So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
E se os seres humanos não fossem apenas uma criação de Deus, mas partes literais dele?
E se, ao criar os primeiros humanos, Deus tivesse dividido uma parte da sua própria essência para dar origem a seres verdadeiramente conscientes e independentes? Talvez quisesse testar a sua criação, observar o universo através de outras perspetivas, ter companhia ou simplesmente deixar de existir sozinho. Mas e se não tivesse previsto completamente as consequências dessa decisão?
E se cada novo ser humano precisasse de receber uma pequena parte dessa essência divina? Quanto mais a humanidade crescesse, mais fragmentada ficaria a força de Deus. O seu poder continuaria a existir, mas estaria distribuído por milhares de milhões de pessoas incapazes de agir como uma só consciência. Deus não teria desaparecido, mas estaria progressivamente mais fraco enquanto entidade individual.
E se os animais tivessem sido uma experiência anterior, criada com fragmentos menores ou sem a mesma liberdade e consciência? E se os dinossauros tivessem sido uma das primeiras criações a crescer para além do equilíbrio esperado? Talvez Deus tenha permitido que dominassem o planeta durante milhões de anos, até perceber que já não conseguia controlar a sua expansão e teve de recorrer a uma solução extrema para recomeçar.
E se os humanos fossem a tentativa seguinte? Seres fisicamente mais pequenos, frágeis e com vidas mais curtas, que aparentemente seriam mais fáceis de controlar. No entanto, Deus teria subestimado a inteligência, a capacidade de adaptação e a velocidade de reprodução da humanidade. Com a agricultura, a medicina e a tecnologia, os humanos começaram a ultrapassar quase todos os limites naturais, tal como os dinossauros tinham feito, mas de uma forma muito mais rápida e difícil de travar.
Nesse caso, e se aquilo a que chamamos “mal”, como doenças, catástrofes, epidemias e outros acontecimentos destrutivos, não fosse apenas castigo ou crueldade? E se fossem tentativas cada vez mais imperfeitas de abrandar o crescimento humano e recuperar parte da força divina? Ou, pelo contrário, e se essas tragédias fossem consequências involuntárias do enfraquecimento de Deus, que já não teria poder suficiente para manter o mundo completamente estável?
E se Deus já não conseguisse controlar com precisão aquilo que criou? Talvez apenas fosse capaz de influenciar forças naturais, originando acontecimentos demasiado grandes e indiscriminados. Isso explicaria por que motivo as catástrofes não atingem apenas pessoas consideradas más e também destroem vidas inocentes. Não seriam julgamentos perfeitos, mas ações desesperadas de uma entidade que está a perder o controlo.
Mas o que acontece à parte divina de uma pessoa quando ela morre? Regressa a Deus, fortalecendo-o novamente, ou permanece separada para sempre? Se regressar, talvez a vida e a morte façam parte de um ciclo de distribuição e recuperação de energia. Se não regressar, então cada nascimento aproximaria Deus de uma fragmentação definitiva.
E se Deus não puder simplesmente eliminar a humanidade porque isso significaria destruir partes de si próprio? Talvez tente apenas limitar o nosso crescimento, esperando que encontremos equilíbrio antes que a sua consciência original desapareça por completo.
E se a razão pela qual Deus parece silencioso não for a sua ausência, mas o facto de já não estar concentrado num único lugar? Talvez Deus esteja presente em cada consciência humana, observando o mundo através dos nossos olhos, sentindo através das nossas emoções e agindo através das nossas escolhas, mas sem conseguir reunir todas essas experiências numa única vontade.
E se os nossos impulsos para criar, proteger, amar, conquistar e destruir forem manifestações diferentes dessa mesma entidade fragmentada? Talvez o conflito humano seja, literalmente, Deus em conflito consigo próprio.
Nesse cenário, será que a humanidade está lentamente a destruir Deus, ou está a transformar-se numa nova forma dele? E se o verdadeiro objetivo não for obedecer a uma entidade exterior, mas aprender a unir as partes distribuídas por todos nós? Talvez Deus esteja cada vez mais fraco enquanto ser individual, mas possa tornar-se novamente poderoso se a humanidade algum dia conseguir agir como uma consciência coletiva.
E se Deus nos criou para ter companhia, mas acabou dividido entre todos nós? E se agora estiver à espera que as suas próprias partes percebam aquilo que são e encontrem uma forma de voltar a unir-se?
O cansaço de esperar e não ver acontecer, vai te dar sinal de que você precisa agir, mas a razão vai te mostrar as consequências de não esperar mais um pouco.
Criticam sem propriedade e falam do que não sabem, mas quando perdem a oportunidade de ouro de ter alguém de valor por perto, descobrem tarde demais que o erro estava na própria arrogância.
O tempo é como um amigo que acaricia nossos cabelos enquanto nos ouve, mas que, ainda não pode fazer com que nosso sorriso prevaleça sobre a dor.
Amor da minha vida
Amor da minha vida,
por que me deixou partir?
Agora aqui sozinha
não consigo mais sorrir.
a insônia insiste em surgir.
No silêncio da noite fria,
minha alma quer se esconder,
mas o vazio que você deixou
não me deixa mais esquecer.
Amor da minha vida,
minha mais triste despedida,
chega a noite
toda noite
insônia me convence que a força do amor nem sempre vence.
A LUZ DA CARIDADE.
A caridade é a luz que não se extingue. Não se limita ao gesto que ampara o corpo cansado diante das necessidades materiais; é, sobretudo, o sopro divino que reconforta a alma quando ela atravessa as sombras da aflição e do desânimo.
Na grande oficina da existência, onde cada criatura constrói, dia após dia, os valores que levará consigo, a caridade se apresenta como a chama que orienta os passos, a lâmpada silenciosa que rompe a noite moral e revela caminhos de fraternidade.
Aquele que já experimentou a dor aprende a reconhecer a dor alheia. Pelas marcas deixadas em seu próprio coração, compreende que todo ser humano, mesmo quando aparenta força e segurança, pode carregar conflitos ocultos, lágrimas não reveladas e necessidades que os olhos apressados não percebem.
É desse entendimento profundo que nasce a verdadeira caridade: não como uma obrigação fria, mas como uma manifestação natural da solidariedade entre Espíritos que caminham juntos na busca da evolução.
A caridade é uma das mais elevadas formas de compreensão da alma humana. Ela penetra os recantos da consciência, ameniza sofrimentos silenciosos, restaura a confiança e devolve esperança àqueles que se encontram vencidos pelas circunstâncias.
Quando estendemos a mão ao caído, não apenas oferecemos auxílio momentâneo; recordamos-lhe que sua existência possui valor, que nenhuma dificuldade é definitiva e que a vida sempre guarda possibilidades de renovação.
Caridade não é simplesmente entregar aquilo que nos sobra. É oferecer presença, compreensão e amor. Muitas vezes, uma palavra fraterna, uma escuta paciente ou um olhar de respeito representam recursos preciosos capazes de transformar uma vida.
A verdadeira caridade dissolve o egoísmo, combate os preconceitos e educa o coração para a humildade. Ela é o exercício silencioso da fraternidade, a demonstração concreta de que o amor deixa de ser apenas sentimento quando se transforma em ação.
Se o amor é o sol que ilumina as almas, a caridade é o seu movimento no mundo. É o amor que se aproxima, que serve, que consola e que traduz a beleza invisível dos sentimentos elevados em gestos reais de auxílio.
Quem pratica a caridade percebe que algo também se transforma dentro de si. Ao aliviar a dor do próximo, amplia a própria sensibilidade; ao acender uma claridade no caminho de alguém, também afasta as próprias sombras interiores.
A caridade é a filosofia que se realiza no cotidiano, a poesia viva do coração e a expressão do Espírito que aprende a elevar-se acima das limitações do ego.
Quando a humanidade compreender que cada ato de amor representa uma semente de eternidade, a Terra se aproximará, gradativamente, daquilo que Jesus ensinou: uma comunidade de irmãos unidos pela compreensão, pela misericórdia e pela paz.
A LUZ QUE SE REVELA NO ATO DE AMAR.
Em uma pequena cidade do interior vivia uma mulher simples, cuja existência era dedicada ao trabalho humilde e ao cuidado de seus filhos. Possuía poucos recursos materiais, mas guardava dentro de si uma riqueza que nenhuma dificuldade poderia retirar: um coração disposto a servir.
Apesar das privações, jamais permitia que a amargura dominasse seus sentimentos. Sempre encontrava uma palavra amiga e um gesto de auxílio para aqueles que enfrentavam necessidades ainda maiores que as suas.
Certa tarde, durante um inverno rigoroso, quando o frio castigava os caminhos e as casas humildes buscavam preservar algum calor, alguém bateu à sua porta. Era um viajante cansado, com o rosto marcado pelo sofrimento e pela longa caminhada.
Ela tinha pouco. O alimento reservado para os filhos era limitado, mas a compaixão falou mais alto que o medo da escassez. Dividiu o pão que possuía e ofereceu abrigo, calor e acolhimento.
As crianças, surpreendidas, perguntaram:
— Mãe, por que repartes aquilo que talvez nos faça falta amanhã?
Com serenidade, respondeu:
— Meus filhos, aquilo que é oferecido com amor nunca se perde. O bem que realizamos permanece conosco, porque a verdadeira riqueza nasce no coração.
Naquela noite, diante da simplicidade do lar, ela elevou uma prece silenciosa:
“Senhor, se minhas mãos não possuem grandes recursos, concede-me a alegria de nunca fechar o coração diante daquele que sofre. Que minha existência seja pequena luz para quem atravessa a escuridão.”
Ao partir no dia seguinte, o viajante levou consigo mais do que o alimento recebido. Levou a certeza de que ainda existem corações capazes de acolher, mesmo quando a própria vida lhes apresenta dificuldades.
Mais tarde, pelas circunstâncias da existência, retornaria para auxiliar aquela família, reconhecendo que a caridade recebida havia sido uma das mais belas expressões do amor que encontrara em sua caminhada.
A verdadeira grandeza humana, portanto, não se encontra nas posses, no reconhecimento público ou nas conquistas passageiras. Ela nasce no silêncio das almas que sabem oferecer sem exigir recompensa, compreender sem julgar e amar sem impor condições.
A caridade é o sol da vida moral. Quem a pratica pode permanecer desconhecido diante do mundo, mas jamais estará esquecido diante da Justiça Divina.
As sementes plantadas pelo amor retornam em forma de paz, crescimento espiritual e luz, porque todo gesto sincero de fraternidade representa uma aproximação do homem com a essência do próprio Evangelho.
Também retirei o “A Lâmpada da Caridade II” e o título final, pois quebravam a unidade do texto e davam a impressão de repetição.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Não existe falta de tempo, o que existe mesmo é falta de interesse! Pois quando agente quer algo: segunda-feira torna sexta-feira, 1+1= 11, o feio torna bonito, o Ateu torna crente!
Ostentar corpo e uma boa vida apenas não basta! Ostentem diplomas, certificados, isso também as pessoas querem ver!!
"Lucidez não é perfeição; é permitir que o amor de Deus ilumine nossos passos e conduza nossa alma por caminhos que nos aproximem do bem."
