So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Ei moço... Não, eu nunca disse que você precisava ser perfeito pra eu te amar. Não exigi seu currículo, nem um book profissional. Não pedi teu endereço, nem árvore genealógica e muito menos sua conta bancária. Só pedi para você ser você mesmo e que, se me amar, me ame de verdade. Não precisa ser na mesma proporção que te amo. Amar não é trocar algo. Amar é doar-se. Mas , ao se doar, que se doe por inteiro. Não gosto de metades. Aliás, a única metade que eu gosto é você, pois sem ti eu jamais seria completa.
Se não for para ser verdadeiro, não mascare a realidade. Melhor se entregar, viver, amar ou sofrer, por inteiro, do que ser feliz, só pela metade.
Que nas diferenças nasça o respeito. Sem respeito não há verdade. Sem verdade não há amor. E que o AMOR prevaleça sempre.
Se amar em primeiro lugar não é egoísmo, é preservação. Em um mundo, de "amores efêmeros", quem cultiva o amor-próprio nunca permitirá que vazios habitem em seu coração.
E quando você reconhece que chegou a hora de mudar os planos, tentar não cometer mais enganos, partir e não olhar para trás, você não andará mais sozinho, vazia não será a tua bagagem, maturidade será o teu caminho e o amor próprio, companheiro de viagem.
Ei, moça, me ouça, com chuva ou não, nublado ou não, o sol sempre estará lá. Então me surpreenda, se surpreenda, e em meio a escuridão, viva e permita a sua luz brilhar.
E vê se não esquece: se você demora, não se faz agora, permite-se EM-TARDE-SER, vem outro alguém e me amanhece.
Deletando o 'e se' da minha vida. Adotando o 'apesar de'. Não se vive de suposições e sim, de superações... Apesar de...
E apesar das minhas fraquezas, tenha certeza, eu não paro, eu não me canso, eu não desisto dos meus sonhos, por isso, eu insisto e avanço.
A vida é um campo de semeadura. Se não gostas do que colhes, analise as sementes que estás plantando.
Não sei se escrevo, nessas linhas tortas, para ti, ou se me leio no que te escrevo. Não importa as interrogações, preciso expor esse sentimento que transborda em palavras e como a única ação que me é possível, nesse momento, é escrever, sigo escrevendo. Minhas palavras parecem não ter um contexto, me perco no texto, sentimentos soltos, suspiros avulsos, verdades que, sem ti, se tornam falsas, paradoxos, minha mentira real. E em cada palavra, desabrochada, no papel, vou te decorando e me relendo, tentando te aprender e me encontrar, enquanto me desaprendo e me perco em ti.
