Solidão
Eu nunca sei quando as estórias acabam. Por isso sempre fico preso entre uma e outra, ou entre nenhuma e nenhuma outra; entre um recomeço sem fim e um fim sem término.
Talvez por ser mais espectador ou coadjuvante, do que protagonista da minha vida, tenha essa enfermidade de não dar conta de quando baixa o pano.
As luzes apagam, o público sai, os colegas limpam a maquiagem e eu continuo lá: com a fala na cabeça, o texto decorado, aguardando a deixa.
A deixa que nunca vem.
Sempre tive medo das coisas e das pessoas. Um pavor e uma falta de fé. Talvez por isso eu tenha criado minha própria companhia teatral, onde sou diretor; contra-regra; atores e público.
Enceno só para mim uma tragicomédia.
A realidade me faz tão mal e me deixa tão fraco que fico, no fundo do palco, muitas vezes, a sussurrar o texto a mim mesmo.
Às vezes não ouço.
Quase sempre não ouço, porque sussurro baixo e minha voz é trêmula...
O público não entende a peça, logo, não aplaude. Eu, furioso, demito a todos: ao autor; ao diretor; aos atores...
Expulso o público do teatro e ateio fogo a tudo.
E ali dentro fico eu, junto às cortinas e aos holofotes, incandescentes; queimando, queimando, queimando...
Quero uma mulher na qual eu possa depositar toda a minha confiança, respeito e todo o meu carinho, mulher que possa ter orgulho de dizer: Ela é a futura mãe de meus filhos, é a pessoa que me fará mais feliz do que já estou sendo agora com ela presente em minha vida e que por um lindo momento me tornará pai.
A distancia só separa e não une, um sorriso nem sempre alegra, nem todas palavras nos conforta e poucas pessoas com você se importa!
Tenho duas companhias que não quero; são detestáveis; mas presentes.
Não as desejo, mas são fiéis, por mais que eu não as queira, elas persistem em permanecer.
A Solidão e o Silêncio!
Passo horas e horas sem ouvir alguém, nenhuma voz, nenhum sussurro, nenhum olá, ou um tudo bem!
Só ouço o silêncio, que de tão alto e estridente me fere os ouvidos.
A solidão, áh essa é a mais fiel.
Eu saio, demoro a voltar para casa, mas quando chego lá esta ela, me esperando, sem reclamar.
As vezes estou rodeado de pessoas, converso, sorrio, brinco, mas ela esta ali, de braços dado a mim.
São companhias terríveis, indesejadas, não as quero, mas o mais terrível é que estou me acostumando com essas companhias.
Certo dia a Paixão sentiu-se só...
E olhando pela janela de sua casa, contemplava o horizonte ao longe,na busca pelo fim de sua solidão.
Fixava seus olhos no sol, que majestosamente escondia-se atrás das montanhas,e vinha a lua e suas canções, e as estrelas e suas sapequices...
Novo dia acontecia, e ali estava a Paixão, tentando entender a solidão...
A Rosa toda discreta, a dias observava a amiga
Fazia de um tudo para ser notada, mas a Paixão olhava longe, não se fazia presente!
Foi então, que num esforço sobrenatural, o maior e mais belo botão se formou, e era tão viva sua cor, que impossível não chamar atenção!
Neste dia, a Paixão entendeu que a solidão nada mais é que o resultado do não querer ver, que em algum lugar, alguém te ama, olha por você!
E que nas coisas mais simples, talvez mais perto do que se possa pensar, o Amor se revela de forma sublime...
Foi tão intenso o aprendizado, que a Paixão virou Amor, e a Rosa...
Ahh a Rosa...
Esta dedica-se até hoje a nobre missão de aproximar os corações solitários, a fim de que troquem olhares, para que no meio disso tudo, o Amor enfim aconteça!
O que resta pra alguém que não é amado?
Beber vodka e fumar até pôr os bofes pra fora..
Ver romances malfadados sozinho na madrugada..
Ir pra uma festa e passar o rodo?
Enfiar as mágoas nas mangas e nunca mais tirá-las de lá, e ficar como num dia quente no qual você não pode tirar o casaco pra não mostrar as cicatrizes…
E tudo fica desesperador como quando acaba a vodka e você não está chapado ainda, ou quando se está com insonia e o cigarro já acabou. Misturemos tudo então: Você chega da balada, não está bêbado, apenas levemente embriagado, o que te torna mais sensível. Vê que o cigarro acabou e que não consegue dormir, então liga um romance meia boca que te faz entender o porque de estar só. Acaba dormindo ali no sofá mesmo, babando na almofada, tendo sonhos bizarros, amanhã… Cara, amanhã é outro dia.
Eu sinto saudade. Eu a tenho presa comigo, rolando em meus lençóis, no úmido do travesseiro, é ela que me caiu dos olhos.
Em cada centímetro de uma cama vazia, que mesmo eu estando ali, não há ninguém. Falta o seu cheiro no meu edredom.
Tenho saudade de sonhar com você, tudo o que eu queria era que um dia ao despertar eu olhasse pro lado e pudesse te ver.
Eu sinto falta de mim, no canto mais solitário da casa, ali encostada na parede, estou eu, a cama e a saudade.
Canto Escuro
No meu canto escuro, adormeço
Sonho com o passado e o presente
Penso em um futuro, um começo
Onde tudo será diferente
No meu canto escuro eu choro
Penso que a Felicidade não existe
Sofro com tudo, eu imploro
No meu canto escuro a solidão insiste
Vivo na solidão, sorrindo, chorando
Angustiado, desamparado
Me sinto fragilizado, com o coração desolado
No meu canto escuro
Começo minha solidão
Me fazendo rir, chorar, implorando por atenção
Translúcida a pedrinha derretendo
no amarelo líquido.
Lampejos ocras pulam da minha retina.
O relógio de parede me diz
que é tempo de cazuzear.
Lá vou eu,
já vou eu
tirar o pano que cobre as estrelas.
Garimpar sorrisos na água turva de mesmices.
Procurar alguma mágica
na bacia das almas desesperadas.
Trarei alguém comigo pra medir
o tamanho da minha solidão,
pra doar uma metade
do meu viscoelástico.
Quando sinto teus olhos dentro dos meus,
é porque meus lábios estão a tocar os teus.
Essa emoção a flor da pele me contamina
toma conta de meu coração e me domina!
Almany Sol, 19/07/14
Amanda abriu a janela do seu quarto repousando a cabeça sobre os braços, olhando o céu escuro se perguntou aonde estaria a sua estrela.
Tantas estrelas, passadas na vida dessa menina lua. Menina lua que é tão intensa a cada gesto, que ama eternamente cada estrela que se passa.
Corre corre pelo espaço e a sua estrela nunca vem. Menina Amanda, que se ama como no próprio nome te julga. Suspira fundo e fecha os olhos querendo uma constelação inteira só para si. Moça diferente, que veio ao mundo para mostrar que a lua também ama e mesmo parecendo tão grande, acesa e dominante, também é pequena, meio apagada e chorona. Amanda fecha sua janela com a decepção nos olhos, não encontrou sua estrela certa. Menina lua sorri agora, pois o espaço todo já conquistou.Repousa sua cabeça naquele velho pensamento do que já passou,do que já viveu. Suspira fundo e olha a lua la fora, que ao contrário do que dizem, nunca está solitária.Amanda lua, é como a lua que se julga diferente, que se julga tão sozinha, mas nem desconfia quantas estrelas se apagam na espera dessa lua as fazerem brilhar.
Certamente, aonde muito se tem, pouco se divide, ou seja, a ganância não permite a partilha. - Frase de Almany Sol, 21/07/14
PRA QUE VIVER SE PREOCUPANDO COM O JULGAMENTO ALHEIO , SE NO FIM DAS CONTAS QUEM DÁ O VEREDICTO FINAL É VOCÊ MESMO!
É VERDADE SIM. EM CADA UM DE NÓS, EXISTE UMA CRIANÇA INTERIOR, QUE QUANDO A PORÇÃO ADULTA BALANÇA, ELA VEM PRA SEGURAR NOSSA MÃO
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