Sombras do teu Sorriso
Folhas de outono
Aquela fina e leve seda
Transparecia o teu corpo
Encostava em tua pele
Após uma palestra
A volta pra casa era distante
E o meu corpo pedia,
Somente descanso
Foi quando Num instante
Eu me despejei
Lancei meu corpo
Sobre aquele banco de madeira
Banquinho de praça mesmo
O sol pouco nítido,
embaçado num clima abaixo de zero
Era tudo o que se podia ver
Naquela tardezinha...
Era outono, E haviam galhos
muitos troncos e galhos despidos
Pelo contratempo da estação
Folhas semelhantes á flores
Amarelinhas, que passeavam
Levadas por qualquer vento
Onde uma e outra, caiam sob mim
E uma jaqueta se certificava
de me agasalhar
E me proteger
Daquele espetáculo natural
Ensaiado e encenando
Destaque anual
E uma mutidão de solidão
Passou ali
Foi quando me enchi de coragem
Minhas pernas me deixavam sob os pés
Meus braços se abriam
E eu sentia aquela brisa me balançar
como aquele pneu pendurado numa corda
Esperando qualquer dia
Que uma criança sequer
Perceba o quão bom é
Se balançar no outono
Num finzinho de tarde
No caminho de casa.
Só mais um grito
Ela grita por socorro
Para teu olhar eu corro,
Mas como não tenho,
Aos cortes recorro,
Nessa dor eu morro.
Junto dessa dor,
Sentimento esclarecedor,
Tudo que sente é tristeza
Incerteza.
A morte chegando,
Seu coração não mais palpitando.
Naquela dor, novamente calvagando.
Dores não citadas,
Poesias não pautadas,
Guardo essa dor que a mim foi dada.
Só mais um grito por socorro
Como eu disse, aos cortes recorro,
Nos braços da vida eu escorro.
Vazio da alma
"Teu silêncio
contradiz,
a imensidão
do teu olhar."
Ouço gritos
A boca mente
Quando diz que
Nada sente
Me deixa te abraçar
Se não com palavras
Deite em meu colo
Talvez meu abraço
Pode dizer muito mais
Tem vazio
Que se preenche
Quando alguém
Nos compreende
E eu estou aqui
Para o que
Você precisar
Porque o pior da vida
É não ter afetos
Para nos afetar
Tudo o que importa
É o acolhimento um ao outro
Pois quando olhamos para trás
Lá se foi uma vida inteira.
Autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 20/10/2019 às 13:00 horas
Manter créditos para autora original #Andrea_Domingues
Teu silêncio
Me cala
Escondo em mim
Desejos
Arrepios
Sempre a mesma história
Música repetida
Página marcada.
20/10/2019
SE PENSAS
Se pensas em ter,
um coração só teu, alguém
que não consiga te tirar do
pensamento, que viva os dias
e as noites em função tua,
alguém que ao acordar tem
em ti, a oração diária.
Enfim, o amor infinito que
procuras, com um querer sem
fim e sem medida.
Eu em tudo, penso ser o amor
ideal.
Quero pensar, que pensas como
eu penso.
Assim pensando , o coração
guarda esse amor, que é tanto.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Mantenha seus ouvidos abertos
Samuel respondeu: "Fala, porque o teu servo ouve." - 1 Samuel 3:10
Escritura de hoje : 1 Samuel 3: 1-10
Quando nossa família morava na Flórida, eu costumava acordar de manhã com os sons alegres de um pássaro zombando do lado de fora da minha janela. A primeira vez que o ouvi, fiquei emocionada com a beleza de sua melodia. Mas logo meus ouvidos se acostumaram com suas músicas e eu comecei a tomar seus concertos do amanhecer como garantidos. Com o tempo, eu não estava mais "ouvindo" ele. Isso foi culpa minha. O Sr. Mockingbird ainda estava lá cantando todas as manhãs, mas eu não estava mais ouvindo.
Uma coisa semelhante acontece se pararmos de "ouvir" Deus falar conosco através das Escrituras. Quando nos tornamos cristãos, é uma alegria ler e estudar a Bíblia. Suas palavras falam ao nosso coração. Eles são como música para os nossos ouvidos. Nos emocionamos ao ver o plano de Deus se desenrolar ao longo de suas páginas. Mas com o tempo, ler a Bíblia pode se tornar rotina, e em pouco tempo podemos negligenciá-la completamente. Como resultado, não ouvimos mais Deus falar conosco. Os efeitos negativos desse padrão passam despercebidos, até que um dia acordamos e percebemos o que estamos perdendo.
Quão melhor é ter a atitude de Samuel, que disse: “Fala, porque o teu servo ouve” (1 Samuel 3:10).
Deus fala conosco através da Sua Palavra. A questão é: estamos mantendo nossos ouvidos abertos? - Richard De Haan
Refletir e orar
Fala, Senhor, na quietude,
Enquanto espero em Ti;
Silenciou meu coração para ouvir
Em expectativa. —Grimes
Quanto mais lemos as páginas sagradas, melhor conhecemos a Rocha das Eras. Richard DeHaan
Então vem, sem demora, vem
Com Teu poder, entre dentro de mim
Como fogo em meus ossos, vento em meu peito
Entre dentro de mim
De dentro pra fora, de dentro pra fora
Transforme o meu ser
Você sabe, eu viveria uma vida inteira sentindo o cheiro do teu pescoço, e dançaríamos no mesmo compasso como se o mundo todo fosse nossa própria melodia. Te abraçaria como se você fosse a única salvação para todo o pecado que eu sou. Você sabe, por você eu iria, por você eu voltaria. por você eu aguentaria todo o universo desabando o seu peso em meus ombros. Por você eu seria Dante e atravessaria o Inferno e o Purgatório só para te fazer meu Paraíso. Você é minha definição de céu particular.
Tragando teu hálito
Aspirando seu cangote
Me embriagando de você
Assim vou por aí
Viciando nesta coisa
Chamada Viver
Há quem diga que está só,mas apenas divaga teu ser a procura de alguém que seja você !!!
Amor que se fez, amor que se faz, ama mais, e mais pois o teu espelho mostra o teu rosto que te apraz!!!
Tu que cá tens muitos bens;
Cuida bem, desse teu ter;
Mas lembra, que o que em ti tens;
É que tem o teu valer!
Este pode ser teu último ano de vida, teu último mês de vida, tua última semana de vida, teu último dia de vida, tua última hora de vida, tua última refeição da vida, teu último suspiro de vida. Então, está pronto para partir em paz?
A flor de setembro
Confundi o teu rosto
às belas flores de agosto
De setembro, outubro e novembro
Mas seu rosto era a flor de setembro
Flor que murchou sem piedade
Faltando-nos a clorofila nas folhas
E choramos... e nosso choro
Transformou nossos olhos em
Bolhas a bailar pelo ar.
Mas a vida não nos confundiu...
Não eram as bolhas de sabão da nossa infância
Passou-se contigo os risos de criança
E afogamos nas lágrimas sombrias
De nossos dias que se acabam
Feito as bolhas de sabão que se vão
E se desfazem no ar e são elas quase iguais
Às flores de setembro!
