Sobre Responsabilidade
Você faz a sua parte!
“Agora, homem mortal, eu estou pondo você como (atalaia, sentinela) vigia de toda a nação de Israel. Você dará a eles os avisos que eu lhe der” (Ez 33:7).
Deus faz a parte dele!
“Mas você, povo de Israel, diz que o que eu faço não está certo. Eu os julgarei por aquilo que fazem” (Ez 33:20).
O sentinela dá o aviso e o povo ouve, mas tem livre arbítrio para seguir ou não a instrução dada por Deus através do seu profeta.
No entanto, o povo deve estar consciente da sua responsabilidade sobre acatar ou não a palavra dada por Deus, pois, certamente, disso virá o juízo divino.

Deus nos dá uma missão a cumprir e devemos buscar cumpri-la fidedignamente. Porém, há coisas que só cabe a Deus fazer, como julgar alguém.
A verdade é que Deus sonda e conhece todos os corações e as suas intenções de modo que, mesmo que pensemos que alguém está agindo de forma errada ou inapropriada, somente Deus tem a plena capacidade de avaliar o comportamento de uma pessoa.
Cada um responde pelo que faz, pensa, sente… Se uma pessoa fere outra, Deus sabe. E, mais ainda, se uma pessoa fere o coração de Deus, Deus sabe — massacrar alguém que não merece apenas por capricho, injustiçando-o pessoal ou publicamente lhe causando desprezo, menosprezo e vergonha, não lhe dando a devida reverência, além de ser irreverente às coisas de Deus assim como admitir idolatrias, tudo cabe a Deus julgar.
O que podemos fazer na nossa condição humana a fim de evitarmos a somatização decorrente das dores emocionais e um abalo na estrutura espiritual é manter o equilíbrio, a longanimidade (Gl 5:22), e a luta interior contra qualquer indignação passível de provocar um grande mal no próprio coração. É preciso evitar as raízes de amargura para o próprio bem. (Hb 12:15)
Para que haja justiça temos que ter conhecimento de nossos direitos e deveres e só assumir, o que for de nossa responsabilidade!
É preciso muita clareza não só de onde os direitos e deveres começam e terminam, mas também de a quem as consequências e decisões tomadas ou não, serão atribuídas!
Não sabe beber, mas bebe. Fica audacioso e inconsequente. Fala e faz tudo o que pensa, sente e tem vontade. Depois, se desculpa (ou não) alegando ter sido culpa da bebida. Nessas horas que a fuga da responsabilidade é exorbitante...
As pessoas levantam a voz quando estão certas e quando estão erradas. É um momento de raiva. E, nesse momento, no caso das certas é pelo fato do senso de justiça. No das erradas, pelo fato da fuga da responsabilidade.
A tendência natural da vida é caminhar para o bem. Quando isto não acontece é natural que tenhamos parcela de responsabilidade.
A pessoa que é muito solta, precisa se prender um pouco, e a pessoa que é muito presa, precisa se soltar.
Infeliz a nação que precisa de leis para seus cidadãos fazerem o que desde sempre já deveriam estar fazendo.
Desculpas podem ser um passo para resolver problemas, mas só têm valor real quando são acompanhadas por ações.
Quando todas as instituições se tornam ambíguas, ou mesmo desonrosas, e quando as orações são ouvidas, mesmo nas igrejas, não pelos perseguidos, mas pelos perseguidores, a responsabilidade moral passa para as mãos dos indivíduos, ou, melhor dizendo, para as mãos dos indivíduos ainda intactos.
Podemos chamar a falta de compromisso de “assassinato crônico”, pois começa frustrando expectativas, em seguida abate o ânimo, depois subtrai a esperança, até que finalmente rouba a confiança na responsabilidade humana com as necessidades de seus semelhantes. Quem o pratica não alcança a dimensão de seu ato, pois que encontra razões triviais e corriqueiras – como falta de tempo, prioridades pontuais ou até esquecimento – para converter seu delito em quase nada, de modo a que não lhe produza nenhuma culpa... A sobrevivência alheia passa ao largo de suas corriqueiras tarefas. O que não consegue dimensionar é que, matando as esperanças de outrem, também lhes mata a alma. E quantos desistem da vida ao se descobrirem destituídos de seus sonhos.
