Solidão
Esqueça o passado e viva o presente alguén já disse. Mas como esquecer o passado, se é dele que tiramos todas as lições que aplicamos em nosso presente. O certo é viver o presente, tirando como certo o melhor que tivemos no passado!
Fui leal sozinha, fui amiga sozinha, fui companheira sozinha, amei sozinha, e no fim, continuei e continuo sozinha.
Todos viam; todos percebiam. Menos nós. Risadas, momentos, um doce dividido, as almas desnudadas e sem máscaras. Não era óbvio?! Era amor. Hoje é arrependimento.
E foi assim, de repente, que você apareceu e entrou pela porta da frente.
Já no salão principal e sem cerimônias foi logo conhecendo todos os meus sentimentos.
O primeiro foi o medo, que desapareceu depois que se encantou com sua gentileza e seu abraço.
O segundo foi a solidão, que se levantou da mesa e foi embora quando ficou fascinada por seu carisma e educação.
O terceiro foi a tristeza, que sumiu ao se maravilhar com sua simpatia e senso de humor.
O quarto foi o tédio, que partiu sem deixar rastros depois de ficar impressionado com sua conversa cativante e inteligente.
O quinto foi a carência, que saiu de fininho
quando se deslumbrou com toda a atenção e carinho que recebeu.
E quando me dei conta, já não havia mais ninguém na festa. Éramos só nós dois, dançando juntos a música do amor, ao ritmo da batida dos nossos corações.
[NO MEIO DO CAMINHO]
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha...
E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que teu olhar continha.
Hoje, segues de novo... Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.
E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.
Sabe o meu coração? É, ele não é feito de papel. Ele é vidro. Frágil, e se quebrar, dificilmente dá pra consertar. Mas o vidro, ele é blindado, porque eu aguento e já aguentei muita coisa.
Sinceros abraços,
laços compartilhados
que aquecem o coração,
que juntam pedaços,
que partilham emoção
no momento exato
afugentando a solidão
com um necessário amparo.
É bem isso .. Você encontra uma pessoa, para você ele é perfeita, ao poucos ela te faz sé apaixonar, preenche o vazio do coração, te faz ser único e insubstituível, faz planos para o futuro, promessas, e quando tudo esta perfeitamente bem, ela vem, sé torna a pessoa que disse que nunca ia sé torna, te dar a costa e vai embora ..
Se palavras descrevessem o estado da minha alma, talvez não passaria os dias em exílio,
nem afundaria na maré...
No entanto, é impossível descrever o quanto dói:
A dor de se viver aquilo que se é.
Me sinto perdido e confuso, e não me refiro à localizações geográficas. Sei onde começo e conheço meus limites, mas ai que está o problema, conhecer faz de você um percepcionista. E no meio de tantos abismos, as portas e os corredores da sua alma tornam-se labirintos inexploráveis.
Depois de um tempo sozinho, cada coisa ganha um novo nome e cada momento vem com um novo sentido. Por hora, a solidão me transforma em alguém que teme mais o amor do que a própria morte. No canto sozinho do meu quarto, as lagrimas rolam e criam uma cascata soturna...
Moça, "eu te avisei" seria um tanto óbvio para você.
Vamos dispersar os clichês da vida, a sua dor já é um deles.
Cá estamos nós de novo, nesse velho dilema entre poesia e solidão.
Eu sempre apareço quando você se esconde, sabemos bem...
Alguém tem que segurar a barra, eu uso as letras, você as lágrimas.
Ninguém precisa saber, vou te desfaçar de pedra outra vez.
Pegarei alguns papeis velhos, apontarei seus lápis antigos, e não se preocupe comigo...
Sobre estar só, eu sei.
-Monólogos com o Eu Lírico
A vida,
como um acidente de carro
ou uma metáfora inexplicável,
perante a doença ou a cura.
Os sentimentos,
à mercê da perda ou da reconciliação,
do horror de jamais rever alguém
ou diante da felicidade de um abraço.
A dúvida de existir,
como um animal indefeso,
à espreita de um felino,
que voou tarde demais,
e foi amordaçado.
Por que você admira as penas,
se nem mesmo tentou salvar o pobre pássaro?
Sinto pelo seu olhar
Aquele sentimento de fúria
Sinto pela sua presença
Aquela ignorância pura
Sinto em suas palavras
Certo desprezo, sem cura
Me diz, o que foi que eu fiz
Me diz no que foi que eu me tornei
Me diga, como eu faço pra passar...
na tua anarquia sinto o caos que cerca o mundo...
bem como a um veneno sem cura...
lhe vejo com desdenho de uma ilusão sem fim...
ou começo do qual tenho esperança...
que renasce a casa estante que a beijo.
Não estou perdido
Sou apenas um desencontrado.
Não estou sumido
Só não fui procurado.
Não estou sozinho.
Sou sozinho.
Sempre foi esse meu completo estado.
Minha Rosa
Aonde está a Rosa
Pela qual me, apaixonei?
Será que a perdi?
Não consigo mais achá-la
Será que sou eu?
Que não consigo mais vê-la?
Como viverei sem ela?
Quem irá aformosar meu jardim?
Ela parece estar tão perto,
Mas não a vejo,
Sinto-a raramente.
Procurarei-a sem cessar
Até que a lua e as estrelas
Parem de embelezar...
O meu triste luar.
