Som
Diremos um dia
em alto bom som
as palavras que gritam de nossos olhos?
O amor, a dor não confessados,
calados, calejados
não mais no coração suportados.
Palavras acumuladas,
sufocadas
serão ao menos sussurradas?
Basta uma noite de luar
ao som de viola goiana,
uma troca bonita de olhares,
Galinhada com pequi e gabiroba,
a tão desejada prosa
com a sua mão sobre a minha,
a paz dengosa que a gente precisa,
o silêncio que tem a ver com
o melhor do amor e a nossa poesia.
O som da sanfoninha
os corações embalando,
A cortesia amorosa faz
parte da nossa magia,
A Buchada que fiz
com carinho vai te
colocar com o coração
sorrindo o dia todinho.
A mulher de branco dança
ao som da tempestade,
Todos ouvem o som
da cidade submersa,
O amor guarda igual
mistério e se consagra
no seu rito poético.
O som deste poema é auto
de confissão de uma paixão,
A viola é a haste de letras
tão irisadas quanto doídas,
A vida poderia ter nos unido
de tanto que nos amávamos,
Os versos que saem em todos
os tons e o peito que alto
Se declara culpado por não
ter os desafios por ti enfrentado.
Bailarina da minha dor,
Poetisa sem rima,
Concubina da Literatura,
Declaro ao Universo:
- Eu te pertenço, ainda sou tua!
Profetiza de um amor,
Fiel sem pastor,
Colombina sem Pierrô,
Declaro ao Inferno:
- Eu vencerei a pena com louvor!...
O tom que grita este poema e auto
de confissão deste coração,
É viola que cairá nas mãos
do violeiro amado,
O exílio que te forçaram
nunca fará de ti um amor
Esquecido e deste peito apagado.
"Amo o som da chuva e do inverno, o barulho do vento e o azul do céu. Encontro paz no som do mar, na natureza e nas trilhas. A música e a dança me movem, assim como filmes tristes e romances. Nem sempre é fácil amar a vida, mas luto diariamente para encontrar o meu bem-estar."
Quando calei a voz do mundo, ouvi o som do vácuo — e nele, descobri que a criação é filha do silêncio que pensa.
Basta ter duas cervejas na mesa, uma bisteca bem assada e uma caixinha de som para que muitos brasileiros sejam fisgados pela boca. Isso é o que acontece com um povo acostumado a festas.
É som de preto
de favelado
mas quando toca
ninguém fica parado.
Berros da Liberdade
Ah se a multidão da terra pudesse ouvir ou tentasse escutar o som da reflexão.
e revelasse o filme do pensamento, paciente dos problemas das pessoas que vivem na aflição.
Ah se eu pudesse fazer o video tape das belas histórias, que a gente vive nos sonhos bons.
Ah se o perfume da comunicação, exalasse sempre as mensagens concretas e otimistas e envolvesse a harmonia das cores como o som infinito das galáxias.
Seria bom se a gente usasse mais o nosso tempo na construção da sabedoria e pintasse os painéis da ignorância com tinta branca da aprendizagem, e com o fogo da verdade, queimasse o lixo da inveja, da calúnia, da traição, da indecência desonesta, que habitam na elite da hipocrisia das pessoas que se vestem com a inocência de cordeiro e se perfumem com o hálito fúnebre da maldade.
Porém é preciso cultivar, o jardim da esperança determinada e regar todos os dias as flores do afeto, do perdão, do amor, da humildade, semeando o bem, e deixar crescer com abundância os espinhos sérios que protejam as raríssimas rosas da honestidade.
e florescer de novo a fé, no seio da sociedade, todos querem subir bem alto, por exemplo: no azul do céu!
No pico do mundo e cantar com a força da emoção sentindo o eco das montanhas nos Berros da Liberdade!
