Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
"A vida não pede pressa, pede presença. Cada instante é um convite para sentir, não para vencer — e quem aprende a escutar o silêncio entre os dias, descobre que o tempo é apenas o cenário onde o espírito dança."
Roberto Ikeda
Quem olha para trás vê o passado esquecido.
Um tempo que já não vive em nós, mas permanece vivo na memória dos outros.
O que foi deixado de lado, o que não quisemos carregar, encontra abrigo em lembranças alheias.
O passado não desaparece — ele se transforma em silêncio, em cicatriz, em história contada por quem ainda se lembra.
E é nesse contraste que mora a verdade: aquilo que esquecemos não deixa de existir, apenas muda de dono.
O esquecimento é escolha.
A lembrança é resistência.
E entre os dois, o tempo constrói sua própria justiça.
Eu poderia simplesmente pegar no céu uma estrela e colocar nos seu belos olhos, só pra vê-los brilhando e apreciar toda a sua beleza.
Talvez o mundo não esteja em silêncio.
Talvez ele fale o tempo inteiro,
em sinais simples, em verdades nuas,
mas poucos escutam sem o ruído do ego.
O deserto não é externo —
ele nasce quando a mente se fecha
e transforma perguntas em muros.
As sombras não vivem fora da luz,
vivem no medo de encará-la.
As correntes não são de ferro,
são feitas de certezas vazias,
de ignorâncias defendidas com orgulho.
E a saída do labirinto não exige força,
apenas humildade para admitir
que a luz sempre esteve ali,
esperando ser vista.
CARTA DE AMIGO CÉTICO
Demétrio Sena - Magé
Meu amigo; vê se não carta - como também não descarta -, mas esta carta não é para tirar da manga... e não manga de mim por causa dela... é para ti. Não Parati nem qualquer outra cidade, mas para ti. Acorda a corda e deixa de marra... ou amarra a marra, que o posto oposto é onde há parto e aparto a briga, pois agora tem ágora para brigas. Não boto acento no assento, há cento e tantos dias não como, como não sei. Só sei que o culto oculto eleva e leva sem desculpas... nem dez culpas... pois nada nada em águas alvas e, o alvo é alvo da mosca na qual jamais acertei.
Eu me livro com livro e sei que a porta aporta lembranças, porta saudades e me pergunta: "E você; qual quer entre qualquer uma?". Seja como for, te peço que peça a peça certa, e acerta; encara a vida em cara limpa e não atira a tira... nem atola a tola no convento com vento, em meio à catinga da caatinga do abandono. É a sina que assina o conto que não conto nem contas, entre as contas dos contra e dos pró. Calma; não sou ator que atormente. Ator mente e atua a tua e também minha vida. Não tenho fé, porque fé demais fede mais; fé de menos nem fede nem cheira.
Acho que acabo aqui. porque há cabo aqui e não quero ser presa da surpresa do acaso nem do ocaso do caso sério com o qual não brinco... mas é brinco na orelha da minha saga. estou doente do ente que há em mim. Não fica assim... ou fica sim, mas não assim, porque há sim, esperança no ar, apesar de a pesar e sentir que não pesa muito. Seja como for, como flor e digiro espinho; dirijo o que digiro para o esquecimento, mas eis que cimento não há. Perdão, amigo; mas eu dei adeus a Deus... e fiquei cético... sei que não tem antisséptico... nem anti-cético para me ajudar.
... ... ...
#respeiteautorias Isso é lei.
Linda morena.
Não há como vê-la e não desejar, não há como se aproximar e não querer um abraço. Não há como olhar em seus olhos e juntamente contemplar essa boca tão linda, e não querer beijá-la.
Aprendendo a Viver
Num piscar de olhos a vida passa
Tem gente que enxerga, mas não vê
E ainda acha que ela é ingrata
O segredo é aprender a viver
Veja bem, a vida está passando e você aí
Não consegue ver que ela sorri pra ti
Que anda lamentando com vontade de chorar
E vive procurando, mas não sabe encontrar
Amor, paixão e carinho
Agora vou dizer, você precisa me escutar
A solidão que tens vai te ensinar
Sejas feliz sozinho!
Como você se vê?
derrotado no chão ou de pé lutando?
A forma como você se enxerga, ditará como será seu futuro.
Quem sempre quer está certo,
Tampa seus ouvidos com a ignorância
e tudo que vê é seu reflexo
Suas bocas são como correntes, e sua língua formato de gancho.
Quem procura se auto afirma a qualquer custo
Sem percebe, acabam a se mesmo acorrentando
Entre o que você vê, o que você quer ver, o que pensa que vê e o que eu vejo, o que eu quero ver e o que eu acho que ví, há pontos de vistas diferentes.
"Viver alguém, sem nunca mais vê-la.
Querer alguém, sem jamais tê-la.
É ópio, é álcool, é trago, dose, cerveja.
Sou grato ao álcool, por fazer-me esquecê-la.
E quando não, ainda sim o agradeço, por fazer-me escrevê-la.
Cada verso, cada estrofe, cada letra.
Um, dois, três poemas, à de alma rasa, de paixão obsoleta.
Tentar encontrá-la em outros corpos, é loucura, tolice, bobeira.
Mas meu eu, parvo, crê que é 'vendetta'.
Pelo abandono, pelas lágrimas, pela solidão, a sarjeta.
Eu não queria muito, só roguei pelo veu e a grinalda, o buquê voando e o nosso beijo, na da praça, a igreja.
Só queria um beijo molhado, o encontro dos lábios, os corpos suados, e a única veste, nossas alianças, reluzindo sob a chama da lareira.
Amá-la, deixou-me com a alma enferma.
Deus não me ouviu, rogo pela a morte, pois minha vida é vivê-la.
E não creio que seja possível, viver alguém, sem nunca mais vê-la..."
A vida não recompensa intenções — recompensa atitudes. A intenção é interna; o mundo só vê o que você faz. Quem vive de intenção vive de boas desculpas. Quem age constrói.
Terra-Mulher
A Terra sangra em silêncio, como a mulher que cala o grito. Desmatam-lhe os seios verdes, como quem arranca o abrigo.
Árvores irmãs separadas, como filhas em cárcere doméstico. O machado é verbo cruel, que fere sem dialético.
O ar, antes canto de vida, agora é voz maldita, soprando tortura invisível na mente que se agita.
A seca é prisão da essência, privatizam o ser, o sentir. A água, que era ventre livre, já não sabe mais parir.
Ordenham sem consentimento, deixam-na na mão errada. O leite vira lucro sujo, a alma, moeda trocada.
Rios contaminados choram, como corpos invadidos à força. O falo doentio penetra, sem amor, sem remorso, sem corsa.
E a carne — ah, a carne vendida — tem preço, tem código, tem dor. Como o corpo da mulher na vitrine, sem nome, sem alma, sem cor.
Mas há fogo sob a pele da Terra, há raiz que resiste ao corte. Há mulher que se levanta inteira, mesmo depois da morte.
O Criacionismo deve deixar de acusar a Evolução de ser Reducionista e sim vê-la pela ótica do Materialismo Emergentista. Agora a história é outra!
Mesmo com medo, comece.
Com resiliência, continue.
Com persistência, prossiga.
Com atitudes, vença a si mesmo — e o êxito será todo seu.
