So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Não há nada aqui dentro.
Só um peso vazio sozinho.
46 kg de nada.
46 kg de tanto querer.
Eu quero reter mais peso mas eu não saberia lidar com mais.
Mas o peso que eu quero é diferente.
É um peso que me garante proteção no futuro. É montar uma reserva de energia só pra mim. Ninguém vai poder tirar de mim. Isso não! Isso vai ser meu, só meu.
Será que é culpa? Mas não fui eu quem tentei tirar alguém de um outro alguém. Se isso for um peso, esse peso não é meu.
Eu só não sei ter esse outro que me protege, esse outro tipo de peso que me faz não tê-lo. Se algo der errado, esse outro peso não vai falhar. E eu não sei o que é isso.
Hora de ir para a cama, chega de ouvir rádio por hoje. Deito e a cabeça não desliga.
Esse peso é grande, forte, alto e pesado, e eu não sei o que é ter você ao meu lado.
Durma bem tesouro.
As palavras mais bonitas que dirão sobre você talvez só apareçam quando você não estiver mais aqui para ouvi-las.
"A facada não vem quando você vê, ela vem pelas costas, quando você só quer ajudar, mas esquece de ajudar a si mesmo"
Junho
A verdade é que todo dia é recomeço, não importa se o ano está no fim ou só no começo.
Toda hora é hora de reconstruir, de redescobrir a rota, de olhar a estrada e contemplar o caminho que já percorreu. Olhar para trás e agradecer por ter atravessado.
Hoje é o dia primeiro, do mês que corta o ano ao meio, mas o que importa mesmo é saber que temos muito tempo pela frente, porque a estrada da felicidade a gente constrói diariamente.
Nildinha Freitas
A palavra secreta não é uma fórmula escondida; é a verdade que só se abre quando a consciência amadurece.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
As suas fugas consigo,
Gasta só a sua imunidade.
Respeite você primeiro.
Uma decepção não é o fim,
Respira fundo e continua.
A vida é uma dádiva, então viva!
"não se desiluda só porque alguém disse algo que te deixou pra baixo. só você e Deus conhece da sua capacidade. Não desista dos seus sonhos"
Teatralidade e ilusão são poderosos agentes para os não iniciados... Mas nós somos iniciados, não somos Bruce?
Eu não sou só o que ri.
Eu sei que muitos me veem como o cara leve.
O engraçado.
O que transforma o peso em piada
e o silêncio em riso.
E tudo bem.
Esse também sou eu.
Mas existe um erro silencioso quando acham que isso é tudo.
Porque ninguém vê o quanto eu penso.
O quanto eu observo.
O quanto eu seguro coisas que não viro brincadeira.
O quanto eu sei ser sério quando a vida pede seriedade.
Talvez o problema nunca tenha sido eu ser alegre.
Talvez tenha sido eu me esconder atrás disso.
O riso é confortável.
Ele aproxima, desarma, protege.
Mas ele também cria uma imagem fácil de engolir.
E eu não sou fácil.
Quando a situação exige postura, eu tenho.
Quando alguém precisa de cuidado, eu cuido.
Quando é hora de sustentar, eu sustento.
Só que isso quase ninguém vê —
porque quase ninguém fica quando a piada acaba.
Eu não quero deixar de ser leve.
Quero deixar de ser subestimado.
Não por arrogância.
Mas por verdade.
Ser inteiro dá trabalho.
Assusta.
Exige que o outro me veja além da superfície.
E exige que eu permita isso.
Eu não sou contraditório.
Sou profundo.
O riso não nega minha responsabilidade.
Ele convive com ela.
Quem me confunde com superficial
nunca teve coragem de ficar quando eu fiquei em silêncio.
E tudo bem.
Nem todo mundo precisa me entender.
Mas quem quiser caminhar comigo
vai ter que aceitar que eu sou mais do que pareço.
Eu sou leve —
mas não sou vazio.
Ela me chamou de idiota.
E eu ri.
Porque não foi ofensa.
Foi daquele jeito que só quem gosta fala.
Idiota leve.
Idiota que não pesa o clima.
Eu sou esse cara.
O que faz graça sem maldade,
o que quebra o gelo quando tudo fica sério demais,
o que entra no jogo só pra fugir um pouco do mundo.
E ela riu comigo.
Isso ficou.
Se eu erro, ela ri.
Se ela ri, eu fico bem.
É simples assim.
Ser idiota assim não dói.
É cuidado disfarçado de brincadeira.
É amizade que acolhe.
Então se eu sou idiota,
que seja desse jeito —
o tipo que arranca risada
e guarda carinho no meio da zoeira.
A gente não nasceu pra viver só de aliviar a pressão de vez em quando.
A gente merece ser feliz de verdade.
Sentir o coração leve num dia comum… não só quando a vida resolve dar uma pausa.
A gente merece conhecer lugares que despertam vida por dentro,
viver um amor que soma — mas também aprender a gostar da própria companhia,
até o ponto de se sentir inteiro mesmo sozinho.
Porque a vida já exige demais.
A gente corre, se esforça, engole muita coisa em silêncio.
Então tudo isso precisa fazer sentido.
E no fim… não é sobre sorte.
É sobre constância.
É continuar — mesmo cansado —
sem desistir do que a gente acredita.
Quem não Entendeu, entenda: a escravidão só acaba quando você se nutrir mais com proteinas e menos grãos.
E não me refiro a tal vida saudável
Só o tempo revela a verdade. A ideologia, não. Enquanto a ideologia cega, o tempo revela o que os olhos não conseguiam ver.
Tà pensando que eu vou te esquecer,acho que só você não vê, tudo o que sinto não é "clichês",olhe bem no fundo dos meus olhos e veja o que as palavras não consegue me dizer.
Enfrentar os seus fantasmas é essencial pra não enganar a si mesmo e os outros. Fuga só empurra problemas.
Maturei e entendi, que eu não quero só amar uma mulher. Eu quero dividir os dias com ela, os medos, as pequenas alegrias, uma vida inteira. Antes, eu achava que amor era incêndio. Hoje eu sei que amor também é café passado cedo e presença que fica. É acordar num domingo sem relógio nos empurrando pra longe, sem despedida atravessando a manhã. É construir memória dentro da própria casa, deixar nossos rastros nos cômodos, o nosso cheiro nos lençóis, o nosso silêncio confortável ocupando o espaço.
Mas existe um cansaço silencioso em amar outra mulher : o de sentir que o nosso amor está sempre diante de um tribunal sem rosto, severo e invisível. Como se precisássemos provar o tempo inteiro que é sério, que é família, que é amor legítimo, como qualquer outro. As pessoas perguntam demais, desconfiam demais, até dos nossos planos mais simples: ficar, envelhecer, construir futuro.
E isso cria uma tristeza difícil de explicar, como se a gente tivesse que parecer forte até quando só se quer colo. Como se desejar estabilidade, família, permanência fosse fraqueza. Como se amar profundamente fosse depender.
Mas eu quero, sim. Quero amar e ser amada com essa disposição . Quero uma casa cheia de rotina. Tenho um filho. Talvez queira outros. Quero o cotidiano dividido em dois corpos. Quero alguém que tenha vontade de permanecer, que olhe pra mim como quem encontrou casa. Quero viver um amor que não precise se justificar pra merecer respeito.
No fim, eu acho que pessoas como nós nunca sonharam alto demais. A gente só sonha com aquilo que tentaram negar por tanto tempo: o direito ao afeto, à permanência e à delicadeza de uma vida comum.
Alexsándra Duárte
