Som
Satriani
Quando o som da guitarra range
Os sentidos respondem a uma intensidade
Incontrolável e incontestável
Acordando as almas pacificadas...
O toque dos seus dedos nas cordas
Faz seu gemido alcançar a doçura e o encanto...
Os anjos celestiais celebram os sons soprados.
Suas mãos deslizam num vai e vem
Vibrando os tímpanos emocionados
Seu corpo acolhe o instrumento
Agora tornando um só.
Vivemos num mesmo espaço e não temos a mesma distinção, as mesmas afinidades e os mesmos ideais. Somos diferentes em vários aspectos. Somos a sombra do oposto e definimos nosso habitat.
O amor autêntico não busca perfeição, mas sim celebra a beleza da imperfeição, reconhecendo que somos obras em constante aprimoramento.
(ver Salmos 139:14, Isaías 43:1, Efésios 2:10 e Tiago 1:17)
Trecho da Música Som do Trabalhador.
Autoria: Dênisson Hélder Dinéh.
O Swing da vida, som do amor. Batida do povo trabalhador, expressa alegria e a correria rotina vivida pela maioria.
Você ouve o som do silêncio
E de repente você pensa
Em qual será a distância
Que te separa
do som mais próximo
Aquele
Que teus ouvidos não ouvem
Onde será que ele morre?
Você olha a escuridão da noite
E tenta imaginar
A tênue linha que separa
O tempo que se move
do tempo que pára
Nessa rara hora
Você finalmente percebe
O quanto tudo sempre foi um pouco mais
Que as simples percepções
Que a gente recebe e manda embora
E sente no coração
Uma certa decepção
Consigo mesmo
Mesmo assim
Você, de certa forma, ainda sabe
Que ao longo dessa Estrada
A imensa maioria
Viveu...morreu
e não atentou pra nada
Edson Ricardo Paiva
No som do silêncio
Eu ouço o ruído
das coisas que penso
Muita coisa faz sentido
Outras apenas se sente
E tanto se sente
Que o corpo fica dormente
O som do silêncio
Se torna um zunido
Uma coisa constante
Como as coisas que penso
E se penso tanto agora
Talvez seja porque não pensei
Quando era hora
A hora voa
Flutua no som do silêncio
Talvez a vida não seja boa
O mente atordoa e se esquece
Talvez de cansaço
Talvez seja entrega
Tarde demais pra pensar na vida
Ouvindo cada vez mais longe
O ruído das coisas distantes
Que mereciam ter sido esquecidas
Adormeço ao som do silêncio.
Edson Ricardo Paiva.
Navegante solitário
escuridão da madrugada
ao meu redor, somente o som do Mar
distante, eu posso ver a luz das tochas
Que se movimentam
Como se empunhadas por formigas
Cessaram-se todas as brigas
Já transpus também
todas as rochas
Apesar dessa aparente e transitória
ausência de luz
Eu sei onde estou
E sei também onde é que estão
As coisas que eu faço questão
de ter por perto
Elas estão exatamente
onde eu as pus
Agora é somente
Aguardar um pouco mais de tempo
e o dia amanhece
desaparecem todas as brumas
e as vistas novamente
Se acostumam
Àquela branca e viva luz
Apesar de parecer
Não estou e jamais estive
à deriva
Eu conheço muito bem as armadilhas
e as esquivas
Estou a caminho
de colher as flores
e as frutas que plantei
Nesta vida eu me fiz rei
Em meu próprio ninho
Superei todas as dores que encontrei
Fiz o melhor que pude
em tudo que fiz
Portanto eu sei
Que falta muito pouco
Pra eu poder descansar
e me sentir feliz
Azar de quem não quis
Atravessar o Mar comigo.
Sob a cor da longa escuridão
ao som que emana do vento
e que hoje é somente uma brisa
no calor desta noite indecisa
ao lado a tristeza e a solidão
ou insõnia ou sono sem sonhos
Sonhos; histórias sem fim
no momento, só eu penso em mim
nesta noite, que nada eterniza
em que ouvir-me
ninguém mais precisa.
De vez em quando eu escuto
O som dos silêncios falando entre si
Talvez, se fosse assim
Desde o começo
Hoje, não seria esse o preço
Se a gente soubesse viver
Sorriria o sorriso que nos cabe
Hoje eu ouvi do silêncio
Que nem sorrir a gente sabe.
Edson Ricardo Paiva.
De vez em quando
Eu ouço o som de uma voz
Que, amiúde, diz algo de bom
Quis Deus, que essa voz
Em algum momento
Não viesse de um passarinho
Do vento, da prece
Nem de um ninho qualquer
Que vazio estivesse
Uma prece fria, uma ladainha
Qualquer resposta imaginada
Palavras que
de minhas, não tinham nada
Estas
Pra meu bem, vem de mim
Pois
Quando aquele que fala
É o coração da gente
Você pode até pensar em fugir
Mas nunca as esquece
Assim, eu posso me sentir perdido
E sem medo
Hoje eu sei que há lugares ruins
Com vasos de flores na janela
E brisa de ar de alecrim
Onde cada sorriso
Tem um prazo de validade
E o endereço de destino
Passa longe da rua que eu moro
O segredo, pra ficar distante
É que a gente pensa em nem pensar
Na tristeza que basta lembrar
Pra não querer
Descobrir em qual lugar se esconde
A boa porção
da semente que não germinou
Qual se fosse a luz da Lua
Refletida, mas no fundo da lagoa
Existe um tempo de espera
Um bilhete de viagem
Estar no mundo e na vida
Numa breve estadia
Mas que não mera passagem
E parado, ali na plataforma
A maneira de enxergar a vida
Se desmonta e se reforma
Assim se renova
Uma espécie de medo
Se apossa da alma
Bem de leve
Perceber, que apesar de tudo
Sequer por um segundo
Ninguém nunca está sozinho
E nem perdido
Acontece com qualquer criança
Em algum lugar escuro
Da floresta encantada da vida
Brincar de esconder de si mesmo
Pra poder se buscar
É preciso um olhar mais profundo
Que só tem
Aqueles corações
Que são bem simples
Despidos
De tanta oração complicada
Bonita e bem elaborada,
Da ilusão fingida e triste
Que a maldade deste mundo ensina
E que no fim ... não leva a nada.
Edson Ricardo Paiva.
"Penso que quem não conhece
Pode ser que pense que era e compre
Pois o som não se propaga no silêncio, o rompe."
Edson Ricardo Paiva.
(Sob o silêncio da lua)
Às vezes no silêncio da noite, quando toca Cetano Veloso, e eu estou acordada apenas ouvindo o som da minha respiração, logo penso, e não deixo de existir...
- Essa musica é um "marco" para o famoso: Amor que fora perdido. Me sinto em luto por uma pessoa com vida. - E eu fico imaginando nós dois...
"Ah se meu sonho invadisse o seu".
Acho que finalmente você me esqueceu! Não ouço o som da sua saudade, mais consigo ouvir daqui o som do seu pensamento, então... Não, não nos esquecemos.
Conto os alicerces da caminhada de olhos vendados para não perder o gosto de ser teleguiado pelo som da sua paixão.
