Som
O som que me torna criança!
Chuva...
Terra molhada, barulho no telhado, cama quentinha, abraço demorado!
Tudo me faz relembrar a casa da vovó
Cheiro de bolo, de café quentinho e a voz dela chamando por mim
Eu correndo pela casa com sorriso exagerado de simplicidade...
Que saudade!
Da inocência, do sorriso verdadeiro, da alegria desmedida
Saudades de momentos que não voltam mais!
Foram anos inesquecíveis...
De dias maravilhosos
De horas únicas
De segundos deliciosos
De minutos adoráveis!
Hoje eu aqui com 27 anos, quando vejo, ouço e sinto a água cair do céu, fecho os olhos e mato todas às saudades, revivendo toda aquela felicidade que tive no interior na casa da vovó
Aqueles sim, foram olhares, sorrisos, abraços, e carinhos verdadeiros
O olhar que me cuidava
O sorriso que me alegrava
O abraço que me protegia
O carinho que tudo me dizia...
Aquela mão de pele branca com unhas rosadas de temperatura adorável
Que acalentava o meu rosto quando o meu sorriso respondia o dela.
Vovó... Te agradeço todos os meus dias de chuva
Pois hoje a cada gota sentida e ouvida volto a ser aquela criança que sempre foi muito bem assistida.
Posso levantar ao som do mar
Ouvir o calor das chamas
Tocar o orvalho nas rosas amargas
Sentir o frescor das ondas quebrando
Ver a empolgação dos pássaros
O que posso querer?
Do outro lado do rio
Crianças brincam com a inocência singular
Os momentos são únicos
Devem ser vividos
Sem serem despercebidos
O que devo fazer?
As lágrimas correm
Sem que eu saiba se são de alegria
Ou se ocorrem por saudosismo
Tempos bons ficam
Os ruins servem para ensinar
O que posso fazer?
O tempo corrói tudo
Destrói o que o homem ergue
Acaba com o que o criador originou
Implanta rugas em faces vigorosas
Mas os sentimentos permanecem
O que quero fazer?
Quis desvendar todos os mistérios
Aprendia a cada olhar
Cada gesto era muito pra mim
Alguma coisa a gente tem que amar...
Mas o quê? Eu não sei mais.
Eu não sei, tenho tanto medo. Estou esperando, cansei de escrever… Vou deitar. Ouço o som do amor se aproximando cada vez mais. É um som leve, leve. Quase como um suspiro. E está muito perto. Mais perto. Tão perto que ninguém vai me ouvir se eu gritar.
Escutando meu som aqui
Sem nenhum receio
Tentando, sei lá
Ser maneiro.
Deixar pra lá
Essa insanidade em que vivemos,
Uma sociedade correndo em desespero.
Quando se vive um momento ao som de uma música, esse momento se eterniza pra sempre na memória...by.fmayoral
A sua voz era como um som estridente querendo me salvar. Com um barulho quase ensurdecedor ela queria salvar-me não do mundo enem das decepções, mas de minhas escolhas. Pois por meio delas decidi me afastar. Não atentei, pois estava sempre ocupado ou tinha outras prioridades, que so agora vejo, que não eram tão prioritárias ou urgentes assim.cansada de gritar por mim a voz se calou. E eu estou aqui até não sei quando. Sinto falta daquele berro melodioso gritando pelo meu nome e agora entendo; que não eram criticas que me fazia, era uma simples forma de dizer: eu acredito em você! Não quero que você se perca por tão pouco. A voz era uma motivação e só que não entendi. Olhei tanto pra mim que esqueci de olhar tudo de bom que tinha ao meu lado.
Um dia vi o portador da voz abraçar uma outra pessoa senti um vazio sem par.
Numa ocasião a voz me perguntou: por que você odeia esta pessoa que nunca te fez mal? Respondi não a odeio e sim a mim mesmo, por deixar que ela usufrua de um bem querer que era meu, e que por pura vaidade desprezei.
No balanço das sementes tocando os casulos vazios da bucha sai um som de chocalho. Não poetizo os sons; sinto-me uma bucha seca para entendê-los como são.
Meus pensamentos são beliscados pelas impressões da vida. Hoje, o som do bolero me pede para recomeçar. Recomeço na necessária desconstrução das emoções. A orquestra celestial – com o Maestro a oriente de um imenso salão - me espera com músicas suaves.
Noite passada sonhei com poesia, aquele sonho arranjado de calores misteriosos; ao som de uma orquestra as janelas se abriam e em mil cantorias - pássaros curiosos.
Soando o som da vida.
O som do coração... Pobre coração, que com tanto esforço guardou-se, fez uma construção.
Pensou que estava protegido de bandidos, das pessoas.
Iludiu-se
No som da gaita que soava o som da vida escutaram, som de machados.
Alguém quebrava seu muro, sua proteção, tirava do castelo.
E te trazia pro mundo, o som da gaita aumentava.
A vida aumentava
Agora não havia muros para atrapalhar a visão, estava tudo diante de si,
A dança, o cheiro, o tono da voz, as cores ganharam vida,
E a gaita aumentava a vida,
E o passo diminuía, diminuía e depois de sentir a vida, dois rodeios...
A queda
Não havia mais proteção, nem muros e quem a tirou da construção, partiu.
Estava perdida num mundo que não conhecia, que se protegia
A queda, a gaita,
Não havia mais som,
Não há mais o som da vida.
A ausência causava dor.
E o som morria dentro de si.
Eu já não posso passar mais um dia sem te sentir, ouvir teu som, olhar teu rosto, um dia sem ao menos sentir sua presença. Eu já vivo de desejo, já vivo te querendo, andando por aí como se tivesse a procura de uma caça. Você anda provocando, falando diretamente com algo que se tornou mutuo em nós dois. Você anda ligando a minha saudade, e nossas vontades de se querer juntos. você se tornou meu vicio, ele me alimenta, mais quero hoje ... quero mais .
