Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Te amo tanto
Que chega a doer
Aqui ó...
Uma dor no peito
Quando vejo você
Vindo ao longe...
Tum tum tum
E quando vc chega
E dá aquele sorrisão
Dai eu morro....
Palavras
Quando as palavras morrerem em mim, leias-as nas entrelinhas de cada verbo contido no meu selenciar.
Quando as palavras enterradas forem e a areia sobre elas for jogada, serei pó da estrada que caminhei, mas meu verso gritará, morrem as palavras, mas não morrerei.
Nildinha Freitas
A sorte anda de mãos dadas com o azar. Quando encontram outros que lhes apetecem, se separam e seguem seus caminhos
Registrado
"Quando Me Reconstruí em Mim"
Sim… já me desconstruí diversas vezes em espaços que nunca foram meus. Emocionalmente, me doei onde não cabia; silenciei meus gritos em nome de uma paz que jamais me pertenceu. Apaguei meus traços para me tornar cenário em histórias que não me reconheciam. E, por muito tempo, confundi aceitação com ausência de mim.
Mas foi no silêncio do meu cansaço que reencontrei o sussurro da minha alma. Entendi que não há beleza em caber onde a gente se encolhe. Que há dignidade em partir de onde a alma já não floresce. Foi então que recolhi meus pedaços — os que chorei, os que calei, os que resistiram — e me reconstruí… sem pressa, sem moldes, sem medo.
Hoje sou inteira, mesmo quando trago falhas. Não porque alcancei a perfeição, mas porque acolhi minhas imperfeições como parte do meu caminho. Sou feita de intensidade — e isso não me diminui. Me basta. Não peço permissão para ser quem sou. Tenho orgulho da personalidade que construí, das convicções que me sustentam, da lealdade que ofereço sem reservas.
Aprendi que viver a minha verdade é um ato de amor-próprio. E ser fiel a mim mesma é o maior compromisso que firmo todos os dias. Porque não há mais espaço para ausências dentro de mim. Agora, sou casa — e minha alma mora em paz.
E, se um dia alguém se perder de si, que saiba: é possível voltar. É possível se acolher com ternura, se refazer com amor e florescer com coragem. A reconstrução é um gesto sagrado de quem escolhe, mesmo ferido, não deixar de ser inteiro.
"Quando a Tarde Confessa Silenciosamente"
Há um instante, quando o sol se inclina e os contornos do mundo se acendem em brasa, em que a alma decide falar. Não alto. Mas em sussurros. É nesse tempo suspenso entre a luz e a escuridão que me confesso ao céu — e o céu, generoso, não me interrompe.
Ali, no exato momento em que o dia se despede sem prometer retorno, despeço-me também das culpas que nunca ousei nomear. Revelo as saudades que ainda ardem, os afetos que não soube cultivar, as palavras que morreram na garganta, as esperas que jamais se cumpriram.
Falo baixinho com a luz que se deita. E ela me entende. Há uma linguagem no pôr do sol que só se aprende com o tempo: a linguagem do não dito, do que pulsa nas entrelinhas, do que escorre por dentro, sem ruído. O céu se tinge de confissões veladas — e eu, feito parte dele, também me pinto de verdade.
No crepúsculo, tudo parece mais leve — até mesmo o que mais pesa. É como se o coração encontrasse abrigo na paleta avermelhada do entardecer. Como se o mundo, por um breve segundo, aceitasse a imperfeição como forma de beleza.
E quando o sol, por fim, desaparece, não é o fim — é o início de um entendimento. O escuro não assusta quando o coração foi ouvido. Porque ali, naquela cena de despedida que se repete todos os dias, minha alma reencontra a paz... de simplesmente ser.
Quando começamos com delicadeza nosso dia...
O sol parece sorrir mais sereno,
e a alma se pinta em tom ameno.
O silêncio baila com a leveza,
e o coração não apressa, encontra a firmeza.
Pequenos gestos florescem em cor,
as falas surgem com mais ardor.
A vida se molda em doce canção,
quando há carinho na intenção.
E tudo se converte em poesia no compasso da emoção.
Ele gostava de pastel de queijo, jabuticaba, garapa, de vez em quando um trago de pinga, geralmente com vermute, a famosa rabo de galo.
e quando
aparenta cansaço,
limitação ou desistência,
revigora-se
num relance
avassalador,
de inconsequente
persistência,
O calçamento vibrou
Quando a moçoila pisou,
Relando sua superfície
Exímia cirurgiã,
Fraterna como a artífice
Entalhando um talismã.
