Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Não existe evolução com caras como ele. Você pode ficar com ele, mas a versão dele que você está vendo agora é com quem você ficará para sempre. Se você está confortável com isso, vá em frente!
O novo normal...
O momento que mundo vê que silêncio grita. E as máscaras te fazem viver num mundo doente.
Vejo em algumas bocas beijos mudos na ânsia de se libertarem... e em seus olhares puros e meigos vejo borboletas buscando pouso, cansadas de voar....
Vejo gente oferecendo o corpo para conseguir o amor.
Vejo gente oferecendo amor para conseguir o corpo.
Tudo n'uma espiral ascendente de compensações.
Envelhecendo
Nem sempre enxergamos
Mas o tempo vai passando
Mesmo fazendo tantos planos
Às vezes, até insanos
Não adianta se aborrecer
Dificuldades diferentes
Aparecerão
O que precisamos é aprender
Que tudo se pode fazer
O tempo é generoso
Pode deixar saudoso
É um processo curioso
Até você se tornar idoso
Desde que nascemos
Estamos envelhecendo
Aprendemos, conhecemos e amadurecemos
Jamais esqueceremos
Tudo que vivemos
Não lute contra sua idade
Esqueça essa vaidade
O importante é a agilidade
Seja qual for sua realidade
Mesmo sem sua juventude
O importante são suas atitudes
Busque sua plenitude
Nunca se iluda
Para que o tempo não
Te pertube.
A CRISTO NA CRUZ
Os olhos meus pregados nessa cruz
O vejo, nu, piedade deste que ti vê
Tolerar, tolereis, meu Deus, por quê?
Se ainda somos pecantes, ó Jesus!
Que, pois, fui um dos que não fiz jus
Ao amor Teu, e da piedade sem crê
O pus na cruz, neste feito do sofre
Cruelmente, fendendo a Vossa luz
Quisesse Vós por nós estar sofrido
E nós ó Pai, um indócil servo vosso
Na dor Vossa, muito por nós sofreu!
Que, pois, por nós estais revestido
No pesar, e pagar-vos não posso
Pois a morte Vós por nós venceu!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
21/10/2020 – Triângulo Mineiro
ESCREVENDO À ALGUÉM
Tarde de garoa fria e cinzenta,
cortina entreaberta, fora vê-se
o jardim com poucas flores,
nota-se que de rosas a paisagem,
é pobre, sem cores.
Talvez já tenham, sido colhidas
para serem dadas à alguém especial
que faça parte de sua vida.
Na sala uma poltrona, vários livros,
e a escrivaninha.
Este é o ambiente do poeta.
No ar, algo existe mas nada se nota.
O poeta com sua caneta escreve versos
para alguém que pelo ar presente está.
Ás vezes olha ele para o teto,como a
perguntar se ela gostou.
A calma ao retornar a escrever, a resposta
fora dada.
Seus olhos, sorriem como se a pessoa amada
ao seu lado estivesse, e os aprovasse.
Sente o poeta que ela segura a sua mão,e
encostando o seu rosto ao dele, sorrindo
vários beijos ali, lhe da.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
O que é o amor?
O amor é algo que se sente não e algo que se vê, é difícil de explicar, difícil de entender. O amor é algo complicado, pois com um simples olhar, podes ficar apaixonado como te pode deixar atordoado ou deixar-te o coração despedaçado
Mente em gravidade Marte no planeta água
Gravidez me fez conhecer a Via Lactea
Grave batendo no Ventre,um Astronauta.
Dizer que não acredita na espiritualidade, porque não vê. É pura bobagem. Todo mundo usa wi-fi, sabe que existe, e que é verdadeira, mas ninguém vê.
Chega Um Momento,Em Que Tudo Desmorona & Nada Mais Faz Sentido... Você Se Vê Afundando Em Água Salgada,Naquela Água Que Saiu Dos Seus Próprios Olhos.
As vezes a pena cansa
Deita e ouve pensamentos
Sente chover nas pautas
Volta à escrever
Se vê em dueto com as lágrimas.
Agosto do desgosto
Um não sei desgosto, de onde?
Um olhar na sorte e não se vê
A perspectiva não se esconde
O amor renasce para quem crê
Conquanto a lenda cisma, por quê?
Se os dias ressurgem no amanhecer
Trazendo luz, início a nossa mercê:
Se lamento, angustia, vem do viver!
Acreditar? se nada muda, aí invente
Que o dia há de boa esperança vinda
Tente! E na dificuldade seja irreverente
E quando chegar, aí a apertura finda
Então, se contagie de fé e alegria
Nos longos caminhos recomece
Tenha o otimismo em leve romaria
Agosto do desgosto, não acontece!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
01/08/2014, 08’05” – Cerrado goiano
Você é uma das poucas pessoas que conseguem separar sua observação da sua percepção. Você vê o que as coisas são, quando a maioria das pessoas vê aquilo que espera.
SER FELIZ NÃO É TER TUDO
TER POUCO NÃO É SER POBRE
Hoje só me vê com fones no ouvido
Nas líricas e esquemas, envolvido
As vezes até de barras de sons tenho fugido
Então me poupe de esquemas que tu tens desenvolvido
Então já sabes o porquê não ando contigo
O porquê jamais eu e tu seremos amigos
Enquanto cruzas com o fumo, cruzo com livros
Nesta vida quero fazer história por isso muito tenho lido
Até pareço um escravo, nunca fui fofinho
Ponho garras no que busco tipo felino
Minha intenção é conscientizá-lo, não feri-lo
Mano, não andar contigo não significa que estou sozinho
Tenho te visto a reclamar com comida no prato
Enquanto há quem passa fome e sofre calado
Tenho te visto choramingar tendo dois braços
Enquanto madruga o aleijado
Te vejo mimado, me crucifique
Se achares que julgo errado ou algo assim
Mas comparado com Haiti, confesso a ti
Sem dúvidas é um paraíso nosso Moçambique
Eu agradeço a Jesus pelos sobes e desces
Foi preciso passar por tudo para que soubesse
Que não esqueceria problemas nem que bebesse
E que só é maduro quem os enfrenta e vence
Daí que tenho pedido ao Ell Shadai que guie meus passos
Que estenda a Santa mão nos planos que traço
Que me torne mais homem e não só um mancho
E não só acho, que os fortes vem de baixo
Mas que seu feitos heroicos por anos são estudados
Seus feitos a gerações tem inspirado
Por isso corro atrás dos sonhos, apaixonado
Terei um futuro que me bem fica, glorioso
Eros
