So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Eu fico triste por ele
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Ele precisa se encontrar dentro de si mesmo
[19/3 13:11] Alinny de Mello: Espero que algum dia, ele reflita e seja novamente aquele menino que um dia eu conheci aqui
[19/3 13:12] Alinny de Mello: Não culpo ele, a infância molda todos de uma forma diferente.
[19/3 13:12] Alinny de Mello: Os traumas, a violência, os genes dos genitores...
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Tudo isso faz um trabalho louco em quem está crescendo
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Nós surgimos de conflitos muito dolorosos
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Os meus ovários policisticos, o médico disse que tenho devido a minha infância difícil
[19/3 13:13] Alinny de Mello: Disse que toda mulher que passou por grandes traumas na infância
[19/3 13:13] Alinny de Mello: E adolescência
[19/3 13:14] Alinny de Mello: Tem ovário policistico
[19/3/2026 11:01] Alinny de Mello: Que lindo
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Fico feliz
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Por você
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ontem fui tirar os pontos
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ainda bem que o enfermeiro fez de tudo para eu nem sentir dor
[19/3 11:01] Alinny de Mello: Ótimo profissional
[18/3/2026 15:37] Alinny de Mello: Acabaram de me levar no postinho pra tirar os pontos
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Agora é total repouso
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Pra sarar novamente
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Daqui há 3 meses
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Vou estar legal
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Se Deus permitir
[18/3 15:37] Alinny de Mello: 🙏😊
[18/3 15:37] Alinny de Mello: Espero que você esteja bem, te amo muito
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Agora, depois da segunda vez, é necessário rompimento.
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Independente dos sentimentos
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Eu gosto de escrever
[19/3 15:15] Alinny de Mello: Então serviria para as minhas inspirações melancólicas
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Aprendi que ninguém precisa de ninguém para ser feliz.
O outro precisa nos encontrar feliz, para ser apenas o complemento.
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Não devemos colocar todas as nossas cartas, nas mãos de outro humano
[19/3 15:07] Alinny de Mello: Todos somos errantes
[19/3 15:09] Alinny de Mello: Eu demorei muito para entender isso. Mas, quem ainda não sabe o que é felicidade, acha que precisa de outra pessoa, para fazer ela feliz. Quando na verdade, nós podemos já ser felizes com todas as nossas nuances.
Em 2026 eu renasci. Um renascimento saudável, consciente. Os desafios dos últimos três anos me ensinaram muito e mostraram que ainda estou no campo de batalha, aprendendo, resistindo e seguindo em frente. Mas agora carrego algo diferente dentro de mim: a certeza tranquila de que, passo a passo, tudo vai se ajustar e ficar bem.
Colecionar memórias é a forma mais bonita de viver. A vida é boa demais para passar despercebida, então eu escolho guardar momentos: risadas simples, conversas inesperadas, pequenos instantes que aquecem o coração. No fim, são essas lembranças que contam a verdadeira história de quem somos e do caminho que percorremos.
Nenhum ressentimento. Um dia era prova de português, na esquina da escola, a tal raider que eu usava, quebrou. Eu fui descalça mesmo assim. Enfrentei a fila do pátio, para entrar na classe, todos me olhavam e riam. Eu não voltei para casa, lá não tinha nenhuma outra sandália para eu calçar. Nem minha mãe tinha dinheiro para comprar. Ela quebrava pedra brita o dia inteiro, para ganhar 0,50 centavos por lata. Mal dava pra comprar arroz que era também na época, 0,50 centavos o quilo. Eu nunca reclamei, eu sentia vergonha? sentia. Mas desde aquela época, sempre soube que nunca seria fácil.
Minha mãe, tinha uma vida difícil, filha de pais alcoólatras, casou com meu pai que sempre foi violento com ela, ela nunca estudou.
Na escola ela disse que chegou a ir, mas como precisava cuidar dos irmãos menores e ir para a roça trabalhar, ela parou, porque ela disse também que as mãos dela todos os dias voltavam vermelhas, porque era época da palmatória, e ela disse que doía muito, já era judiada pela vida e não ia para a escola mais, que ao invés de aprender, estava sendo espancada e torturada pela professora dela, na época. Então, hoje ela tem 55 anos. Perdeu todos os resguardos dos 5 filhos que teve, inclusive o pai dela obrigou ela a casar com meu pai aos 16 anos de idade. Então, ela na cabeça dela sempre sofreu dizendo que o casamento é para a vida toda, mesmo sendo torturada dia e noite.
Ela, é como uma criança.
A primeira filha dela nasceu morta, porque meu pai deu um chute na barriga dela, já estava com 3 dias em decomposição. Tempo de parteira. A parteira já falecida D. Jesus, salvou a vida dela.
Ela nunca se saiu dele, por obediência ao pai. Como eu disse, ela é igual uma criança.
Em todos os nascimentos dos outros filhos, ela se escondia dele para não ser morta.
Pulava cercas altas, após ser torturada com abusos psicológicos e agressões físicas, á noite inteira. Fugia, mas sempre teve medo de tudo e do mundo!! Porque nunca soube ler, nunca soube lidar com a insegurança dela. Muito ingênua.
Então, ela sempre retornava.
Eu havia escrito uma carta, e nela falava para nunca mais me procurarem, porque seguiria a minha vida.
Mas, terminei a carta ás 3 da manhã!! Após alguns minutos que meu pai havia me deixado em paz, pois ele me torturava com um facão e psicologicamente, desde ás 6 da tarde. Porque eu comecei a trabalhar para o estado estagiando na época, graças a uma indicação da mãe de uma colega. E, nesse dia havia recebido meu primeiro pagamento. Ele queria tudo. Mas, eu precisava comprar meu material escolar, não dei. Disse que estava tudo no banco que no outro dia eu sacaria.
Na verdade, eu estava com tudo.
250,00!
Então, terminei a carta...
Mas, observei meus pequenos irmãos, todos ali, acoados e acordados naquele horário.
Eu, tomei uma decisão por eles.
Eu não fugiria sozinha, eu não chegaria muito longe.
Logo, como eu era menor, eu seria mandada de volta.
Eu mesmo sabendo que ela voltaria, como trocentos outras vezes, eu falei meu plano para ela.
Na manhã seguinte fugimos.
Para outro Estado, com a grana que eu havia recebido.
Então, atravessei a avenida pela passarela e cheguei em uma rádio. Eu falei com alguém lá, mas essa pessoa deixou a gente esperando umas 2 horas, e não mais apareceu. Então entendi, que ali não teria ajuda.
Mas, até agradeci, porque havia muita gente da minha cidade que eu conhecia lá, e eu estava morrendo de vergonha da situação.
Ao lado, uma igreja católica.
Como a pessoa fez a gente esperar 2 horas do lado de fora da rádio, sem dar retorno, já era 8 da manhã.
Então, a fome bateu.
Eu entrei na igreja, havia uma mulher limpando o local. Falei que queria falar com o padre, alguém responsável.
Eu estava comandando a situação, pois a minha mãe, nunca soube argumentar de maneira que as pessoas entendessem.
Então, eu era a adulta ali, com 16 anos, apenas.
A mulher se retirou para dentro, e logo um padre apareceu.
Expliquei a situação para ele, mas disse que tudo o que eu queria naquele momento era um pouco de comida para todos nós ali presentes.
Ele disse para sentarmos.
Esperamos uns 15 minutos ou menos. Veio pratos de sopa para todos nós.
Comemos, agradecemos e seguimos viagem.
Observei que havia uma mulher fechando a porta, eu corri ao encontro dela...
Enquanto eu corria, o segurança ficou sem entender nada, só olhando.
Mas, ao chegar perto dela, cansada, exausta de caminhar e faminta...
Perguntei "aqui é a assistência social?" Ela "sim".
Comecei contar a história...
Ela me olhou gentilmente e abriu a porta novamente.
Não perguntou mais nada.
Fez uma ligação, chamou uma combie e disse: "em 15 minutos, vocês vão ser encaminhados para um abrigo no Deus quer" ...
Em menos de 15 minutos, a combie chegou!!
Fomos levados para esse bairro, bem distante do centro.
Chegamos creio que 1 da tarde, lá!!
Nos acolheram, deram um quarto para nós com beliches, muito limpo, lençóis, creme dental, escova de dentes, sabonete e antitranspirantes.
Falaram que podíamos ir tomar banho e ir comer.
Foi a primeira refeição mais feliz da minha vida, e creio que a dos meus irmãos e da minha mãe também.
Finalmente estávamos livres, em paz e acolhidos. Sem violência, sem torturas...
Era um abrigo onde ficava mulheres que sofriam violência doméstica com os seus filhos.
Mas, antes disso, passamos um dia inteiro e a noite em Timon, em outro abrigo. Onde conheci histórias de crianças violentadas sexualmente.
Havia um garotinho que havia acabado de ser operado do ân*s, porque havia sido violentado por um vizinho. Ele tinha uns 2 aninhos de idade!!
Eu conheci esse lado do mundo, que até então, não fazia ideia que existia. Então, foi quando senti medo de seguir sozinha.
Então, o ônibus chegou e nos pegou ás 6 da manhã do dia seguinte.
Chegamos na nossa cidade, meio-dia!!
Eu desci do ônibus, e não olhei para trás!!
Eu não queria ver os olhos dos meus irmãos, tomados por dor e angústia.
Porque aqueles 28 dias, foram os dias mais felizes das nossas vidas.
Minha tia já estava me esperando. Eu fui para a casa dela, passei 3 meses com ela, depois fui morar com a minha avó paterna.
Com ela, passei 2 anos.
Depois, no último mês! Eu tive que sair da casa dela, porque meu tio era um drogado e violento, então saí, porque ele começou a ameaçar meu namorado, hoje, meu marido.
Então, fui pedir abrigo na casa de uma cunhada da minha avó, ela disse "tú pode ficar, mas não quero nem saber de macho aqui na minha porta".
Eu tinha 19 anos, e esse macho que ela falava estava me esperando e ouvia tudo. A gente tinha marcado o casamento, faltava um mês.
Era só disso, que eu precisava.
Mas, ela fechou a porta para mim.
Eu tinha umas amigas que já não estavam tão próximas de mim, mas foi a minha única solução.
Pedir para a mãe delas, para eu ficar lá por 1 mês!! Até casar.
Foi o que aconteceu.
Fiquei 1 mês!!
Trabalhando, feliz, sendo cuidada por aquelas pessoas, e no dia do casamento, me levaram de carro e ainda participaram comigo.
Recebemos 1 almoço surpresa.
Foi o melhor período da minha vida!!
Continua...
Eu aprendi que nem tudo depende de dinheiro quando a vida está nas mãos de Deus. Houve um momento em que meu corpo chegou ao limite, um colapso séptico que quase me levou. E ainda assim, eu voltei. Hoje entendo que Ele moveu o mundo por mim, colocando as pessoas certas no caminho, na hora exata, para uma cirurgia de emergência. Desde então vivo com serenidade, sabendo que não estou sozinha e que, quando parece impossível, Deus ainda está trabalhando.
Você entra nesse mundo sem manual impresso na mão, mas logo descobre que existe um livro que atravessou milênios tentando cumprir exatamente esse papel. A Bíblia não se apresenta como um guia simples, direto, técnico. Ela se apresenta como um enigma vivo. Um texto que respira conforme quem o lê. Um espelho que nunca reflete duas consciências da mesma forma. E talvez esse seja o ponto que você evita encarar com profundidade. A Bíblia não foi feita para ser decorada, foi feita para ser atravessada. E atravessar algo é sempre diferente de possuir.
Você pode ler os mesmos trechos dezenas de vezes. Pode sublinhar, anotar, marcar páginas. Ainda assim, nunca será a mesma leitura. Porque quem muda não é o texto. É você. O que se transforma é o ponto de consciência que você ocupa no instante da leitura. E isso revela algo desconfortável para quem busca controle absoluto. Não existe interpretação final. Não existe leitura definitiva. Existe encontro. E todo encontro depende de quem chega.
