So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Uma simples História
Sozinho no mundo
navegando pela madrugada
ouvindo o som
que rolava na calada
Silêncio da natureza
uma mão me estendia
grande e tenebrosa
uma voz me dizia
Vem comigo
não fuja do perigo
humildade é coragem
é tudo que a gente tem
outro dia
você pode acordar
com os olhos arregalados
você pode não mais voltar
Se liga, acorda agora
Deus está em toda hora
Mas não se entregue
ao mundo do crime
se entregue a Deus
e não se reprime
Eu vou sozinho?
Não, Deus está comigo
com ele eu vou
com coragem e sem perigo
Ter medo de que
se você está com Deus
com ele os poderes
do bem são seus
Ontem andei sozinho
mas hoje ando sóbrio
o que fazer
se na sua alma só tem ódio
Agora vem me falar
que ouvidos eu vou ter
me fala os teus medos
que eu vou te entender
Esse homem humilde
eu não conhecia
mas sem medo de nada
a mão estendia
Quando a pessoa é boa
voccê reconhece
se está com frio
ele vem e te aquece
Sem vergonha
ele vem me falar
uma história amigo
eu tenho pra contar
Você está aí
pensa que tudo acabou
levanta daí
que apenas começou
Sua mente
está fraca e fria
sem neurônios
que a droga consumia
Eu vou contar uma história
e preste atenção
coloque pra fora
seu ódio do coração
A história é sobre mim
e o que que tem?
vai perder a vergonha
e me contar a sua também
Saia das drogas
pare de beber
não fume mais
pois você vai morrer
Morava na roça
não tinha ninguém
meus pais e irmãos
não me amavam também
Vinha uns caras mal encarados
saimos dali pra não sermos abusados
Nós fomos para um banco de praça
não entendia porque esse cara dava conselhos de graça
Desconfiei nos conselhos
que ele me dava
pois coisa boa
eu sempre pagava
Já era 2 da manhã
os conselhos nunca terminavam
pois nessas histórias
eu não acreditava
Ele insistia
pra eu continuar
pegar um livro
e começar a estudar
Não vou pegar livro!
porque estudo eu já tenho
ele façava que era
pra almentar meu desempenho
Melhor ainda
ele me dizia
só pedir dinheiro
era o que eu fazia
Depois de um tempo
ele foi embora
mas me pediu
que eu passasse na escola
E uma frase
ele deixou
e na minha cabeça
o recado ficou
Ele estava la na frente
quando parou
e olhando para mim
ele então voltou
Me falou que seu trabalho
já estava terminado
eu falava
que nada tinha adiantado
Saiu sorrindo
com a cabeça levantada
e eu levantei
com a cabeça abaixada
Fique pensando
do estudo que ele me falou
passei pela escola
que ele estudou
Fiquei meio nervoso
e resolvi entrar
o diretor perguntou
com quem eu queria estar
Mensionei o nome
daquele rapaz
ele disse que ali
não trabalhava mais
Trabalhava?
eu então perguntei
se foi isso mesmo
o que eu escutei
Disse que aquele cara
tinha morrido
mas como?
se ontem ele estava comigo
Deu uma risada
mas saiu meio sem graça
eu falei que tinha
visto ele na praça
Saí daquela escola
com o recado na memória
sem ter pra onde ir
eu fui embora
Mas fazer o que
quando amigos a gente não tem
e para ourtras pessoas
amigos vão e vem
E então uma agonia me bateu
e fui fazer o recado que ele me deu
Já era meio dia
e estava com fome
lembrei dele
mas ele aparece e some
Foi então que
eu resolvi trabalhar
naquela escola
eu resolvi voltar
Uma funcionária da escola
comigo veio falar
e eu perguntei se ela
tinha emprego pra dar
Ela disse:
Vou ver o que posso fazer!
chamou o diretor
para me conhecer
Veio ele então
com a cara fechada
juro que pensei irmão
Lá vem cagada
Mas um sorriso abriu
de mim ele se lembrou
me deu o emprego
e de mim se orgulhou
Anos se passaram
e um dia atravessando a esquina
vi uma luz forte
e escutei uma buzina
Acordei depois
estava eu no hospital
no auge da minha vida
lembrei uma moral
A vida foi feita
pra ser explorada
e não pedir esmola
parado na calçada
Tudo ficou branco
e o homem eu encontrei
disse ele feliz
que bom que fez o que falei
Sumiu outra vez
e não perguntei o seu nome
não importava mais
pra mim Deus era aquele homem!
A única dor viril é a dor do amor, a única lágrima heróica é a lágrima do amor, a única divina covardia é a covardia da fragilidade do amor.
Ah! tanto se escorrega numa casca de laranja como numa folha de rosa! O coração endoidece com a cabeça. O amor faz de um homem um santo ou um diabo...
AO PERDER A TI
Ao perder a ti, tu e eu perdemos
Eu, porque tu eras o que eu mais amava
E tu, porque eu era o que te amava mais
Contudo, de nós dois, tu perdeste muito mais que eu...
Porque eu poderei – quem sabe – amar outra como amava a ti
Mas a ti, com certeza, não te amarão como te amava eu!
Meu Mundo
Viver de imaginação
As vezes se torna bem melhor
Porque muitas vezes a realidade
É pior, e dói!
Agora o coração
Acostumou a solidão
E eu me perco aqui
Em um mundo de ilusão.
É o meu mundo
Meu jeito de viver
As coisas se tornam mais fáceis
Mas jamais posso esquecer
De se feliz!
Levo a vida como sempre quis!
Menino Amor
Menino sem jeito,
Sem raça, sem cor.
Menino sem cura
Chamado Amor.
Menino que pega,
Amarra e não solta.
Menino que fere,
Que é alegre,
Que quando vai, não volta.
Menino grande,
Maduro, bonito.
Menino procurado,
E quando encontrado,
As vezes maldito!
“AVO RAINHA”
Ao topo da serra da Borborema,
Encravada no meio de tantas belezas
Formosa está eu.
Gentil, pacata e hospitaleira.
Aberta aos que me visitam
Com orgulho a recebê-los.
Amando-os, mesmo sem os conhece-los.
Sempre sou correspondida,
Por aqueles que me visitam.
Todos se apaixonam por minhas belezas.
Amo a todos e sou amada por todos.
Que mais? Para ter orgulho de rainha.
Sou Veneza paraibana
A natureza assim me fez.
Bela hostil e hospitaleira.
Com honradez ostento a coroa
Da paz, da fraternidade e harmonia.
De rainha do Vale do Sabgy
Amo tanto o sabugy,
Do pedestal de rainha.
Sinto-me mão ou mesmo avó
Daquelas que se desgarraram
Pra terem suas próprias belezas.
'ENVELHECER é sentir que se desgasta,ver que os cabelos embranquecem,apele enruga...o corpo curva...os entes queridos se vão e, apesar de tudo,aceita a realidade sem constrangimento,sem tristeza nem decepção."
" ENVELHECER é aceitar a solidão para melhor sonhar,ou,silenciosamente,poder rezar,ou até mesmo cochilar..."
"ENVELHECER é voltar a ser criança e deixar-se,às vezes,ser governada...e ainda,infantilmente,também teimar!"
" ENVELHECER é desapegar-se de tudo e estar em constante despedida, pronta para o adeus...e,embalada pela esperança de encontrar,além,os que lhe antecederam na morte e mesmo sentindo saudades da vida,dispor-se ao encontro com Deus."
Te darei flores.
Sempre planejei fazer isto.
Tão simples:
de manhã acordar displicente
e começar a colher flores
sob a cama...
Ir tirando buquês de rosas, margaridas,
vasos de íris, orquídeas, que estão desabrochando e,
uma a uma, de flores ir te acumulando.
E amanhecendo dirás:
o amado hoje esta mel puro,
meu amor aflorou e está me perfumando.
ESSA NEGRA FULÔ
Ora, se deu que chegou
(isso já faz muito tempo)
no banguê dum meu avô
uma negra bonitinha
chamada negra Fulô.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
— Vai forrar a minha cama,
pentear os meus cabelos,
vem ajudar a tirar
a minha roupa, Fulô!
Essa negra Fulô!
Essa negrinha Fulô
ficou logo pra mucama,
para vigiar a Sinhá
pra engomar pro Sinhô!
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
vem me ajudar, ó Fulô,
vem abanar o meu corpo
que eu estou suada, Fulô!
vem coçar minha coceira,
vem me catar cafuné,
vem balançar minha rede,
vem me contar uma história,
que eu estou com sono, Fulô!
Essa negra Fulô!
“Era um dia uma princesa
que vivia num castelo
que possuía um vestido
com os peixinhos do mar.
Entrou na perna dum pato
saiu na perna dum pinto
o Rei-Sinhô me mandou
que vos contasse mais cinco.”
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
Vai botar para dormir
esses meninos, Fulô!
“Minha mãe me penteou
minha madrasta me enterrou
pelos figos da figueira
que o Sabiá beliscou.”
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Fulô? Ó Fulô?
(Era a fala da Sinhá
chamando a Negra Fulô.)
Cadê meu frasco de cheiro
que teu Sinhô me mandou?
— Ah! foi você que roubou!
Ah! foi você que roubou!
O Sinhô foi ver a negra
levar couro do feitor.
A negra tirou a roupa.
O Sinhô disse: Fulô!
(A vista se escureceu
que nem a negra Fulô.)
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
Cadê meu lenço de rendas
cadê meu cinto, meu broche,
cadê meu terço de ouro
que teu Sinhô me mandou?
Ah! foi você que roubou.
Ah! foi você que roubou.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
O Sinhô foi açoitar
sozinho a negra Fulô.
A negra tirou a saia
e tirou o cabeção,
de dentro dele pulou
nuinha a negra Fulô
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
Cadê, cadê teu Sinhô
que nosso Senhor me mandou?
Ah! foi você que roubou,
foi você, negra Fulô?
Essa negra Fulô!
Gostaria de inovar, de ser diferente.
Gostaria do universo em minhas mãos, para poder me transportar a qualquer momento para qualquer lugar.
Gostaria de ter você pra mim, fazer você se interessar, te fazer gostar do que eu gosto, das maneiras mais sensatas. Te fazer ouvir o mundo de uma forma diferente, exatamente a mesma que nunca ouvimos.
Não gostaria de te ensinar a se arrepender, apenas deixar você mesmo enxergar o certo e o errado, e dessas fazer suas próprias conclusões.
Gostaria de mudar o passado para o futuro ser bem melhor, ser dona do tepo e suas tempestades, dos outonos e primaveras.
Gostaria de abolir o infinito, deixar o finito mais próximo, da maneira que qualquer um possa mudar seu tempo de chegada e exatamente a sua hora de partida.
Entendi que ser dona de opniões nada vale, ter seus próprios conceitos te consola, manipular pessoas te da prazer, ser manipulado gera dúvidas, viver em um mundo só seu te isola, viver para os outros cansa, deixar acontecer pode demorar, ter calma é a prática de saber esperar, modificar o seu destino é coragem, passar uma imagem é a sua realidade alheia, ser educado é o minimo que se faz, virar dono do universo é sonho ...
Querer nem sempre é poder!
