So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Se não há nada de novo a dizer sobre um filosofo de antigamente, escrever sobre ele é só uma frescura acadêmica, uma exibição de cultura para fazer currículo. Nunca escrevi sobre Platão porque Paul Friedländer, Eric Voegelin e Giovanni Reale descobriram mais coisas sobre ele do que o meu pobre cérebro conseguiu processar até agora. Mas creio ter descoberto umas coisinhas sobre Aristóteles, Descartes, Maquiavel e Karl Marx.
Não me julguem mal. Já pratiquei o jornalismo -- confesso --, mas foi só porque tinha filhos pequenos para sustentar.
Não alimente tantas expectativas das pessoas, porque no final das contas, cada um só faz o que lhe convém.
A vida não é só de rimas
É muito mais que versos
É uma história cheias de capítulos
Que um dia o Criador do Universo, à passará como um filme diante dos seus olhos.
A escola valoriza mais quem não precisou dela para prosperar. Cora Coralina estudou só três anos, e seu reconhecimento é notório. Logo teremos um alunado honoris causa.
Não perca tempo querendo buscar o futuro antes do tempo. O relógio só marca 1 minuto depois de girar 59 segundos...
Não vivemos só
É de vagar que as coisas se ajeita, as vezes precisa de um empurrãozinho, e vamos lá empurrar pra dar certo ou se ajeitar.
Nunca saberemos quando vamos do outro precisar, mas já sabemos que ninguém não vive só, ninguém mesmo!!
Meu cantinho
Preciso de um cantinho só meu, onde não caiba mais ninguém. Preciso ficar só, só com os meus pensamentos, onde posso refletir tudo sobre a minha vida. E de onde veio os meus ruins momentos. Aquele lugarzinho bem escondidinho, a luz de vela, apenas a porta e sem nenhuma janela.
Eu sou desses
Motorista da minha vida
Não sou esses
Que vai e volta. Minha viagem é só de ida
Eu apareço e desapareço
Mudo e me reinvento
Nascendo e renascendo
Nunca me contento
Eu sou desses bicho do mato
Cheio de gíria e não sei de nada
Gosto de campo e sou um agricultor nato
Eu sou desses da cidade
Gosto da tecnologia e da evolução
Não me importo muito com a idade
Desde que sempre tenha uma revolução
Eu sou desses religiosos
Sempre estou em uma igreja
Do grupo de cristãos rigorosos
De nada adianta viver se não é Deus que você almeja
Eu sou desses pagãos
Faço bruxarias e cultuo os deuses
Os bruxos e bruxas são meus irmãos
E estou nisso a meses
Eu sou a indagação
A pergunta, a dúvida e a questão
Sou a rebeldia fora do padrão
Sou o religioso sem religião
O rico sem um tostão
O popular dançando com a solidão
Eu sou o que dá na telha
Não me prendo em conceitos de lobo e ovelha
Eu formo o meu próprio mundo
Crio conceitos rasos ou muito profundos
E se eu não me contentar, eu destruo
E começo tudo outra vez...
Esperar no Senhor não é só um exercício de paciência e de fé! É ter certeza que Seu tempo e a Sua forma de agir são perfeitas e melhores que as nossas.
No chamado 'debate nacional', a dimensão de verdade e falsidade não existe. Só o instinto grupal de ataque e defesa.
Não idealize um amor... O ideal é amar o real porque assim não há brechas para as decepções... Só se decepciona quem ilusiona, àqueles que vivem do real são mais felizes, pois sabem conviver com a imperfeição do outro e, apesar dos defeitos, sabem que ele (a) foi a sua melhor escolha... A melhor escolha não é a mais perfeita, mas aquela que traz sorriso para dentro da gente, aquela que faz o nosso coração sorrir e o nosso racional acreditar que o amor existe e que vale a pena vivê-lo...
O limbo não é um lugar bonito, mas também não é um lugar feio. É um lugar estático, nele só se resta esperar.
Só olhos lugares que não me cabem
Nem na cordilheira
Nem na Mantiqueira
Um pássaro sem ninho
Uns lugares estranhos no caminho
Um silêncio
Nas colinas
Nas águas termais de Goiás
Na Europa
Na Califórnia
Onde posso me encontrar se eu não tenho lugar?
Eu me vejo e te vejo e penso em onde encaixar
Penso que esse não é meu lugar
Penso que talvez não haja esse lugar
Machu Picchu
Dubai
França
Roma
Portugal será que é lá o meu lugar, será que tudo é só passagem e só nasci pra passar?
Não sei.
Talvez ainda haja um ponto desconhecido para aterrissar
2018
Ir...
Só ir...
Só...
Sozinha...
Solitária, solidária, só.
Mas ir
Não importa a dificuldade, continue.
Só vá
Só faça
Só lute
Só não desanime
Não se incomode pelo que os outros enxergam em você, a sua essência só é compreendida por aqueles que sabem ver além do aparente...
A inveja é o mais dissimulado dos sentimentos humanos, não só por ser o mais desprezível mas porque se compõe, em essência, de um conflito insolúvel entre a aversão a si mesmo e o anseio de autovalorização, de tal modo que a alma, dividida, fala para fora com a voz do orgulho e para dentro com a do desprezo, não logrando jamais aquela unidade de intenção e de tom que evidencia a sinceridade.
[...] A gente confessa ódio, humilhação, medo, ciúme, tristeza, cobiça. Inveja, nunca. A inveja admitida se anularia no ato, transmutando-se em competição franca ou em desistência resignada. A inveja é o único sentimento que se alimenta de sua própria ocultação.
O homem torna-se invejoso quando desiste intimamente dos bens que cobiçava, por acreditar, em segredo, que não os merece. O que lhe dói não é a falta dos bens, mas do mérito. Daí sua compulsão de depreciar esses bens, de destruí-los ou de substituí-los por simulacros miseráveis, fingindo julgá-los mais valiosos que os originais. É precisamente nas dissimulações que a inveja se revela da maneira mais clara.
As formas de dissimulação são muitas, mas a inveja essencial, primordial, tem por objeto os bens espirituais, porque são mais abstratos e impalpáveis, mais aptos a despertar no invejoso aquele sentimento de exclusão irremediável que faz dele, em vida, um condenado do inferno. Riqueza material e poder mundano nunca são tão distantes, tão incompreensíveis, quanto a amizade de Abel com Deus, que leva Caim ao desespero, ou o misterioso dom do gênio criador, que humilha as inteligências medíocres mesmo quando bem sucedidas social e economicamente.
