Sombras
O rei galopa
Desvencilhando-se das sombras, tangendo a armadura,
Emergindo dentre os ossos, sorvendo carne e sangue,
O ranger se eleva. Estraçalha o coração.
Sozinho, ele avança
Indo em direção ao desconhecido.
E o ultimo brilho se apagou, tudo que havia de bom se foi, coberto de sombras, esse caminho não tem mais volta. sofrendo... não sei de onde vem a dor, caído no abismo em que a vida me colocou não tenho mais forças para continuar.
vestido com a minha verdade assustarei, mas só assim poderei respirar, mesmo amargando a solidão.
Imploro apenas para que essa desilusão se perca nas sombras da noite e não subsista ao nascer do sol...
Na cidade grande
Completo a legião anônima
Dos renascidos para o cotidiano,
Caminho sob sombras de arranha-céus,
E apoiada nos pilares da tarde
Sinto a metrópole despertando
Para as loucuras noturnas.
Á lua espia a cidade
E sob nuvem negra desaparece.
Meu coração é um vulcão de revolta
No burburinho infernal.
Em vão eu clamo a paz noturna
O silêncio das coisas adormecidas.
Em vão eu sonho rosas
Acontecendo nas praças
Da cidade desumana e desvairada.
Na noite em luz
Dentro da paisagem de concreto
Sou apenas uma solitária.
Balas-delícia
A tarde era contente.
Árvores projetavam sombras.
O sol não alcançava a gente,
que andava distraída entre as cores.
As diversas flores encantavam os olhos,
seduziam com seu aroma e despertavam o paladar,
que só era saciado pelas balas de uma firme senhora
também agraciada pela tarde de delícias.
“Seu sono,por vezes conturbado,
esconde sombras de um passado que atormentam o teu ser.
Que num amanhecer,de qualquer estação,você desperte disposta
a aceitar as armadilhas do coração.
Descobrirás então, tarde demais,que o tempo não espera e que
o sentimento maior ,quando verdadeiro,tudo supera” (Dato)
Quando as lágrimas regam as sombras da luz causada por minhas letras, percebo que diante de meus olhos jamais serei melhor do que o ser insignificante que sempre fui!
Tenho saudades das nossas sombras entrelaçadas, e das sobras de nossas infinitas risadas... Tenho saudades até de tudo.
O vento sopra a face com sensaçao de liberdade
Chegam as sombras roubando o doce azul
...deixando as cinzas
O medo tras a dor e a dor tras o medo
Dependentes um do outro
Inseparaveis ate o fim
O casal de lagrimas
Donos das feridas sangrentas
Sedentas de esperança
...luz do espirito
Refugio da alma
Guia da memoria
Descanso chamado morte?
Ou será que pode-se viver na morte,
sendo algo que permanesce vivo?!
AMOR ÀS SOMBRAS (By Jeff Cruz)
Lê o recado estampado onde diz
“Não ultrapasse”, por sinceridade
A mentira não me defende
Por isso desmonte o cenário que me deu
Desfaz o nó que começou a atar
Minha pele é do impulsivo
E meu coração é quase do impossível
Esquece vela, pé de coelho, e incenso
Esquece prece, nem se apresse, não vou me apaixonar
Nem me põe óculos de grau, nem lupas…
Não enxergo em ninguém o pedaço de mim
Recuso estas lampadas no meu caminho
Se for para guiar-me ao teu encontro
Prefiro o caminho perdido, embaçado…
Prefiro tatear pelas paredes, errar as estradas
Parar o transito, deixar pegadas na areia…
Nenhum suspiro me surpreende
Nenhuma gloria me deslumbra
Somente mesmo a minha sombra.
As veredas da vida são como as sombras da noite.
Algumas vezes não vemos os buracos dos caminhos percorridos.
Estou atravessando o vale das sombras para poder saber o que há do outro lado de mim. by/erotildes vittoria
Sombras, sobras
omoplata...numa cova rasa
espíritos cantam...
mais uma novela...
nas esquinas tantos intervalos...
luzes artificiais...
quem pode ser,
fantasmas de um passado
que te amou...
mais uma dose um trago de cigarro,
uma noite barata,
mais uma crise de existência,
a lua parece cheia,
o frio padece de criticas,
entre bandeiras frustrações,
contradições e separações,
vulgo da sombria solidão...
