez exista algum lugar
onde eu ainda tenha um ano.
Onde minhas mãos ainda sejam pequenas
e eu não saiba que um dia
vou aprender o significado da palavra saudade.
Nesse mesmo lugar,
eu tenho cinco.
Corro sem saber que estou correndo
para longe de uma infância
que passarei o resto da vida tentando encontrar.
Tenho dez.
Ainda existem pessoas ao meu redor
que, em outra parte dessa linha,
já não estão mais aqui.
Eu olho para elas,
converso com elas,
e não faço ideia
do privilégio que é poder ouvir suas vozes.
Tenho quinze.
Acredito que a vida está começando.
Tenho vinte.
Acredito que tenho tempo.
Tenho trinta.
Começo a perceber
que algumas portas se fecharam
sem fazer barulho.
Tenho quarenta.
E talvez já olhe para os vinte
como quem observa uma pessoa
que um dia conheceu muito bem.
Tenho cinquenta.
Sessenta.
Setenta.
Cem.
E se todas essas versões de mim
não estiverem esperando para acontecer?
E se elas já existirem?
Agora.
Todas juntas.
Talvez em algum lugar
o menino esteja sentado ao lado do velho.
O menino pergunta:
“Quem é você?”
E o velho responde:
“Sou aquilo que aconteceu com você.”
Mas talvez o velho também pergunte:
“E você, quem é?”
E o menino sorria:
“Sou aquilo que você perdeu.”
Então os dois ficam em silêncio.
Porque nenhum deles está realmente no passado.
Nenhum deles está no futuro.
Somos nós que atravessamos a vida
acreditando que deixamos versões nossas para trás.
Mas e se ninguém tiver ficado para trás?
E se a criança ainda estiver brincando?
Se o adolescente ainda estiver sofrendo
por algo que hoje parece pequeno?
Se aquele dia perfeito
ainda estiver acontecendo em algum ponto
que nossos olhos já não conseguem enxergar?
Se as pessoas que perdemos
ainda estiverem sentadas naquela mesa?
Se aquela porta ainda estiver aberta?
Se aquela voz ainda estiver dizendo nosso nome?
Talvez o tempo seja apenas uma parede
que nos impede de ver tudo de uma vez.
Porque seria insuportável.
Imagine olhar para uma pessoa que você ama
e enxergar simultaneamente
o bebê que ela foi,
o adulto que ela é
e o último dia em que você poderá abraçá-la.
Imagine olhar para si mesmo
e ver todos os seus rostos.
O primeiro.
O de agora.
E o último.
Talvez seja por misericórdia
que enxergamos apenas um instante de cada vez.
Talvez o presente seja uma pequena janela
aberta sobre algo infinitamente maior.
Mas às vezes…
em certos sonhos,
em certos cheiros,
em certas músicas,
em certos silêncios,
parece que alguma coisa quebra.
Por alguns segundos,
temos cinco anos outra vez.
Dez.
Quinze.
Vinte.
E não estamos lembrando.
Estamos lá.
Talvez seja por isso que algumas lembranças doem tanto.
Porque talvez a memória
não seja exatamente olhar para trás.
Talvez seja tocar, por alguns segundos,
um lugar onde aquilo ainda está acontecendo.
Um lugar onde ninguém envelheceu.
Ninguém foi embora.
Nenhuma despedida aconteceu.
Onde todas as nossas idades
estão sentadas na mesma sala,
esperando umas pelas outras.
E talvez, quando tudo terminar,
não exista um fim.
Talvez apenas descubramos
que nunca estivemos caminhando por uma linha.
Estávamos dentro de algo eterno.
E então veremos:
o primeiro choro,
o primeiro passo,
os amores,
os erros,
as perdas,
os reencontros,
a juventude,
a velhice,
todos acontecendo
no mesmo instante.
E talvez finalmente entendamos
que o tempo nunca levou nada.
Nós é que só conseguíamos enxergar
uma parte da eternidade por vez.
“A constância transforma em caminho aquilo que, em outro tempo, nos pareceu intransponível. Mesmo que o percurso exija certo distanciamento dos outros e um retorno a si, aos próprios objetivos e ao propósito que os sustenta, prossiga.” — Leonardo Azevedo. A frase propõe uma reflexão sobre a constância como força capaz de modificar nossa relação com os obstáculos, sugerindo que aquilo que em determinado momento pareceu intransponível pode, pela persistência continuada, converter-se em caminho. A ideia não pressupõe necessariamente que as dificuldades diminuam ou desapareçam, mas que o indivíduo, ao perseverar, desenvolve recursos, disciplina e maturidade suficientes para atravessar aquilo que antes excedia suas capacidades. Ao mencionar o distanciamento dos outros, o pensamento introduz uma dimensão mais íntima da trajetória pessoal, reconhecendo que determinados propósitos exigem períodos de recolhimento, redução das interferências externas e maior concentração sobre si mesmo. Esse afastamento não precisa significar desprezo, isolamento ou ruptura com os vínculos, mas pode representar a escolha consciente de preservar energia e atenção para aquilo que se considera essencial. O retorno a si, aos próprios objetivos e ao propósito que os sustenta estabelece, assim, uma relação entre constância e sentido, pois perseverar sem direção seria apenas repetição, enquanto perseverar orientado por um propósito transforma esforço em construção. A palavra final, “prossiga”, sintetiza o pensamento em uma convocação simples e deliberada à continuidade, especialmente quando o resultado ainda não é visível, reafirmando que algumas travessias somente se tornam possíveis porque alguém decidiu permanecer em movimento por tempo suficiente para descobrir que o limite de ontem não precisava ser também o limite de amanhã.
“A constância transforma em caminho aquilo que, em outro tempo, nos pareceu intransponível. Mesmo que o percurso exija certo distanciamento dos outros e um retorno a si, aos próprios objetivos e ao propósito que os sustenta, prossiga.” — Leonardo Azevedo.
Porque aquilo que você sustenta dentro de você…
transborda.
Transborda nas palavras.
No olhar.
Nas escolhas.
Nas reações.
E na maneira como você toca outras vidas.
Por isso existe tanta sabedoria na frase:
“Você colhe aquilo que planta.”
Aquilo que você alimenta dentro de si influencia aquilo que entrega ao mundo.
"Algumas pessoas de alma estreita dizem: "Por isso ou aquilo, que é meu objetivo de vida, eu abro mão de tudo..."
Abrir mão de algo é se negar a plenitude da existência, assim estas pessoas não vivem, só existem, por um curto período de tempo....
O que é o talento?
As pessoas costumam dizer,
fulano tem o dom para isso ou aquilo.
Talento é a expressão ativa
do conhecimento universal das coisas
que o ser humano consegue absorver.
Contudo só vira talento quando se consegue
comunicar de maneira ideal, quase perfeita.
Sem estudo não se adquire conhecimento,
e o artista não pode escrever, ou produzir
qualquer arte daquilo que não conhece.
Porém toda arte reside na capacidade de comunicar,
na forma de expressão.
Toda promessa de Deus repousa sobre seu poder e sua fidelidade; aquilo que Ele declara, Ele é poderoso para cumprir.
A inteligência artificial aprende com aquilo que já aconteceu.As decisões que mudam uma vida começam quando escolhemos construir algo que ainda não existe nos dados.
“O maior mistério do universo não é aquilo que ainda não descobrimos, mas o fato de existir alguém capaz de perguntar.”
A mentalidade antiprodutiva veste o medo com roupas técnicas e chama de ordem aquilo que muitas vezes é apenas esterilidade organizada
Se um dia pudesses ser
aquilo que um dia imaginei,
ainda assim não serias tu,
serias apenas o sonho
que antes de ti inventei.
Porque o que imaginei
cabia inteiro nos meus pensamentos,
mas tu chegaste sem caber
em nenhuma medida,
em nenhum desejo,
em nenhum dos meus intentos.
Se fosses exatamente
aquilo que um dia sonhei,
talvez eu te admirasse,
talvez até te amasse,
mas jamais te reconheceria
como única e especial.
Pois foi justamente o inesperado,
o que não previ,
o que não desenhei,
que fez de ti alguém
que nenhum sonho meu
jamais conseguiria ser.
E talvez seja essa a beleza:
não seres aquilo que imaginei,
mas aquilo que jamais soube imaginar e, ainda assim,
a única pessoa
que meu coração escolheu reconhecer.
Não escreva em sua nova agenda aquilo que fez você viver uma velha vida de sofrimentos e derrotas, de planos e propósitos errados.
Papo desagradável é tudo aquilo que qualquer pessoa fala o que não convém à paz, à santificação, ao crescimento e à edificação da alma do próximo.
Mude aquilo que não tem mais vitalidade e se transforme pela renovação mental positiva, ativa e produtiva com habilidade, criatividade e responsabilidade.
A vida não interfere na cronometragem da alma, senão culpar a consciência por aquilo que deixou de ser feito em benefício do próprio coração.
