So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Ela é uma bruxa, o feitiço não acaba
Deus me perdoe essa vida macabra
Ando vivendo em um abra cadabra
Tô fascinado por essa diaba.
Por toda a sua vida avance diariamente, tornando-se mais capacitado a cada dia que passa. Isso não tem fim.
Já agi por impulso e me arrependi, já demorei pra tomar uma decisão e não a tomei.
Já perdi coisas por muito e por nada.
Agora sigo meu coração e ouço a razão.
Não é o tempo nem a distância que dirão se vai dar certo. Somos nós mesmos ao tomarmos a decisão de lutar ou não por isso.
Terminar um relacionamento não é simplesmente parar de andar de mãos dadas e dizer: Tchau, até nunca mais.
Amor proibido
Viver um amor proibido
É ter asas e não poder voar
É ter seu corpo e não poder tocar
É ter sua boca e não poder beijar
É ter amor e não poder te dar
É ter o paraíso e não poder te levar
É ter um sonho e não poder sonhar
É morrer e estar vivo
É viver e não ter um objetivo.
Sempre me intrigaram os olhares.
Não aqueles que passam por nós distraídos, mas os que permanecem.
Os que pousam devagar sobre a nossa existência e parecem recolher fragmentos que nem sabíamos ter deixado expostos.
Há quem olhe para um rosto e veja apenas traços. Há quem olhe para uma fotografia e veja apenas uma imagem. Mas existem aqueles raros olhares que atravessam a moldura, a pele, as palavras e alcançam aquilo que não foi dito.
Talvez seja por isso que me encanto tanto pelos detalhes.
Porque a alma dificilmente se apresenta inteira. Ela se revela aos poucos: em um silêncio prolongado, em um sorriso que vacila antes de nascer, em uma saudade escondida atrás de uma frase comum. E é preciso sensibilidade para perceber.
Quem enxerga por dentro compreende que cada pessoa é um universo guardado sob aparências. E que reconhecer alguém é mais do que vê-lo; é acolher sua história sem precisar conhecê-la por completo.
Também acredito que todo olhar é uma espécie de espelho.
Aquilo que conseguimos reconhecer no outro fala, de alguma forma, sobre aquilo que habita em nós. Talvez seja por isso que certas pessoas nos alcançam tão profundamente. Não porque nos revelam algo novo, mas porque iluminam algo que já existia e permanecia adormecido.
No fim, penso que a vida é feita desses raros reconhecimentos.
Instantes em que alguém nos vê para além do que mostramos. Instantes em que nos sentimos encontrados sem termos pedido para ser procurados.
E talvez seja esse o maior desejo da alma: não ser admirada, nem compreendida por completo.
Apenas ser vista.
Há dias em que a saudade chega sem aviso.
Não faz barulho. Não bate à porta. Apenas ocupa os espaços, senta-se ao meu lado e me acompanha em silêncio.
Nesses dias, tudo continua igual por fora. O mundo segue seu ritmo, as pessoas seguem seus caminhos, os compromissos continuam existindo. Mas por dentro, algo caminha mais devagar.
Sinto falta de presenças que nem sempre estiveram perto, mas que encontraram morada em mim.
E é estranho como algumas pessoas conseguem permanecer mesmo quando estão ausentes.
Talvez a solidão não seja a falta de companhia. Talvez seja a distância entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos dizer.
Por isso me recolho.
Não porque queira me afastar do mundo, mas porque existem sentimentos que precisam ser ouvidos antes de serem explicados.
E enquanto escuto o que meu coração tenta me contar, sigo.
Com saudade, com esperança, com dúvidas às vezes.
Mas sigo.
Porque algumas ausências doem, é verdade.
Mas também revelam o tamanho daquilo que um dia tocou a alma e decidiu permanecer.
Quando necessitar ausentar-se,
não vá longe.
Fique distante apenas o suficiente para que a saudade me visite,
mas nunca o bastante para que a tua presença deixe de morar em mim.
Que eu sinta tua falta,
mas continue encontrando você nos detalhes.
Não apenas nas lembranças,
mas nos gestos que permanecem,
nos silêncios que ainda carregam o som da tua voz.
Faça-se presente.
Demarque o teu lugar em meu coração para que o tempo jamais esfrie o abraço,
nem permita que a distância enfraqueça aquilo que construímos.
Porque gosto da saudade quando ela é ponte,
não quando se torna abismo.
Então vá, quando for preciso.
Mas deixe sempre um caminho de volta até mim.
Mantenha-se ecoando em forma de cuidado,
de carinho,
de amor.
Como quem zela pelo que é precioso.
Como quem, mesmo distante,
carrega no peito o desejo sincero de regressar ao seu lar.
