So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
"Viver apenas por si é a maior pobreza que existe. Quem muda de bom para ruim sem avisar apenas confessa sua fraqueza; o nobre de espírito mantém sua luz para ensinar aos outros que o mundo só melhora quando decidimos ser a cura, e não a distância."
"Muda o chip! Ser uma pessoa melhor é o primeiro passo pra sua vida financeira destravar. O universo não entrega ouro pra mão que só sabe ferir."
Tenho a impressão, cada vez mais nítida, de que o mundo muda em ritmo acelerado, enquanto a capacidade média de raciocinar com profundidade não acompanha essa velocidade. Há progresso técnico, mas pouco avanço na forma como muitas pessoas analisam decisões simples do cotidiano.
Com frequência, necessidades concretas são descartadas não por razões objetivas, mas por ideias futuras ainda não estruturadas. Troca-se o que é real e funcional por projetos que existem apenas como intenção. Visões de longo prazo são importantes, mas não substituem ações mínimas no presente. O que ainda não foi construído não pode cumprir a função daquilo que já é necessário agora.
Chama atenção o modo como o questionamento passou a ser mal recebido. Argumentar de forma lógica, pedir coerência ou exigir critérios tornou-se, para muitos, sinal de confronto, quando deveria ser parte natural de qualquer processo racional. Em vez de diálogo, surgem reações defensivas.
Percebo também uma dificuldade crescente em sustentar pensamento próprio. Muitas ideias são repetidas sem exame, assimiladas por conveniência ou pertencimento. Não se trata de má intenção, mas de ausência de método. Repetir é mais fácil do que pensar; aderir é mais confortável do que avaliar.
O resultado é um empobrecimento do discernimento. Confunde-se convicção com volume, opinião com verdade, intenção com resultado. Falta rigor intelectual — e, sobretudo, disposição para lidar com limites, dados e consequências reais.
Nesse cenário, supervisionar vai além de orientar tarefas. É manter os pés no chão quando o discurso se afasta da realidade. É lembrar que decisões precisam se sustentar em fatos, prazos e condições concretas. E que responsabilidade intelectual não é rigidez, mas respeito à realidade.
Todos nós falamos igual, o que muda é a melodia.
Muda o objetivo, muda o objeto de investigação, muda o público, o ambiente, e muitos pesquisadores ainda insistem em crer que é a mesma epistemologia. [...] Ensinar não é só falar; não é uma palestra de congresso e os alunos não são plateia de especialistas.
"A gente muda, o mundo gira, mas o papel de mãe é o que nos mantém firmes. É na doação diária que a gente se encontra e se renova. Um brinde às pequenas alegrias e aos grandes desafios que só a gente entende. Feliz Dia das Mães!
------ Eliana Angel Wolf
Quinta-feira, 7 de maio
Ter boas atitudes muda mais do que a gente imagina. Um gesto simples, uma palavra dita com carinho, uma ajuda oferecida sem interesse… tudo isso deixa marcas na vida das pessoas. O bem que a gente faz nunca é pequeno. Às vezes, alguém está enfrentando um dia difícil e encontra esperança justamente em uma atitude nossa. No fim, caráter não é o que mostramos quando todos estão olhando, é o que escolhemos fazer mesmo quando ninguém vê. ♥️
Ressaltando Amor
Chega o momento em que tudo muda. Os olhos cansam, a pele enruga, fica flácida, os ossos estalam, as dores aparecem. Surgem os problemas de saúde. Hoje é o seu auge de tudo! E acredite, é muito fácil ser amado no auge. Mas quando a vida para de dar e começa a tirar, será que ainda vai haver amor?
Observo como muda o meu humor, se ontem te amei, hoje sinto pouco e o pouco foi o demais que ouso. Acordo sonolenta e as palavras me dão ressaca se me desnudo na sala de minha casa calada. Pois que me desculpem os versos em vão, se tantas vezes caminho sem direção. Se digo que escrevo a você vislumbro o possível fim e muito mais escrevo a mim. Na pintura de minha face se derramam todas as minhas fases e como um camaleão mudo de cor e me misturo à paisagem. Eis que o sol raiou e é densa sua claridade, no azul do sábado que atravessa a cidade. E se eu amo tanto, também me esqueço verbalmente ao escrever um poema que não mente. O poema tira minhas vestes e encancara o peito que se faz mar celeste ou solo árido do agreste. Eis que é o mesmo sumo e me assusto ao ouvir minhas palavras e por um instante não sinto nada. Fecho as cortinas da sala, pois a ninguém interessa minha madrugada e o ímpeto de desmachá-la e já não sei quando minto ou falo a verdade, se tudo brota no caminho das ambiguidades. No sol ardente encaro a realidade, que muito mais se faz palpável se escrevo e me calo quando se escancara o sábado do passado que se busca na escuta alheia de algo que se assemelha. Busco através das palavras uma expressão que muda conforme minha face, que não ri, nem chora, pois que outrora tudo era mais intensidade, mas o dia concreto busca uma nova necessidade. O amor implacável enfraquece se no calor já mudou o meu humor. E me faça o favor de não acreditar em minhas frases, pois que contrasta o ser que sou e a pessoa que serei. Disso eu bem sei, se palavras passadas me deixam ruborizada e mais busco pássaros em revoada no céu que desconhece estrada. Hoje é dia de viver o hoje e me pergunto como pôde a noite escura se transformar em rima se hoje sigo nova trilha na paisagem que se descortina. Me visto com o meu rosto para evitar qualquer desgosto, se tanto me tenho exposto. Mais eis que são apenas palavras, que pouco dizem do meu ser, se sei fazer escurecer ou amanhecer. A roseira na janela nada espera se a maré se faz em cores amarelas e me pinto de aquarela em cada traço na tela. A poesia se faz como uma necessidade a conter minha intensidade, me abstenho da cidade e minha sala é um ecossistema que se retroalimenta. E minha doçura arde como pimenta na mão que acalenta e me faz e me sustenta. Sou mais que aparência. Eis minha essência.
