So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Apanhei, apanhei sempre. E não aprendi nunca.Vou morrer sim, brigando. Mas sem abaixar a cabeça.
Hoje eu adoro falar. E falo demais, sobre todos os assuntos. Principalmente quando não devo, quando não querem. Só depois eu vou lembrar que devo ter falado besteira. Mas não ligo, não. Falo mesmo, me contradigo.
Amanhã... Amanhã sou tímida demais pra falar qualquer coisa. Não tenho assunto, sabe como é. Prefiro ficar quieta. Faz bem perceber que minha opinião não teria encaixado bem no momento. É, melhor ficar no meu canto.
Eu, diferente? Loucura da sua cabeça. Eu tô igualzinha, querido, só não tô a fim de falar.
Que gostavam de estar assim, agora, sós, donos de suas próprias vidas. Embora, isso não disseram, não soubessem o que fazer com elas.
Ousar é enfrentar o medo de cair, não ousar é despencar do último andar e ainda achar melhor que correr o risco.
Certas coisas que não consigo dizer.
Como definir o indefinível, se tudo o que sinto não pode
ser expressado com palavras?
Como falar sobre algo que faz meu coração bater descompassado,
Que traz ao meu rosto aquela cara de bobo apaixonado,
Simplesmente por me lembrar de seu lindo rosto.
Tento me conter, mas às vezes me pego pensando em você,
Pensando em como seria bom estar contigo e ter o poder de parar o tempo para que
Esses momentos perdurassem para sempre.
E, mesmo assim, não conseguiria definir meu sentimento por ti,
Não conseguiria dizer se gosto, se estou apaixonado ou se te amo,
Pois realmente algo de bom acontece dentro de mim quando lembro-me de você.
Quero sempre tê-la em meus braços, acariciar seu corpo delicadamente,
E beijá-la bem devagar.
Quero me embriagar com seus carinhos, me deleitar no calor de seu corpo,
E navegar no profundo mar do seu olhar, que me hipnotiza e me leva a um labirinto,
No qual não me preocupo em achar a saída.
Então, ao pensar sobre estas coisas, percebi que te amo, pois quem ama não consegue
Dizer o que sente, porque o amor foge de qualquer possível explicação.
(...)Não sei se agradeço por isso. Ou se te culpo por me tirar a vontade de lutar por alguma coisa. Também não sei se isso é relevante. Talvez seja só uma maneira de me desculpar por ter desistido de nós dois também.
Há uma distância enorme entre eu e as pessoas. Estou chegando de experiências que elas não tiveram - e eu não estou sabendo o que elas viveram nesse tempo que fiquei fora. E difícil, difícil. Como começar tudo de novo. Até reencontrar os pontos de contato, leva tempo. Entre eu e as pessoas. Entre eu e a terra. Entre mim e eu.
Também já não tenho aquelas queixas infantis, na base do “tudo dá errado pra mim”, ou autopunições como “eu sou uma besta, faço tudo errado”.
Frequentemente gastamos muito tempo tentando consertar o que fizemos no passado, mas não percebemos que a vida continua acontecendo, porque esquecemos o quanto ainda temos para viver
