Somos aquilo que fazemos quando Ninguem nos Ve
Quando a Cola Se Vai
(Dedico à minha mãe, dona Jucelia Fogaça Garcia/in memorian)
Perder a mãe é viver em pedaços. É como se alguém arrancasse o centro de um quebra-cabeça e deixasse você segurando peças que já não sabem onde se encaixar. A mãe é a cola, o ponto de gravidade que mantinha tudo no lugar, mesmo quando parecia que o mundo estava desabando. Sem ela, sobra um vazio que nenhum remendo consegue preencher.
Ela era a referência. A pessoa que sabia onde estavam os segredos e os atalhos da família. Aquela que juntava as gerações, fazia a ponte entre o passado e o presente, entre a tradição e a novidade. Era a dona das histórias que começavam com “Lembra daquele Natal?” e terminavam com risos que aqueciam qualquer mágoa.
Sem ela, os domingos parecem desajustados. A mesa, mesmo cheia, soa vazia. Não tem mais aquela voz para organizar as discórdias, aquele olhar que dizia: “Vai ficar tudo bem”. Ela era o centro, o encaixe perfeito entre irmãos que agora se olham sem saber direito como continuar.
E a casa dela… Ah, a casa dela. Não era só um lugar, era uma bússola. Um norte que dizia para onde correr quando o mundo lá fora era frio demais. Depois que ela se vai, até os cômodos parecem perdidos. O cheiro dela some, o eco da risada também. Você visita o espaço, mas não encontra o abrigo.
Perder a mãe é aprender a andar sem guia. É viver no improviso, tentando ser forte, mas sempre sentindo a falta daquele abraço que colava tudo de volta no lugar. Aquele amor incondicional, que não pedia nada em troca, só existia para curar, para unir, para amar.
Agora, a cola está dentro de você. É sua vez de tentar juntar os pedaços, mesmo com as mãos trêmulas. Porque, no fundo, ela nunca foi embora completamente. Está em cada história que você lembra, em cada gesto que repete sem perceber, em cada pedaço que tenta, aos poucos, refazer o todo.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Só descobri que era uma águia quando comecei a voar sozinha. Uma águia não voa em bandos, porém alcanca seus objetivos.
Quando nos deparamos com um caminho repleto de pedras, devemos nos inspirar na perseverança do próprio caminho, que continua apesar dos obstáculos, em vez de nos tornarmos como as pedras que bloqueiam o progresso.
A democracia não ocorre por obediência a um sistema político, mas quando o sistema político sujeita-se à vontade da maioria.
Vivi querendo crescer, acreditando que tudo seria melhor quando eu fosse grande, porém hoje vejo que nada do que eu acreditei era real, pelo contrário, eu me pergunto todos os dias se minha vida faz algum sentindo, se existir é necessário, e me pego querendo desesperadamente voltar a ser feliz como uma criança
Quando a alma se quebra o corpo aparenta estar inteiro mas basta um olhar aprofundado para perceber os pedaços pelo caminho !
"Você só descobre a força do seu negócio quando enfrenta sua maior crise."
Trecho do livro Jesus, o gestor
"Começamos a caminhar em santidade quando compreendemos que não precisamos de todas as respostas nesta vida. Basta o amor de Deus, e por meio dele podemos reconstruir em nós os valores e princípios que o pecado nos roubou, devido à nossa ignorância e incredulidade em relação ao poder de transformação da graça divina."
"O amor de Deus começa a transformar o nosso interior quando compreendemos seu poder curador, manifestado em sua imensurável graça. À medida que Ele nos revela seus princípios e valores, percebemos que tudo o que Dele procede é amor, do princípio ao fim. É por isso que não somos destruídos por nossa própria maldade interior."
"Quando compreendemos o verdadeiro significado da resiliência, que flui de um amor obstinado e totalmente comprometido com o desejo de superar a nós mesmos e todas as nossas limitações interiores, vemos que o que verdadeiramente nos limitava era apenas a nossa mentalidade. Pois assim como uma pessoa se vê por dentro, assim ela se torna."
No palco minhas preocupações ficam suspensas, pela falência do controle.
Quando escrevo, já não tenho mais nada fora do ar duro que pega fogo, voo dopado de não ser mais o medo de ser
Quem sou na medida razoável da vaidade.
FILÓSOFO NILO DEYSON MONTEIRO
...quando se estabelece condições de igualdade para coisas desiguais, sempre se está privilegiando o mais forte"
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 173
Nós começamos, na verdade, a morrer quando perdemos aqueles a quem amamos"
A FÚRIA DE CALIBÃ, pág. 193
Onde e quando nos pomos no fim mais último? — morrer é morrer-se num lugar e numa data, um concreto mítico que em nós vamos incorporando. O fecho da narrativa contada, o começo da narrativa eternamente emudecida: a da terra, a do corpo, a do pó.
