So Nao Muda de Ideias que Nao as tem

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⁠Nem sempre escrevo o que vivo em mim. Escrevo para aprender, aprender como eu não devo ser.
Nildinha Freitas

A vida não é um caminho fixo.
Não é uma estrada reta,
um plano perfeito — não é.
Às vezes, você acha que está tudo certo,
que está tudo bem,
e tudo muda.
Às vezes, você acha que está tudo ruim,
que está tudo errado,
e tudo melhora.
A vida não é uma reta o tempo inteiro.
Viver é atravessar desertos íntimos.

Nildinha Freitas

Talvez seja o sentimento de culpa o que mais pese sobre os ombros de todos aqueles que não conseguem se ver com olhos de amor.
Não que você tenha culpa. Não que eu tenha culpa.
É que as pessoas vão dizendo que a gente errou, errou, errou, e nem sempre foi assim.
O primeiro amor que você deve ter é o amor por você mesmo.
Se você mudar o olhar, se sair de dentro e olhar para si de longe, vai se apaixonar, com certeza, pelo ser humano que você é.
Se, por acaso, você não se apaixonar, se sentir vergonha daquilo que está sendo no mundo, está na hora de repensar.
E, quem sabe, ainda dê tempo de ser melhor.


Nildinha Freitas.

Reconheço


Às vezes, eu não queria ser assim. Não, não, eu não queria.
Eu não queria carregar comigo o peso de tentar ser a mãe do mundo, quando eu não consegui sequer ser mãe direito daquela que eu gerei em meu próprio ventre.
Falhei diversas vezes. Fui até incoerente.


O peso de ser mãe é maior que o peso de um universo carregado nas costas.
A palavra parece simples, mas traz consigo uma responsabilidade que ninguém imagina.
Nem eu.


Mas a maternidade do mundo não é minha.
Não me pertence.
Eu não sou a mãe do mundo todo.
E, finalmente, eu reconheço:
essa não é a minha responsabilidade.
Não é minha.
E eu não preciso sofrer por isso.
Nildinha Freitas

Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer.
Eu escrevi esse poema para você, para você não esquecer quem é.
Para você se olhar no espelho e ver como é grande essa mulher.
Eu escrevi esse poema para você, para quando você pensar em desistir,
em sair do caminho que teve que chegar até aqui.
Eu escrevi esse poema para você, eu vim só para te dizer.
Em meio a prosa, poesia, em versos curtos, brancos,
sejam eles de que forma são, ou foram, ou serão,
eu escrevi esse poema para você,
para você nunca se esquecer que você é amor. É coração.


Nildinha Freitas

Domingo é a ressaca moral dos dias: não serve pra nada além de lembrar que amanhã dói.”

Ainda que os espinhos da vida tentarem te machucar,
lembre-se que nao existe viroria sem luta, assim
como nao alcançamos nada sem nenhum sacrificio.
Lembre-se da sabedoria da agua, ela apenas contorna
seus obstaculos.

O Homem Vitruviano não é uma obra finalizada.
Da Vinci deixou apenas a estrutura — o esqueleto simbólico que une três grandes forças da existência:


- Arte (expressão)
- Ciência (observação)
- Filosofia (sentido)


Séculos depois, surge a quarta força capaz de integrá-las:


Tecnologia — o elo entre o humano, o mundo físico e o digital.


Cada geração acrescenta o que compreende.
Da Vinci abriu o espaço.
Nós continuamos o desenho.

O ser humano parece ter um animal selvagem dentro dele, que quer sair pra fora o tempo todo. Se não o domesticarmos ele sairá por fora e fará mal a muita gente. Esse animal ferroz são os nossos defeitos e todo comportamento que não agradam aos outros.

Certas coisas se não vivecemos não saberíamos como é.

O derrotado não é aquele que cai
Mas sim aquele que desiste do seu objetivo.

Não é a riqueza e nem a pobreza o meu altar,
o sábio não prega a miséria, nem idolatra o luxo.


Vaidade é o culto, do bolso cheio ou da falta de pão, só em Deus a alma encontra a salvação.


Não sou inimigo de Deus, busco sempre entender, que no mistério do Senhor está o viver.

A solução não é a luta de classes, mas a fé, no poder que transforma o que é, o que será e o que se crê.

Mas tu és o que és!
Até quando irei sonhar com o que não é?
Eu ainda me preocupo demais,
Mas eu preciso sentir paz.


És misteriosa,
És ardilosa.
És uma cobra venenosa...

Temi não te encontrar,
Talvez, se eu não fosse rápido, não veria você chegar.


A ansiedade pra te ver, mesmo que distante,
Me fez correr na noite como um errante.

Você não me merece,
Vê se me esquece.


Não merece meu amor,
Não merece meu rancor.


Não merece um parceiro,
Nem um amigo verdadeiro.

Havia uma mulher que vivia sobre um palco. Ela não caminhava pelas ruas da alma alheia como quem busca encontros, mas como quem encena. Seus gestos não eram diálogos, eram ensaios.


Suas palavras vinham com pausas medidas, silêncios calculados e olhares coreografados. Vivia para ser vista, não para ver. Queria aplauso, não presença.


Precisava de plateia, não de vínculo.

O problema é que alguns atores não sabem mais sair de cena. Estão tão habituados à encenação que o palco virou identidade.


E quem espera por autenticidade, sangra em silêncio na plateia.

Nas entrelinhas me ensinou, Que amor em ti jamais brotou. “Sou livre, faço o que quiser, Não fico presa a um qualquer.”


Baixei minhas armas por amor, Falei de mim, mostrei minha dor. Você sorriu, tão desprendida. Pensei que eras minha flor querida.

Você não soube me amar,
Você não soube me guardar.
Perdeu por não querer me abraçar,
Deixou eu com os braços vazio a te chamar.