Sociedade
Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucas neste mundo maluco que compartilhamos.
Existem monstros, mas são poucos em número para serem realmente perigosos. Mais perigosos são os homens comuns, os funcionários prontos para acreditar e agir sem fazer perguntas.
No geral, os seres humanos querem ser bons, mas não bons demais e não o tempo todo.
Regra de ouro da amizade: se quer que as pessoas gostem de você, faça com que elas se sintam bem consigo mesmas.
Eu me lembro que ainda muito jovem li as memórias de Goethe. Goethe era um sujeito que achava que nós deveríamos cumprir todas as nossas obrigações para com a sociedade. Porque nós temos de ser superiores a ela, não inferiores. Se nós consentimos que a sociedade nos marginalize e nos derrube, então nós seremos seus escravos.
Eu tinha muita amizade com o doutor Juan Alfredo César Müller. Ele era um sujeito goetheano. A ética que ele seguia era a do Goethe, baseada em três coisas: o homem deve ser digno, prestativo e bom. O dr. Müller era a encarnação dessas três coisas, era digno, prestativo e bom. Você não pode fugir das suas obrigações sociais. Claro que, às vezes, você as cumpre imperfeitamente. Mas você não pode fugir delas, porque se você fugir, você se enfraquece. E se você se enfraquece, você torna-se uma vítima inerme da pressão. Você tem de se esforçar, tentar fazer o máximo para que seja mais forte do que a pressão da sociedade, não mais fraco, jamais uma vítima.
Goethe fala de sua ética do trabalho em seu livro de memórias "Poesia e Verdade" e nas "Conversações com Goethe", escrito por seu secretário, que teve a prudência de anotar os diálogos que tinha com Goethe nas conversações do dia-a-dia e que eram jóias.
Investir em cultura não é caridade: é uma parceria que ajuda a projetar o Brasil internacionalmente.
Há muitas coisas engraçadas no mundo. Entre elas, a noção de que o homem branco é menos selvagem do que os outros selvagens.
Caso após caso, vemos que o conformismo é o caminho fácil, e a via rumo ao privilégio e ao prestigio; a dissidência traz custos pessoais.
Cada arma que é feita, cada navio de guerra lançado, cada míssil disparado significa no sentido final, um roubo daqueles que têm fome e não são alimentados, daqueles que têm frio e não têm roupas. Este mundo em armas não gasta dinheiro sozinho. Ele gasta o suor dos seus trabalhadores, o génio dos seus cientistas, as esperanças das suas crianças.
A liberdade sem oportunidades é um presente diabólico, e negar-se a dar essas oportunidades é um crime.
Não me encaixo nesse mundo,
dificilmente me encontrarei
as coisas não fazem sentido
comparando com as pessoas,
até fazem.
As pessoas até fazem sentido,
separadas umas das outras
dentro do individuo,
refletindo em seu quarto
enquanto guardam seus personagens.
O sentido se reflete,
no espelho a sua frente
o sentido não faz sentido
o personagem não se
reflete.
No meu caso,
nem personagem
eu tenho,
ainda bem.
Se você não consegue entender por que alguém está fazendo alguma coisa, observe as conseqüências de suas ações, sejam elas quais forem, e então deduza as motivações de suas consequências.
Por exemplo, se alguém está tornando todos ao seu redor infelizes e você gostaria de saber por que, sua motivação pode ser simplesmente fazer com que todos ao seu redor estejam infelizes, incluindo eles mesmos.
