Sofá
Sou mais rede do que sofá, pé no chão e salto 15 na mão. Sou cabelo grande como nos contos de fada, também sou coque de princesa. Sou minha majestade e gosto de me realizar. Sou mais noite de lua cheia e manhã de sol nos horizontes do mar, rio ou cachoeira. No mais, sou "sombra e água fresca". Sou mais um roseiral do que jardim de flores no campo. Sou um borboletário ao ar livre em metamorfose sentimental. Sou o pote de fé no arco-íris. Sou aquarela. Sou coração que transborda amor à procura da razão. Sou mais doce que salgado, mais coca cola do que suco. Sou fruta tirada do pé. Sou mais água de coco, água, água com limão. Sou transparente e intensa. Muitas vezes dura. Sou esmalte forte, cor vibrante e quente, vermelho. Sou arrepio à flor da pele, suspiro, sinto com o espírito o desejo de minha alma. Sou coragem a pulsar valente, impulso e decisão. Não sou de ficar em muro, prefiro derrubar barreiras. Sou àquela que não passou na fila da paciência, e que engole mais de mil budas na tolerância. Sou mistério e magia. Teimosia. Sou inteira, não nasci para ser metade. Bem-me-quer ou não te quero. Sou dias de chuva com pipoca, chocolate branco e netflix. Sou maresia, cheiro de mar e conchinha. Barulho de ondas e vista pro oceano. Sou horizonte sem pressa, amiga do tempo. Sou filha dos ventos não nasci para âncorar.
Se mergulho na ociosidade, o tédio aparece sem aviso; abro espaço no sofá e encho a xícara. Quem duvida? Ele é o mensageiro das fantasias mais descabeladas.
Já esta de manha e ainda não dormi, um tumulto de pensamentos desorganizados. Deitada agora no sofá depois de me revirar na cama a noite inteira, liguei a tv e fiz um chá na esperança do sono chegar e me livrar dos gritos desse silêncio tão barulhento. A solidão as vezes é bem vinda, me faz pensar na vida e procurar saidas para os tormentos que parecem por tantas vezes não ter fim. Os dias andam passando rapido demais e os finais estão cada vez mais frequentes. Hoje em dia é dificil segurar alguma coisa por muito tempo, num mundo onde os valores estão invertidos. E lá vou eu, perdida, vagando outra vez pelo meu inconsciente, com pensamentos eloquentes, na louca fé de que um dia isto vai passar.
Todas as vezes em que tive a certeza que o problema era o outro, eu estava enganada;
o problema era eu!
Aos 18 eu não sabia. Hoje após anos eu entendi:
a solidão que vem junto com a independência financeira dói pra caramba… mas é muito mais barata que a dependência dos outros. AMÉM OBRIGADO AO SENHOR.
Frederico Menezes informa:
Quer ver um extraterrestre?
Se olhe no espelho!
E não esqueça de sorrir...
Antigamente eu dormia no sofá e acordava na cama , hoje eu durmo no sofá e acordo com dor nas costas
CEGA
tenho da harmonia
um trilho
aresta
percurso as cegas
cílios que caem (outono)
sotaque da gente que me cerca
peixe elétrico: desfibriladores
crase dando ar à pedra
las dores de un ninho
que sabe fazer casa na distância
y braço de sofá
em todo um colo
que
rejeita
Enquanto eu fujo você preparou
Qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
Esse sofá tá bom demais
Deixa o verão pra mais tarde
Quando eu digo a uma pessoa que chega em minha casa: Entre, fique a vontade! Eu não estou dizendo que ela pode deitar-se no sofá, por os pés na mesinha e mexer no controle remoto da TV. Se Liga Manooooo!!!
Quando penso num momento de silencio, os pensamentos vem como enxurrada, vem sofá, vem pneu... vem tudo o que não é para vir... mas vem! assim o caminho fica limpo e livre! Coisa de quem vive pensando!
A conheci hoje
Mas já ouve uma atração
A garota do cabelo enrolado
Que me trouxe inspiração
Que mina é essa ?
É o que eu me pergunto
Só de pensar nela
Eu fico em outro mundo
Eu adormeço
Imaginando a gente em um sofá
desejando o teu beijo
Sem nenhum plano de acabar
Dez graus em São Paulo, pipoca, TV, Netflix
Comédia romântica, Fini e umas caixas de Bis
Celular no modo avião
Nós dois no sofá de um lugar dividindo o edredom
E o que ilumina é a luz da minha televisão
O Casal
Sentados em um sofá, de mão dadas estão, ele mais velho
ela mais jovem, mas pelas mãos, um sente o calor do outro.
Passam os minutos, ele adormece, ela o vendo cochilar,
também aos seus olhos fecha, para mostrar que adormeceu.
Ao fim de alguns segundos ele acorda,vendo-a de olhos fechados,
pensa que dorme,e levantando-se devagar, sai sem barulho fazer.
Ela o deixa abrir a porta e começar a sair, vendo que começa
a se afastar, levanta-se e atrás vai, perto chegando diz:
então vais embora, sem um beijo dar?
Ele alegre volta, e a abraçando forte, um longo beijo lhe dá
e a vai soltando bem devagar .
Ambos se olham e saboreiam o momento de amor, novamente ele inicia
a sair, olha para trás e diz: à noite volto, guarda-te sempre só
para mim, amor só meu, sonho do qual nunca quero despertar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
