So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
A Casa Vazia
Existe uma casa dentro de cada ser humano. Ela não tem endereço, não aparece nos mapas e não pode ser construída por outra pessoa. É feita de memória, silêncio, desejo e consciência. É o lugar onde a nossa voz ainda é nossa. Quando somos capazes de habitá-la, conhecemos seus corredores, sabemos onde guardamos nossas alegrias, onde escondemos nossos medos, quais portas evitamos abrir e quais janelas deixamos voltadas para o mundo. No centro dessa casa existe uma chama pequena e silenciosa. É ela que nos diz: “Você está aqui.”
O problema começa quando deixamos a porta aberta por tempo demais. Lá fora, o mundo não pede licença. Ele chama, acende luzes, oferece promessas, produz urgências, entrega desejos prontos e mostra vidas cuidadosamente enquadradas. E nós saímos. Primeiro por curiosidade, depois por desejo, depois por hábito, até que um dia percebemos que estamos há tanto tempo do lado de fora que já não lembramos como era estar em casa.
Não fomos expulsos. Essa talvez seja a parte mais difícil de admitir. Nós mesmos fomos nos afastando. Trocamos o silêncio pelo ruído, a presença pela distração, a experiência pelo espetáculo e a própria voz pelo eco das vozes alheias. Começamos a conhecer a vida de pessoas que nunca encontramos, a acompanhar histórias que não são nossas e a reagir a acontecimentos que não podemos tocar, enquanto alguma coisa dentro de nós espera, em silêncio, para ser percebida.
Os espelhos se multiplicam. As telas iluminam rostos, as comparações entram pelas janelas e os sucessos alheios tornam-se medidas para a nossa própria existência. Sem perceber, começamos a perguntar menos “Quem sou eu?” e cada vez mais “Como estou sendo visto?”. Parece uma mudança pequena, mas é profunda. Quando o olhar dos outros se transforma no nosso principal espelho, começamos a construir a própria identidade do lado de fora. E uma casa construída pelo olhar alheio nunca permanece verdadeiramente nossa.
Então precisamos de mais: mais reconhecimento, mais aprovação, mais intensidade, mais alguma coisa que faça silêncio dentro de nós. Quanto mais procuramos, porém, menos encontramos. A casa permanece vazia não porque não exista nada dentro dela, mas porque ninguém está lá para perceber.
O abandono de si não acontece de uma só vez. Ele acontece em pequenas ausências: quando ignoramos aquilo que sentimos, quando dizemos “está tudo bem” sabendo que não está, quando seguimos uma direção apenas porque todos estão seguindo, quando confundimos desejo com necessidade, quando nos distraímos para não pensar ou quando falamos tanto que já não conseguimos ouvir a própria voz. A poeira se acumula, não sobre os móveis, mas sobre a memória de quem somos.
Chega então um momento em que o silêncio assusta. Depois de tanto ruído, ficar sozinho consigo mesmo pode parecer entrar em uma casa abandonada. Mas talvez o silêncio não seja vazio. Talvez seja apenas o espaço onde aquilo que foi abafado finalmente pode ser ouvido.
É ali que começa o retorno. E o retorno não exige grandes gestos. Não precisa de espetáculo, de uma nova vida ou de uma nova versão de nós mesmos. Começa pequeno: sentar, respirar, escutar, perguntar e permanecer tempo suficiente para ouvir a resposta. “O que está acontecendo dentro de mim?” Talvez ela venha baixa, talvez confusa, talvez acompanhada de coisas que preferíamos não encontrar. Não importa. A casa precisa ser reaberta.
Um cômodo de cada vez. Uma lembrança, um sentimento, uma verdade, uma escolha, uma janela. Até que a luz volte a entrar.
E então descobrimos algo essencial: voltar para si não significa abandonar o mundo. Pelo contrário. É somente quando sabemos onde estamos que podemos verdadeiramente encontrar alguém. É somente quando reconhecemos a nossa própria voz que conseguimos escutar outra pessoa sem desaparecer dentro dela. É somente quando conhecemos os nossos limites que conseguimos respeitar os limites do outro.
Uma casa habitada não é uma prisão. Tem portas, janelas e espaço para receber. Escuta o mundo, celebra, ama, aprende e acolhe, mas sabe quem possui as chaves. As paixões podem entrar sem incendiar a casa. As ideias podem entrar sem ocupar todos os cômodos. A opinião dos outros pode ser ouvida sem se transformar em sentença. O mundo pode atravessar nossas janelas sem se tornar proprietário da nossa existência.
Talvez maturidade seja isso: não fechar a porta para o mundo, mas deixar de viver permanentemente do lado de fora.
Precisamos sair. Precisamos experimentar, amar, errar, conhecer outras paisagens e encontrar outras pessoas. Mas precisamos também voltar. Voltar quando o mundo estiver barulhento demais. Voltar quando a aprovação já não bastar. Voltar quando percebermos que estamos vivendo para sustentar uma imagem que não reconhecemos. Voltar quando ninguém estiver olhando. Voltar simplesmente porque sentimos falta de nós mesmos.
Talvez essa seja a verdadeira casa: não o lugar onde nos escondemos do mundo, mas o lugar a partir do qual conseguimos habitá-lo sem nos abandonar.
No fim, não precisamos construir uma nova casa. Ela já existe. Talvez esteja apenas silenciosa. Talvez tenha algumas janelas fechadas. Talvez haja poeira sobre aquilo que um dia foi importante. Mas a chama ainda está lá, esperando.
E talvez ela não diga muita coisa. Talvez diga apenas: “Volte.”
Quando voltamos, percebemos que nunca estivemos realmente perdidos. Estávamos apenas longe demais para ouvir a nossa própria voz.
A porta sempre foi nossa. A casa sempre esteve lá. E a luz nunca deixou de esperar por nós.
O que é plantado no oculto não permanece escondido para sempre. A vida tem uma forma silenciosa de trazer à luz aquilo que o coração tentou encobrir. Por isso, mais do que temer a exposição, é sábio cuidar da intenção, do caráter e das escolhas quando ninguém está olhando.
A ruína não começa quando algo é revelado, começa no momento em que se decide plantar no escuro aquilo que não se teria coragem de cultivar na luz.
O que esperar de uma geração que acha que o Coringa tem razão por ser vítima?
Que não entende que ele podia escolher outro caminho? O Batman, mesmo caricato, é vitima também, e poderia ter se tornado um vilão matador de pais, só por que mataram seus pais riquinhos. Já pensou nisso?
Ser bom ou mal, sempre será uma escolha nossa.
Bill Oliveira William
Cada alma tem seu próprio projeto de vida.
Por isso, não se apresse
quando alguém parecer estar à sua frente.
O ego compara,
mede, disputa e pergunta:
“Por que ainda não cheguei lá?”
A essência não pergunta isso.
Ela apenas vive.
Experimenta.
Aprende.
Muda de direção quando precisa.
Talvez você não esteja atrasada.
Talvez apenas esteja vivendo
uma história que não foi escrita para ser igual à de ninguém.
Há caminhos que não precisam ser comparados.
Precisam apenas ser vividos.
O mundo não é perfeito... O rosto é dessimétrico.... O caráter não tem mérito.... Talvez Deus seja imperfeito.
Você se acha muito especial mas não é,
pois todos tem a sua especial personalidade. Basta descobri-la, e satisfazer-se humildemente...
Dever é uma coisa que Deus não tem conosco... Quem "deve" somos nós! Ele é o Credor, e a obrigação da crença é nossa.
Autopreservação
(Mauro 1Evaristo)
Não tem negociação
Se você não se dá devida atenção
Como pode pensar ou querer
Que outros se dediquem a você?
Autopreservação não é crime,
Mas se de si se exime
Como pode pensar e querer
Que outros lembrem de você?
É preciso um mínimo de atenção
Em pró sua própria condição
Direito básico de qualquer Ser
Pois, ao focar noutros sua atenção
Deixe de o melhor em perceber
Que existe poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com
Gente boa
(Mauro 1Evaristo)
Tem gente boa torcendo por mim
Logo, o peso do fardo não é tanto assim
O que não me deixa esquecer
Que tenho muito o que agradecer.
Tem gente boa torcendo por mim
Por isso, além das pedras, vejo jardins
O que favorece jamais esquecer
Que tenho muito o que agradecer.
Tem gente boa torcendo por mim
Por isso o fardo não pesa tanto assim
O que me possibilita entender
Que além das pedras existem jardins
Nos quais posso sempre perceber
Que tenho muito o que agradecer.
feradapoesia.blogspot.com
Vitoriosos do bem viver
(Mauro 1Evaristo)
Já que você tem conhecimento do mal
Por que não compartilha o que é bom e legal?
Por que ao invés de pessoas brigando
Você não ri com as crianças brincando?
Já que você sabe que político honesto é raro
Por que não comemora quem faz bom trabalho?
Já que você vê tanta maldade na terra
Por que você não vibra para a melhora dela?
Já que você só vê as flores com espinhos
Por que você não as poda com carinho?
Já que tudo é ruim de se conviver
Por que você não opta pelos caminhos
Nos quais vitoriosos do bem viver
Repetem que tudo dá certo ao agradecer?
feradapoesia.blogspot.com
Não tem diabo, não tem demônios e não tem pessoas. A verdade é que o único ser capaz de impedir que você chegue ao topo é você mesmo.
Por milênios, Deus tem sido o Deus do povo, mas por milênios o povo não tem aceitado ser o povo de Deus.
O Falso elogio tem dois Poderes:
1. Faz você acredita em uma Identidade que Deus não lhe deu.
2. Acorrenta sua Alma no Invisível.
POR ISSO, Não Busque a APROVAÇÃO dos homens; BUSQUE PERMANECER FIEL A VOZ DE DEUS.
> Hoje o mundo vibra com coisas que não têm valor.
Como um homem embriagado pelo vinho, sorri para aquilo que o destrói.
Mas, no Dia do Grande Julgamento, esse mesmo mundo gemerá como uma mulher em trabalho de parto.
