Solitário
Me perdi em um mundo que não sabia como sair. Era um mundo solitário, um mundo onde a vida era fria, sem vida. Um verdadeiro mundo sem vida. Esse mundo era a terra, mais o meu verdadeiro mundo só existia nos meus pensamentos, em meus sonhos. Um mundo perfeito com seus defeitos naturais, que além de tudo, tinha eu e você.
Vinha voando por aí, de repente vejo uma prisão pequena, e nela a um inocente solitário, condenado a ficar na gaióla por ser um músico.
O orgulho e' um companheiro tão solitário quanto nos mesmos, temendo a solidão se incorpora com ímpeto no coração das pessoas. Guido Druviê
O solitário surfista
Você foi uma onda que passou e eu me afoguei, um pesadelo que eu não consegui acordar, você foi uma carta que não chegou, um telefone que não tocou, uma palavra que não foi dita, uma confiança que foi perdida. O problema foi que você me encantou demais...
Cansei de estar cansada, cansei de esperar por quem não vem. Me decepcionei por quem já sabia que não valia a pena. Você é um lapso destorcido da ilusão, um alguém perdido nesse mundão. Solitário surfista causador das minhas insônias, meu amor por você é como a imensidão do mar, profundo e misterioso que insisto em desvendar, mas ao longo do tempo parece impossível desvendar seus mistérios. E a leveza das ondas é como meu pensamento, confuso e desordenado, mas ao mesmo tempo é carregado de lembranças impossíveis de serem apagadas. Teu olhar misterioso domina minha alma, sua loucura exagerada me assusta, e seu amor incondicional por quem não existe me deixa confusa, mas nada disso me faz te esquecer. Você não segue regras e não tem hora certa para nada, apenas segue o caminho do seu coração, mas cuidado para não deixar o mar da vida te engolir...
Quando penso em sua voz, trancando em meu solitário e gelado quarto é como se meu coração voltasse a amar.
Pensei em não perder o meu tempo com um coração destilado, que se mostrava tão solitário, mas sem saber do tanto que o mesmo poderia me oferecer;
Antes do primeiro dia
No principio era o caos que jazia solitário no vácuo.
O caos era volátil e virou-se do avesso e começou a dançar frenético - ora implodindo ora explodindo. As trevas ruíam, as formas quase foram sendo plasmadas por acidente, mas como ninguém estava ali, tudo não passava de um sonho improvável. Por conseguinte raiou uma pálida luz – reflexo análogo a imperícia da ausência de escuridão total. Confundiram-se os elementos primitivos numa cadeia infinita de infinitas moléculas que não existiam. No nada, nada subsistia senão a anatomia do nada. Nada crescia. Nada estava aguilhoado. Centenas de estrelas ocultas, mil e uma constelações inéditas. Um ponto de interrogação cósmico e insipiente. Formas sem sentido, cores descoloridas. Sussurros silenciosos de um universo inexistente. Diáfanas luzes corruptíveis. Delírios entrevados adormecidos. Nesse dia não houve dia.
solitário, perdido! Onde é o meu caminho? as incertezas do futuro me intimidam. ou seria o medo de não ter coragem de perseguir os meus sonhos? a felicidade... o que é felicidade? o que traz verdadeira felicidade? acho que tudo se resume a tem boa coragem.
E aqui estou eu, vidrada nesse amor solitário, que começou errado e nunca tem um fim. E aqui estou eu mais uma vez com lágrimas nos olhos por não te deixar ir. E aqui estou eu, mais uma vez tentando ser a garota forte que todo mundo conhece. E aqui estou eu tentando fazer que você apenas sorria.
Solitário
No escuro habitado, dou passagem a dor que não sinto, estou na penumbra da existência onde passo sem estar vivo, escondo me na sombra para não poder enxergar o destino a que fui fadado; nas trevas minha única lágrima brilha, apenas sofrer pode me salvar. Meu sangue que pulsava, hoje forra o chão vazio, isso é tudo que sobrou do nada que tinha. Vozes fazem minha cabeça e espectros sugam minha força… Estou morto! Aqui jaz quem nunca lutou pela vida, falecido antes mesmo de nascer. Meu egoismo condenou me a vida, para sofrer e por fim morrer sofrendo a temerosa dor da morte e por fim continuar sofrendo na eternidade. Agora minha alma está em negro, vivendo morta para não sentir o bem que me dói. Amar é minha maldição por isso protejo me no vazio escuro, onde não amo, não vivo… não sofro…
Homens que são príncipes, mas que no fundo são Ogres
Era uma vez um Ogre, solitário, rude, porém simpático. Apaixonou-se por uma bela jovem, igualmente simpática, simples e boa amiga. Envolveram-se. A Moça simpática cuidou dele, tratava-o como a filho, um ser frágil... tais cuidados deram efeito. O Ogre virou um príncipe encantado, mas tão encantado que passou a ser tão apreciado quanto elogiado. O casal viveu feliz por algun tempo, mas, de repente, ele mudou, já tratava mal a moça simpática. O príncipe não queria mais saber dela, maltratava-a verbalmente... ela chorava, perguntava-se, onde teria errado. Mas tal tempestade acabou, ela decidiu partir para outra e repentinamente, o encanto do príncipe também se foi. Novamente ele voltou a ser o Ogre. Arrependeu-se, quis voltar atrás e reparar tudo, mas a moça Simpática já era Princesa de um outro alguém. O encanto que lhe pertencera, estava em um outro homem que também tinha sido Ogre.
Moral da estória:Temos de dar valor às coisas enquanto estiverem em nosso poder e não quando as perdemos. O tempo não volta atrás, as decisões podem até voltar (o que é raro), mas estarão para sempre manchadas. A oportunidade que tu rejeitas, um outro alguém segura e constrói um "império de sucesso".
Um sonho solitário não pode ser realizado, mas um sonho
compartilhado tem força e certamente será manifestado.Onde
há mais de um, Deus está presente e o Universo conspira a favor.
Nem sempre fui assim carinhoso, amoroso, atencioso na maioria das vezes eu era solitário no meio de milhões, mas aprendi a amar com os meus erros;
Errar também é aceitável para que o coração aprenda a dar valor certo a quem realmente mereça;
Ele é solitário e vive um dia por vez, quem sabe não seja mais um freguês ou até mesmo um burguês. Pairando no sistema, olhando as estrelas feitas com carinho e amor pelo Redentor. Brinca de tal forma com as nuvens que parece criança rindo da vida.
Vivia assim
Solitário
Tão solitário quanto a lua num céu sem estrelas
Mudo
Calado
Porém feliz.
Tinha um travesseiro
Coberto de lembranças
E um cobertor
Feito de retalhos
Retalhos de sua própria alma.
O orvalho que caia do céu
Regava-lhe as esperanças
E as estrelas
Iluminavam – lhe o caminho
Quando todas as outras luzes se apagavam.
O suor que lhe caia do rosto
Fazia brotar a semente
E os olhos
Quase fechados
Ainda viam quase o invisível.
Tinha os pés cansados
Empoeirados
Rachados de pisar o chão
Mas nada no mundo dava-lhe mais prazer
Que caminhar por cima da terra
Melhor que ser coberto por ela
Dizia ele.
Na cabeça
Um chapéu
Já gasto pelo tempo
Mas que ainda dava pro gasto.
Tinha em si o perfume do mato
E nas mãos
Calos
Pra mostrar que a gente se acostuma com tudo
Até mesmo com a dor
E ela passa
E vai embora
E de repente
Nem se sente.
O coração?
Bom
Esse ainda batia forte
Mais forte ainda
Quando se lembrava de sua amada.
Não tinha saudades da vida longe do campo
Só tinha saudades dela
E mesmo depois de tantos anos
Ainda a amava
Cuidava
Regava.
Em meio a imensidão árida
Podia-se ver um jardim
Pequeno
Bem cuidado
Repleto de rosas brancas.
Havia também uma placa
Que por distante estar
Não pude ler.
Perguntei-lhe sobre o jardim
E ele
Respondeu apenas:
Ali
Plantei minha rosa mais bela
E como prometi-lhe um dia
Regarei nosso amor para sempre
Quando me aproximei
Pude ler
O que com uma trêmula letra
Se havia escrito
“Te amarei para sempre, Maria.”
