So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Quando ganhares uma guerra, não se preocupe com o que a História vai escrever sobre você. Invente a sua própria história.
Quando você pisa em espinho, saiba que Deus pisou primeiro. Não desista desse caminho. Ele escolheu o melhor para você. Suporte a dor.
127.
CONFIDÊNCIA
Há muito tempo eu penso em escrever
E se não o fazia era por desmedido pudor,
De ver desnudos todos meus sentimentos, já
Que de fato, vais me saber e conhecer neste ato,
De imaginar que tu poderás me julgar e criticar,
De entender e aceitar que a tua interpretação
Possa ser bem diferente da minha, até então,
E te confesso que morro de medo dos meus
Tantos segredos expor e de te falar de amor.
De me mostrar como uma pessoa ruim e boa.
Que receio me dá a tua opinião sobre meu livro.
Porque meu livro não foi, não é e jamais será só
O amontoado de ideias e ideais fictícios que acolá
Voavam, ali aterrissaram e aqui se concretizaram.
Meu livro é mais, é a maturação do meu ser e viver.
É a impressão da expressão do que meu ego quis e
O reflexo do que diz minha alma, olhada com calma.
Portanto, avance na leitura do cenário, avante pra
Meu imaginário e lá adiante, bem no fim me fala
Como cúmplice- leitor se gostou de mim, do livro,
Enfim, mas te peço que sejas verdadeiro, já que é
O mínimo legal e leal que posso esperar dum amigo,
Muito prazer por eu poder ter te conhecido, e claro,
Prazer maior e melhor se tu te identificares comigo!
Guria da Gaúcha Poesia
Lavando a Alma,
Página 07
1989
A sensibilidade da alma é grandiosa, eterna;
A alma jamais acaba, ela não;
Sublime, profunda, soberana;
Ela é o querer viver;
É Livre, intensa, profunda, sensível;
Nela encontramos, amomas, cores, sabores, desejos, prazeres;
Lembranças do que aconteceu, e o que não aconteceu;
Nada nos prende nela, não temos limites;
Não encontramos barreras;
Moral, imoral nada existe nela;
Alma imensa, para uma vida curta;
Por isso o conflito;
Por isso o desejo incontrolável;
A dor inacabável da morte;
E o sabor do querer mais sempre;
Pedra que afunda não submerge, assim é a vida. Sentimento de pedra que afunda ou de água que não se altera.
Eu não sou tão amostra por um único motivo:
o que é precioso, tende a ser salvaguardado...
(dados arqueológicos)
