Som
Tinido dos talheres nos pratos
É o som do trânsito na avenida de baixo, com o som de algum carro bipando após ter suas portas travadas no condomínio ao lado, um murmúrio distante que sai das janelas dos vizinhos do andar de cima, misturado com alguns picos de gargalhadas e o tinido dos talheres nos pratos. É o som exasperante de alguma makita ao fundo neste mundo.
É o som da vida acontecendo de todos os seus cantos, eventualmente tornando abafado, quase que inaudível, pela memória do som da sua tão afável voz no último áudio que escutei.
Saudade do nosso silêncio
enquanto existe o som
do nosso corpo,
somando um ao outro,
criando caminhos
para se explorarem.
SOM DE CHUVA.
Você vai para a cama e ouve o som da chuva no telhado, conhece aquele som que acalma o coração acelerado, que faz as batidas ficarem no ritmo perfeito. Somando-se ao som das folhas balançando ao vento, você adormecerá lentamente enquanto ouve uma verdadeira sinfonia da natureza onde até os pássaros sabem as notas de cor.
Faz-nos sonhar acordados, faz-nos ter quem quisermos ao nosso lado, porque a imaginação não tem limites.
Eu amo meus pensamentos, mesmo não sabendo expressar meus sentimentos, eles são incríveis, me fazem pensar no amor, seja amor materno, ágape ou amor fraterno. Constantemente releio palavras filosóficas em minha memória... " O amor é um sentimento de seres imperfeitos, pois a função do amor é levar os seres humanos à perfeição. Porque o amor demonstra sua grande força em tornar um tolo seguro e um homem seguro em um tolo."
Palavras Verdadeiras, já vi uma pessoa cega por natureza ver o amor perfeitamente, e já vi pessoas que vêem, mas são cegas por dentro, e o que me impressionou, o que mais me fascina, é que tudo acontece em segundos.
Sócrates está certo quando falou sobre o amor, e também quando diz, que o tempo é relativo.
T.Lauren
Hoje a chuva veio me visitar e lembrar. Eu ouço seu som agradável, é uma linda canção. Mas, é uma chuva de outono, que é um pranto transitório, mas que me emociona intensamente. Esta chuva me trás a lembrança de um triste abril.
Que o som da minha voz ecoe o mais distante possível,
e chegue até você numa mensagem de Amor e Paz.
No ventre do Nada, um eco sussurra,
um som sem origem, que o vácuo murmura.
É cifra que dança na sombra da luz,
onde o Verbo não fala, apenas seduz.
Quem forja os limites do que não tem fim?
Quem planta a centelha no pó do jardim?
Ali onde a forma se curva e se esconde,
jaz o Mistério que tudo responde.
Se a chama é oculta no seio do gelo,
qual é o segredo que anima o anelo?
E se o espelho do céu é o chão que se quebra,
quem lê as palavras que o tempo celebra?
A teia do real, tecido sem cor,
é feita de névoa, silêncio e ardor.
Nela os números cantam, os ângulos oram,
as letras se curvam, as formas devoram.
No olho do ciclo que nunca termina,
há um ponto imóvel que tudo domina.
Mas quem o percebe? Quem nele repousa?
O sábio sem rosto ou a estrela que pousa?
Sete são os portais e doze os sopros,
mas qual é o nome que habita os próprios?
Se a rosa gira e jamais se fecha,
qual mão invisível a forma e a deixa?
Há ouro no vento e sal nas estrelas,
há mapas gravados na pele das velas.
E quem decifrá-los, será como um rio:
fluido, sem margem, sem tempo, sem fio.
O que tudo contém
mas nada é, quando o tudo convém?
Sussurre o enigma ao silêncio que paira,
e a Chave surgirá onde o eco não falha.
No princípio, o som não era som.
Era uma intenção tímida,
um arrepio do nada
suspeitando que poderia ser algo.
Então veio o ritmo —
não por desejo de música,
mas por saudade de ordem.
O caos teve inveja da simetria.
E dançou.
Deus ainda não era Deus.
Era apenas um ponto de interrogação
com vertigem de consciência.
Questionou-se. E isso foi luz.
Foi quando o tempo,
esse estagiário do eterno,
decidiu andar.
Um passo por dúvida,
dois por desejo,
e tropeçou — na matéria.
A primeira pedra?
Era um pensamento que esqueceu de ser leve.
A primeira árvore?
Uma ideia enraizada por engano.
O primeiro corpo?
Um gesto que ficou preso num espelho.
A carne não veio com manual,
mas veio com sono.
E o sono inventou o sonho,
só pra que o impossível tivesse um lugar onde ensaiar.
A mente surgiu tarde,
mas fez questão de parecer a autora.
Ela colecionou razões,
explicou a morte antes de entender a manhã,
escreveu manuais para sentimentos
que só se abriam com lágrimas.
Enquanto isso, o coração,
esse motor sem engrenagens,
continuava batendo como se soubesse de algo
que ninguém mais lembrava.
Veio o amor —
não por nobreza,
mas por falha no código da solidão.
Uma rachadura bem-vinda.
A gente se olhou,
e isso nos doeu.
Por isso continuamos.
Vieram as cidades.
Empilhamos medos e chamamos de prédios.
Cercamos a dúvida com concreto
e demos ao absurdo o nome de “rotina”.
Mas dentro, bem dentro,
sempre havia um pássaro —
não uma alma,
mas um instinto de verticalidade.
Você já sentiu isso?
A sensação de que esqueceram de te explicar o essencial,
mas mesmo assim você continua,
como quem sabe de um segredo
sem saber qual é?
Então, veio a poesia.
Não a que rima.
Mas a que lembra.
Veio para dizer que o invisível é real,
mas tímido.
Que o silêncio é uma linguagem antiga,
e que toda saudade é, na verdade, memória de algo
que ainda não aconteceu.
E é por isso que escrevo:
porque talvez alguém — você —
esteja à beira de se lembrar.
…o que chamamos de “eu”
é só uma assinatura mal lida,
rabiscada por um autor que escreve com luz
mas esqueceu as vogais.
Toda identidade, no fundo, é empréstimo.
Uma roupa vestida pela consciência
só pra ela poder brincar de “gente”.
Mas e se o nome que repetes todos os dias
não for teu verdadeiro nome,
mas o eco do chamado que ainda não respondeste?
E se teu rosto for apenas uma metáfora
que teus ancestrais esculpiram com medo de se perder?
E se você for mais próximo da dúvida do que da certeza?
Os deuses…
ah, esses velhos astros aposentados
que agora moram em memes e marketing —
eles não morreram.
Eles viraram neurotransmissores.
Marte é um pico de cortisol.
Afrodite, uma oxitocina bem colocada.
Hermes, um pensamento acelerado demais para dormir.
E você os invoca sem altar, sem saber.
Cada impulso teu
é um mito em versão beta.
Já percebeu?
O inconsciente é só o backstage onde o Real tira os sapatos.
Ali, o medo faz cafuné na tua coragem
e o amor veste a roupa da raiva só pra testar tua escuta.
E o tempo?
Ah, o tempo nunca andou pra frente.
Ele é circular,
como uma desculpa elegante que o universo encontrou
pra você rever suas lições com disfarces novos.
Por isso os encontros se repetem.
Por isso você sonha com coisas que não viveu.
Por isso certos olhares te dizem “voltei”
quando tudo ao redor insiste em “prazer, quem é você?”
Há uma memória antes da memória.
E é ela que este poeta tenta tocar.
O som das árvores na floresta ecoa,
A paisagem dos luares cobrindo a lagoa,
Cena sem magia para olhos distraídos,
Pela tecnologia, contaminados e feridos,
Marte.
trouxe consigo uma arte
de marte para a vida, uma
imagem sem contraste e
som, mimetismo noturno
com algumas luzes em
seu coturno, uma bagagem
cheia de espinhos azuis
e um coração partido em
pedaços.
Em um canto da prateleira
estava aquela foto cinza
com uma dedicatória sem
letras e datas, sua memoria
fez a dedicatória a aquele
momento que se foi, nome
e trajetória unidos em uma
unica estrofe, historia para
toda uma vida, descrita e
reescrita dia apos dia na
confusão do meu coração.
Rascunho de um dia ensolarado
a felicidade
está na simplicidade
e bem representada
pela sombra
de uma arvore.
"Voar com leveza ao som dos bandolins"
Voar… não com asas, mas com a alma acesa,
no instante suspenso em que tudo silencia,
e só resta o som — sutil — da natureza
tocando os bandolins da melancolia.
É nesse fio invisível entre o tempo e o vento
que o espírito se desfaz de seus espinhos
e se veste de luz, de música e sentimento,
como se a vida coubesse em poucos dedinhos.
Oh, bandolim que chora, tão pequeno e tão imenso!
Em ti há mares, luas, lembranças e alvoradas.
Cada nota tua é um verso que eu lanço, intenso,
ao céu que me abriga em suas madrugadas.
Voar com leveza... é despir-se do mundo,
desatar os nós das dores que se calam,
é entregar-se ao som, profundo e fecundo,
que os bandolins, com ternura, embalam.
E, nesse voo que não conhece altura,
onde o corpo não pesa e a alma é verbo,
descubro que a música é forma de ternura
e que amar... é tocar o invisível, sem reserva.
Ah, se todos soubessem do milagre escondido
no instante em que a nota vibra no vazio,
veriam que o som é um gesto adormecido,
e o voo… é um poema escrito no brilho.
Brilho do céu, brilho da terra, brilho da eternidade,
um chamado mudo que só o sensível entende.
Voar com leveza é tocar a imensidade
sem jamais perder a alma que se estende.
E quando finda o som, quando se cala o mundo,
ainda ecoa, dentro, o que jamais se explica:
a certeza de que o voo mais profundo
é aquele que nasce da nota mais lírica.
Na noite o seu pesadelo te encontrou,
E ao som do desespero despertou,
A lança num golpe certeiro flagelou,
Mas a força interior te sustentou.
Soava suave o som que me salva,
Soou e salvou e que soe e me salve.
Soava Suave o Prazer Implacável !
A vida é cheia de opostos, e são nesses opostos que tudo se encaixa. O silêncio dá valor ao som, a pausa valoriza o movimento, a luz se destaca na sombra. Nada existe sozinho, e é nesse equilíbrio que encontramos sentido.
Se eu não estivesse aqui
As árvores continuariam a bailar
Sob o som e os encantos dos vendavais
Sob as janelas e os coloridos vitrais
O pássaro voaria, de qualquer modo
Ignorando que eu nunca existi
As flores desafiariam a terra dura
E nasceriam mesmo assim.
Sou a contradição aos pedaços
Sou o som da mudez no espaço
Sou a pedra no meio do caminho
Sou a bebida do meu desalinho.
Roço a língua pelo ar para capturar o gosto do som que adentra meus ouvidos. Sei que é um perigo misturar os sentidos, mas sempre arrisco um pouco mais. Vale a pena e a tentativa. Sou atravessada por histórias que nunca ouvi e, apesar da contra-intuição, são meus poros e não meus olhos quem mais absorvem o que vejo. Sou feita de remendos alheios e nem conheço os nomes das personagens principais, porque, se existe algo do qual não posso me gabar, é da minha memória. Até tento, mas já descobri que tentar não é suficiente. Sou apanhada por refratários retoques das lembranças que permeiam meu cérebro. Cérebro não me parece uma palavra poética, todavia sempre me questiono se o que escrevo pode mesmo ser chamado de poesia. Não basta rima e nem sempre ela é imprescindível. Conheço gente que faz da vida uma poesia e poesia que se presta a ser gente. Fico fascinada com estas outras dimensões de nós. Somos, ao mesmo tempo, tão bonitos e tão feios, tão belos e tão asquerosos. Sinto tudo isso no paladar. De vez em quando, é mel; de vez em outra, é fel; às vezes, é sangue atravessando a garganta, cortante, dilacerando todos os sonhos, ceifando pupilas brilhantes, escorrendo mares por outras faces. Não sei, mas algo que começou com tantos sentidos, agora parece não fazer sentido algum. Eu sinto e explico, mas temo que ninguém me entenda, a não ser quem também seja assombrado por estes pensamentos à noite, um pouco antes de dormir. Sempre, sempre, sempre…
As cores da liberdade sempre tem tons de azul! Tem a brisa do mar. Som das ondas e das gaivotas. Para muitos é tempo de férias.
Pessoas alegres falando e outras rindo num primeiro Domingo do mês natalino.
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