Sociedade
O ‘Feliz Ano Novo’ é a única mentira que a sociedade permite que você grite em uníssono. Um pacto para fingir que o calendário tem poder de apagar vidas tiradas, dívidas pendentes e dor. Uma farsa necessária para que o motor do mundo, movido a esquecimento, continue girando.
Quando a sociedade entrega o poder nas mãos da elite, ela abre portas para que façam da vida dela um jogo de sobrevivência; nesta disputa desumana, nem todos têm poder aquisitivo para seguir de forma justa.
“Nem sempre a mente precisa adaptar-se ao padrão; há situações em que a sociedade precisa aprender novas formas de aceitar e compreender suas singularidades.” - Leonardo Azevedo.
“Aquele que assume as dores do mundo e rejeita as próprias é herói para a sociedade e, consequentemente, vilão para a própria alma.”
Uma Maçonaria que no Sec XXI não esteja ligada á sociedade onde está inserida, não cumpre a totalidade da sua missão. Porque a Luz que recebemos tem de ser partilhada. João Pestana Dias
RITO PORTUGUÊS
É difícil ignorar o sentimento de que, em certos aspectos, a sociedade caminha para trás quando deveria avançar. Ganha força, e com razão, a mobilização em defesa dos animais e contra qualquer forma de crueldade. Trata-se de uma pauta legítima e necessária. No entanto, essa sensibilidade seletiva suscita um questionamento inevitável: onde se insere, nesse debate, a proteção à vida humana?
Evidentemente, não se trata de estabelecer uma hierarquia simplista entre causas, nem de negar a importância do bem-estar animal. Mas há quem veja com preocupação a naturalização de decisões que envolvem a interrupção da gestação, interpretando-as como um sinal de desvalorização da vida em suas fases mais iniciais. Para esses críticos, o tema exige mais reflexão ética e menos soluções apressadas.
Sob essa ótica, o problema central não reside apenas nas escolhas individuais, mas na ausência de políticas públicas robustas que ofereçam apoio real a mulheres em situação de vulnerabilidade. Em vez de respostas que se limitem ao ato final, seria mais responsável investir em educação, acolhimento, assistência social e acesso à saúde, medidas capazes de ampliar alternativas e reduzir dilemas extremos.
Em um cenário ideal, o compromisso coletivo deveria ser com a dignidade em todas as suas formas: proteger os animais, sim, mas também assegurar que nenhuma pessoa seja deixada sem orientação, suporte ou perspectiva. Afinal, uma sociedade verdadeiramente progressista não escolhe quais vidas merecem atenção, ela se empenha em cuidar de todas.
Cresce, em diferentes setores da sociedade, um sentimento de descrença em relação ao futuro da justiça no Brasil. A percepção de que nomeações e composições institucionais possam ser influenciadas por critérios políticos, e não estritamente técnicos ou legais, alimenta dúvidas sobre a imparcialidade de decisões que deveriam se pautar exclusivamente pelo cumprimento da lei.
Nesse contexto, ganha força a crítica de que vínculos pessoais e redes de proximidade acabam pesando mais do que o interesse público. Para muitos, instala-se a impressão de que a lógica da conveniência substitui a da justiça, como se a prioridade fosse preservar alianças em vez de assegurar equidade.
Se já há, hoje, questionamentos sobre a capacidade de identificar e corrigir irregularidades em determinados círculos, o receio é que, uma vez investidos de maior autoridade, esses mesmos atores reforcem práticas que fragilizam ainda mais a credibilidade do sistema. Assim, a ideia de uma justiça verdadeiramente “cega”, no sentido de imparcial, corre o risco de se tornar apenas retórica, distante da experiência concreta vivida por grande parte da população.
Sociedade celeste, belas constelações coexistindo, artes fascinantes, luminosidade veemente, uma mesma origem, muito mais do que uma mera existência, que permitem diversas reflexões que transcendem os limites da ciência
Providas de uma profundidade evidente, de emoções vivas, inspirações intensas, onde cada estrela é genuína, tem o seu brilho próprio, uma diferente da outra, um espetáculo incrível, expressivo de muitas formas
Como as estrelas que brilham nos teus olhos, que costumam brilhar ainda mais forte diante do que é recíproco, num elo caloroso, a recompensa por cativar o teu riso, cativando de um jeito amoroso, sincero e às vezes, um pouco atrevido
E reconhecendo a tua singularidade, o teu esplendor genuíno, quero que o teu olhar continue brilhando, que seja uma linda constelação, a minha noite estrelada e que eu possa admirá-la sem nenhuma distração.
"A pessoa não tem dinheiro? Talvez porque a sociedade prefira aplaudir futilidade do que investir na nobreza de quem acorda cedo para oferecer um serviço honesto."
"A sociedade aceita a mentira silenciosa, mas condena a verdade dita com dor. Quem sofre não quer ser vilão, quer apenas que a realidade pare de sufocar."
"As drogas não destroem apenas o usuário, elas fragmentam a estrutura da sociedade e corroem o potencial criativo de toda uma geração."
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Capítulo III: Perguntem à Sociedade
A sociedade grita; os facínoras respondem.
Por mais que o homem finja lutar pela paz, pela justiça, por uma ordem mundial: o caos persiste. Não é intermitente. É contínuo. Não se trata de um acidente: é o alimento da espécie.
O ser humano fortalece-se na destruição do outro.
Nutre-se do sofrimento alheio, expande-se na dor do semelhante e só se percebe vivo quando rebaixa outro ser humano.
As guerras são inevitáveis: civis, mundiais, familiares, mentais. Sempre haverá guerra.
A desigualdade não é uma falha do sistema: é o seu motor.
Não há projeto de sociedade justa, porque não há desejo genuíno de justiça, apenas ambição disfarçada.
O humanismo é uma bela mentira.
Uma ideia que pressupõe que o ser humano é capaz de humanidade. Não é.
Ele deseja poder. Fala de amor, mas anseia dominar. Prega igualdade, mas, em silêncio, aspira à superioridade. Reclama liberdade, mas apenas a sua. E a dos outros? O humanismo fracassou porque jamais teve fundamento real. Hoje, não passa de um ornamento filosófico destinado a encobrir o egoísmo coletivo.
Um governo busca subjugar outro.
Um “amigo” tenta controlar o outro.
Um marido trai. Uma esposa engana.
Uma criança assiste à morte de alguém amado e, desde cedo, aprende que o mundo é um matadouro de afetos.
Um motorista provoca um acidente. A polícia ignora.
Onde está o humanismo aqui? Onde reside o amor ao próximo?
A misantropia não é escolha. É consequência.
É a única resposta lúcida diante da decomposição social. É o reconhecimento de que a crueldade humana é natural, inevitável — funcional à própria engrenagem da civilização. E os deuses do nosso tempo — potências econômicas, impérios tecnológicos, elites globais já delineiam o futuro com frieza clínica: selecionarão os “tipos humanos” que lhes são úteis e eliminarão, sem hesitação, os excedentes, os descartáveis.
A matança será limpa. Administrativa. Legal.
A hipocrisia, outrora vício, tornou-se virtude social. Confunde-se, inclusive, com inteligência. O mundo não se importa com o que você é: apenas com o que possui, com o que produz, com o que pode oferecer.
O ser humano é, por natureza, invejoso, ciumento, malicioso.
Se necessário, sacrificará o vizinho, o colega, o irmão ou o amigo para preservar os seus. Mas “os seus” são sempre os mais fortes: os filhos dos chefes, os aliados dos líderes, os protegidos dos impérios.
E os outros?
Camponeses, serventes, pedreiros, pescadores; mártires anônimos.
Esquecidos. Sepultados com honras simbólicas e desprezo real. Seus filhos perpetuarão a condição de servidão no mesmo sistema que os consumiu.
Eis a sociedade. Eis a civilização.
Um vasto teatro imundo, onde o “social” não passa de máscara e o “humano”, de pretexto.
O verdadeiro homem nobre é aquele que renuncia.
Que se afasta dos vícios do convívio.
Que prefere a solidão à farsa da amizade.
A amizade, como toda relação humana, funda-se no interesse. É uma barganha travestida de afeto. Quem oferece amizade, em alguma medida, pretende adquirir algo.
E a confiança?
Nicolau Maquiavel já disse o suficiente:
“A confiança é a ponte mais curta para a traição.”
Ser social é ser predador;
Ser social é ser oportunista;
Ser social é ser imoral;
Por isso, sou misantropo.
Por isso, adoto o anti-humanismo. Eis a minha identidade. O meu estado natural.
A convivência humana é uma farsa sustentada por egos famintos: uma comédia grotesca de vaidades e disputas vazias.
A sociedade cultiva a mediocridade, pune o pensamento profundo e sufoca qualquer impulso de interioridade.
Se existe alguma forma de redenção — e disso duvido — ela reside no afastamento da massa, na solidão deliberada, na renúncia ao convívio.
Entre os muitos homens que atravessam silenciosamente as estruturas da sociedade, há aqueles que observam mais do que falam. Aerton Luiz Lopes Lima é um desses indivíduos.
Enquanto alguns se perdem na superficialidade do cotidiano, ele se volta à reflexão — escrevendo sobre os conflitos da alma humana, questionando a moralidade e investigando os labirintos da consciência.
Mas não se trata apenas de pensamento abstrato. Há também o homem da disciplina, formado no ambiente rigoroso da segurança e da ordem, onde a responsabilidade e a vigilância são virtudes indispensáveis.
E assim surge uma curiosa síntese: o guardião prático das estruturas do mundo real e, ao mesmo tempo, o observador silencioso das estruturas invisíveis da mente humana.
Homens assim raramente são percebidos de imediato. Contudo, são eles que, no silêncio das ideias e na firmeza da ação, revelam que a verdadeira força não está no ruído das multidões, mas na lucidez do pensamento.
Estoicismo não é fazer cara de bunda pra tudo como a sociedade te ensinou, estoicismo foi feito pra ensinar a ser uma boa pessoa, mas se manter firme contra o mundo cruel.
“Os políticos são amigos que trabalham no ramo da Política, esse é o cargo deles na sociedade, não existe nenhuma inimizade como humanos, mas sim partidos políticos diferentes que lutam por um poder Político"
