Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
O que passa na sua cabeça quando você olha pra pessoa amada? Bom, é basicamente impossível pensar em algo, pois tudo a sua volta parece estar fora de órbita, pelo menos pra mim. O amor esse sentimento que te vira e revira ao avesso, que faz as horas ao lado da pessoa amada passarem voando, quase que num piscar de olhos... Mas quando eu olho pra ela eu vejo alguém que cada vez que sorri pra mim é como se renovasse as minhas forças, alguém que eu quero dividir a vida, alguém a quem eu quero cuidar e proteger de todas as coisas ruins deste mundo. É algo tão forte, que fica quase impossível mensurar com palavras, gestos ou atitudes mas quanto eu penso em amor só me vem o seu nome...
Você percebe que ama alguém, quando a falta que ela faz na sua vida é maior do que qualquer defeito, você percebe que ama alguém, quando você faz coisas com toda satisfação mesmo que não receba nada em troca ou esteja com preguiça, só pra ter o prazer de agradar, você percebe que ama alguém, porque durante uma briga ou discussão você se controla pra não dizer coisas que a magoe, você percebe que ama alguém, quando você deixa de querer as pessoas a sua volta pra se dedicar somente a uma, você percebe que ama alguém quando você acorda ao lado dela e fica observando, pois pra você ela é a garota mais linda do mundo, você percebe que ama alguém quando faz brincadeiras "bobas" só pra ver ela morrendo de rir, mesmo que você pareça um "bobo", você percebe que ama alguém, quando deixa seu orgulho de lado, você percebe que ama alguém quando sente ciúmes, mesmo que não tenha um motivo aparente. Se alguma dessas coisas citadas acima fez sentido, parabéns, você é um dos poucos que teve a sorte de sentir esse sentimento tão nobre por alguém.
Não procure as pessoas só quando for conveniente pra você, valorize quem está ao seu lado. Que independente do seu humor ou condição financeira está ali com você.
Não exija amor, ame, pois cada um oferece aquilo que tem. Não da pra julgar o outro sem saber a sua historia de vida. E quando você para de olhar só pro seu umbigo, você percebe o quanto as coisas a sua volta são belas.
A humanidade entra em declínio, quando os tolos na presunção de se sentirem inteligentes, iniciam um ativismo contra si e contra todos que não sejam no mínimo milionários. Rafaela Cartaxo
A maior prova de maturidade não é estar certo. É saber ficar calado quando estar certo não muda nada.
Te tive no mais esperançoso abismo das minhas convicções
Mas não pretendo me jogar denovo
Quando cai machuca
E curar não é tão simples
O idealista parte de suas crenças quebradas
Não desiste
Mas não sabe mais se é bom sonhar
Sonhar é pros fracos
Viver é pros fortes
O amor ainda não sabe o que vai ser quando crescer;
-De manhã, canta com os pássaros,
-Fim de tarde pinta as nuvens para o pôr do sol;
-E a noite invade o céu pra dormir com as estrelas.
Você não ora por que quando está orando não sente nada?
Deus não pediu sentir algo ao orar. Ele só pediu para você orar.
Então ore!
"Quando as Folhas Caem"
Adoro como as folhas caem,
quando e onde elas pousam, se lançam
ao impossível e improvável
e apenas caem;
Adoro o balançar delas ao vento
à procura de abrigo,
um colo seguro
que se possa aconchegar.
Adoro a leveza delas
o modo como voam, planam
e apenas caem;
não um cair nervoso
com medo,
mas um cair
de se libertar.
Adoro como as folhas caem,
é parecido como se erguer
e caminhar.
Como aprendem as crianças
longe do seio materno
a viver, correr e a sonhar.
Aprendo com elas,
aqui abstruso e absorto
entre pensamentos
sob um céu de reticências,
aguardando apenas
o momento
quando elas caem.
“A liberdade, quando real, recusa terceirizações: ela exige que sejas autor, réu e julgador do que te tornas.”
IV. Quando o corpo tateia e a alma enxerga
Há momentos em que os olhos nada veem. O mundo parece apagado, a esperança, adormecida, e cada passo se torna um gesto de fé. É nesses instantes que o corpo tateia, mas é a alma quem enxerga. A luz que conhecíamos se apaga, e outra, mais tênue e interior, começa a brilhar no que parecia ruína.
A visão sensível não se faz pela retina, mas pela escuta do ser. Enquanto a claridade nos permite perceber o outro, é na escuridão que finalmente percebemos a nós mesmos. O silêncio se adensa. As certezas escorrem pelas frestas. E tudo aquilo que julgávamos possuir, controle, sentido, direção, revela-se areia entre os dedos.
Mas não é desespero. É transformação. Como o casulo escuro onde a lagarta, sem saber o que virá, dissolve o que era para que algo possa nascer. Como a noite do deserto, onde nenhuma estrela aparece, e ainda assim o viajante segue, guiado por uma memória que não é racional, mas ancestral.
A alma, ao atravessar o escuro, descobre que a luz não é destino, é consequência. Ela não é buscada, mas acesa, no ritmo do amadurecer invisível. E quanto mais o mundo apaga seus refletores, mais a centelha silenciosa ganha força dentro de nós.
V. O que permanece quando a luz se vai
Quando todas as luzes se apagam, o que resta? O vulto das memórias? O eco das escolhas? Ou a presença de algo que nunca dependeu da claridade para existir?
Há um ponto da noite que não é mais medo, é entendimento. Um estado em que a ausência de luz externa deixa de ser falta e passa a ser convite. A visão não se perde, ela se transmuta. Deixa de buscar fora e passa a revelar dentro. E nesse instante, descobrimos que a verdadeira iluminação não vem do que vemos, mas do que suportamos sentir quando nada nos distrai de nós mesmos.
A luz, por mais pura que seja, tem começo e fim. A chama vacila, o sol se põe, o clarão cansa os olhos. Mas a escuridão é contínua. Não como ausência, mas como permanência. Nela, tudo repousa, tudo retorna, tudo aguarda o instante certo para voltar a nascer.
Aprendemos, com o tempo, que não é preciso iluminar tudo. Que nem toda verdade precisa ser dita sob refletores. Que há beleza em sussurros. E que a alma, para crescer, precisa germinar longe da pressa e da exposição.
Assim, quando a última luz se vai, resta o que somos sem aplausos, sem testemunhas, sem nome. E talvez seja aí, justamente aí, que começa a centelha que nos sustenta. Porque no fim, toda luz que importa vem do escuro que tivemos coragem de atravessar.
