So Nao Muda de Ideias que Nao as tem
Esqueça aquela ideia absurda do Apocalipse: nada vai acontecer devido a questões burocráticasno Reino dos Céus e contingente duvidoso no Inferno.
Uma falácia que convence as pessoas há muito tempo, que todos repetem sem conhecer os fatos e da qual até hoje ninguém sabe quem inventou tamanha mentira: “Todos são iguais perante a lei”.
𝑂𝑢𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑖𝑎 𝑜 𝑃𝑎𝑝𝑎 𝑒𝑥𝑜𝑟𝑡𝑜𝑢 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎 𝐼𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝐶𝑎𝑡𝑜́𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑎𝑠 𝑝𝑟𝑜́𝑝𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑙ℎ𝑎𝑠 𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑎𝑟 𝑠𝑢𝑎𝑠 𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑎𝑠. 𝐸𝑙𝑒 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑚𝑒𝑛𝑡𝑖𝑟 𝑒 𝑒𝑥𝑡𝑜𝑟𝑞𝑢𝑖𝑟 𝑛𝑎̃𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑎́ 𝑛𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑜 𝑑𝑒 𝐷𝑒𝑢𝑠 𝑛𝑒𝑚 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑎 𝑎 𝑖𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝑑𝑜 𝐼𝑛𝑓𝑒𝑟𝑛𝑜.
O brasileiro é tão imbecil ao ponto de votar para depois ter como desculpa o “direito de reclamar” dos ladrões eleitos.
Se reclamar resolvesse ou ajudasse alguma coisa, eu juro pra você que o mundo seria um Éden. Reclamar é um sintoma (e pode até aliviar), mas não serve como remédio, tampouco prevenção.
𝑷𝒂𝒓𝒂 𝒗𝒐𝒄𝒆̂ 𝒔𝒆𝒓 𝒇𝒆𝒍𝒊𝒛 𝒆́ 𝒑𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒐 𝒊𝒓 𝒔𝒆𝒎𝒑𝒓𝒆 𝒂̀ 𝒊𝒈𝒓𝒆𝒋𝒂, 𝒂𝒄𝒓𝒆𝒅𝒊𝒕𝒂𝒓 𝒏𝒐𝒔 𝒑𝒐𝒍𝒊́𝒕𝒊𝒄𝒐𝒔, 𝒂𝒔𝒔𝒊𝒔𝒕𝒊𝒓 𝒕𝒆𝒍𝒆𝒗𝒊𝒔𝒂̃𝒐 𝒆 𝒏𝒖𝒏𝒄𝒂 𝒍𝒆𝒓 𝒍𝒊𝒗𝒓𝒐𝒔.
𝑫𝒓. 𝑯𝒐𝒖𝒔𝒆, 𝑴𝑫
"A RESPOSTA RÍSPIDA SUSCITA A IRA, A RESPOSTA BRANDA DESVIA O FUROR". Provérbio de Salomão.
Atentar para este provérbio, evita o fim do relacionamento e muitas vezes da PRISÃO E DO CEMITÉRIO" Ademar de Borba.
"NA VITÓRIA VOCÊ MERECE CHAMPANHE, NA DERROTA VOCÊ PRECISA DELA" Napoleão Bonaparte
Sem dúvida, a vitória coroa o nosso esforço, por isso, devemos valorizá-la. A derrota faz parte da luta, não devemos ficar frustado" Ademar de Borba
Carta ao Destino
Caro Destino,
Escrevo a você porque dizem que é quem escreve as linhas por onde andamos, e tenho algumas perguntas sobre o desamor.
Drummond contou de uma ciranda em que cada um ama quem não o ama de volta. Foi desenho seu, Destino? Por que embaralhar assim os corações, de modo que ninguém olhe para quem o está olhando?
Vinicius mostrou como a alegria vira tristeza num instante, sem aviso. Foi você quem virou a página tão depressa? Podia ao menos ter avisado que era a última.
Machado ensinou que a dúvida entra devagar e vai corroendo tudo por dentro. Será que você também planta desconfiança onde havia carinho, só para ver o que sobra?
E Clarice sabia como é difícil alcançar o outro de verdade. Por que nos fez capazes de estar pertinho de alguém e, ainda assim, sozinhos?
Não escrevo por raiva, Destino. Escrevo porque talvez você não decida tudo sozinho. Quem sabe uma parte das linhas fique para nós, e a gente aprenda a amar melhor, a duvidar menos e a ficar de verdade quando estiver perto.
Se for assim, escreva com cuidado. E, se puder, reserve ao menos um encontro que dê certo.
Com respeito e esperança,
Um coração a caminho.
UM SONHO QUE TIVE EM 18/10/2026...
O Roteiro de uma Vida Inteira!!
Tive um sonho que parecia o roteiro completo de um filme. Eu era a protagonista e, ao meu lado, orbitavam dois coadjuvantes essenciais para a trama da minha juventude.
A cena começa com o tempo presente. Eu caminhava por aquela mesma rua após muitos anos, muitas décadas. Parei em frente àquela casa. Em toda a minha vida, entrei ali no máximo três vezes, mas lembro de cada detalhe com uma nitidez cirúrgica.
A primeira vez foi há mais de vinte anos. Eu estava acompanhada de um grande amigo alguém com quem, hoje em dia, ainda troco cumprimentos cordiais quando nos cruzamos. Naquela época, ele me convidou para entrar, e eu fui. Lá dentro, nos reunimos os três. E foi então que ele surgiu: o garoto do violão.
Ele tinha o sorriso mais lindo e arrebatador que já conheci. Lembro do seu jeito gentil, dos pés levemente levantados nas pontinhas, apoiados atrás das pernas da cadeira onde se sentava. Ele arranhava algumas notas no violão e cantava uma música qualquer. Eu não conseguia prestar atenção na letra; estava perdida em tudo o que ele significava naquele instante. Fiquei apenas admirando seu rosto, seus olhos, e aquela pequena marca no lado direito, logo abaixo do olho. Seus lábios não eram carnosos, mas ganhavam vida em um sorriso perfeito que encontrava o meu olhar enquanto cantava. Eu me perdia naquele encanto, contemplando-o sem nenhuma expectativa, sem projetar o futuro, embora alguns beijos casuais já tivessem acontecido entre nós no passado.
A surpresa veio na hora de ir embora. Eu estava com nosso amigo em comum que na narrativa real chamarei de TJ, ou Thomas. Confesso que eu e TJ tínhamos uma amizade colorida. Era o tipo de cumplicidade que nos fazia trocar abraços apertados e beijos escondidos em alguma esquina escura, sempre depois das onze da noite, quando voltávamos da casa de umas amigas. Nós nos curtíamos, mas sem cobranças ou rótulos; tínhamos uma química leve. Eu não sabia se ele alimentava sentimentos mais profundos por mim, mas a verdade é que meu coração já pertencia àquele menino do violão. Não era um sentimento recente, eu apenas não conseguia enxergar como ou quando ficaríamos juntos. Deixei que o tempo respondesse.
TJ era meu confidente. Conversávamos sobre tudo. Ficamos algumas vezes, até que aquele garoto loiro que um dia, numa fila de escola, havia marcado meu coração reapareceu na cidade. E ali estávamos nós na casa dele. Ele na minha frente, com o cabelo loiro na altura dos ombros preso em um pequeno coque que o deixava incrivelmente charmoso. Ele transbordava carisma, era popular na cidade e todas as meninas o queriam. Eu sentia que nem tinha como competir.
Ao longo daquela época, visitei o quarto de TJ apenas três vezes. Lembro do computador instalado na parede ao lado da porta, da cama de solteiro encostada e da cadeira de escritório. Na primeira vez em que ficamos completamente sozinhos ali, sentei-me tímida, envergonhada pela presença dos pais dele na casa. TJ deitou-se na cama e eu permaneci de pé ao lado. Foi quando ele soltou no ar: "Já pensou, Aline... e se um dia a gente se casasse?". Eu, que guardava meu amor pelo garoto do violão, desconversei imediatamente: "Eu, hein? Tá doido?", e saí dali rindo.
Em uma segunda visita, fui acompanhada de uma colega, a Alice. Ela resolveu o que precisava e foi embora, mas eu acabei ficando para conversar. Naquele dia, porém, eu já não tinha intenção alguma de beijá-lo. Olhei para a tela do computador ligado e vi dezenas de coleções de fotos de uma amiga nossa. TJ estava completamente apaixonado por ela, mas o sentimento não era recíproco; ela o achava feio, algo que, por óbvio, guardei para mim. Aquela foi a última vez que entrei no território dele. Nunca contei à nossa amiga o que vi naquele monitor. Mantive silêncio absoluto, e nossos beijos de esquina cessaram para sempre. Passamos a ser apenas conversas jogadas fora em um grupo de amigos que se reunia, ironicamente, bem em frente à casa da garota que ele amava. Sabendo que ele não teria chance com ela, decidi intervir e perguntei à irmã dela se gostaria de ficar com TJ. Ela aceitou, e o romance deles aconteceu. Pouco depois, comecei a me afastar do grupo por conta de uma mudança de cidade, deixando para trás a saudade de todos eles.
Mas voltando à cena daquela tarde com o garoto do violão: quando eu e Thomas nos despedíamos dele para ir embora, veio a reviravolta. Ele olhou para Thomas e disse, com firmeza, que ele poderia ir sozinho, pois ele mesmo faria questão de me levar até o meu destino. Um sorriso involuntário brotou em meu rosto. Pude notar um lampejo de tristeza nos olhos de Thomas por ter que retornar solteiro, mas eu não perderia aquela oportunidade. Aceitei. Ele ligou a moto e partimos juntos rumo ao desconhecido. Não me lembro para onde fomos, mas aquele foi o início de uma jornada que eu não sabia onde daria.
Até aqui, cada linha desta história foi a mais pura realidade. Mas agora preciso contar o que o sonho fez com o roteiro.
No universo do sonho, muitos anos haviam se passado desde a última vez que nos vimos. Ao caminhar em frente à casa dos pais dele, notei um veículo do Exército estacionado, um jipe conversível verde-oliva. Cheguei a memorizar a placa para pesquisar mais tarde. De repente, a porta da varanda se abriu e ele surgiu.
Mas não era o mesmo rapaz. Não havia um único traço do jovem carismático de outrora. Fiquei em choque, me perguntando se aquele homem era realmente ele. A instituição militar parecia ter destruído tudo o que ele tinha de melhor. A doçura e a gentileza haviam evaporado. Em seu lugar, vi um homem obeso, careca, sem os dentes da frente e com um comportamento hostil. Passamos a tarde inteira conversando, e percebi que ele havia se transformado em um homem arrogante e rude. Um completo babaca.
Passado o impacto daquela tarde incômoda, o sonho encontrou o seu desfecho. Eu acordei e estava de volta à realidade, ao lado do meu esposo.
No sonho não aconteceu absolutamente nada físico; fomos apenas duas pessoas conversando. Mas a experiência serviu como uma poderosa metáfora do subconsciente. O tempo transforma tudo: altera aparências, molda personalidades e reconstrói as nossas perspectivas sobre quem um dia amamos. Aquela idealização da juventude já não existe mais, e se nos cruzássemos hoje na rua, seríamos completos estranhos.
Sei que na vida real ele não se tornou aquele homem do sonho, e honestamente desejo que ele seja tão realizado, e feliz quanto eu sou. Mas a maior revelação desse roteiro noturno aconteceu quando despertei e olhei para o homem lindo e incrível com quem sou casada hoje.
Percebi que todo aquele amor que cultivei no passado não foi perdido; ele foi reciclado, amadurecido e hoje pertence, por inteiro, ao meu amor do presente. Eu construí uma história real e sólida. O passado só precisou visitar o meu sonho para me provar que não deixei nada para trás. Eu vivi, eu sonhei e, acima de tudo, eu agradeço.
Lá estava ele, o menino do violão,
Com o dom de prender minha inteira atenção.
Os pés levantados, na ponta, a apoiar,
O charme do coque, os ombros a emoldurar.
Cantava uma letra que eu nem escutei,
Pois no brilho dos olhos dele me perdi e me achei.
O sinal no seu rosto, bem perto do olhar,
O sorriso perfeito que me via admirar.
Sem pressa ou cobrança, sem plano ou porquê, em um dia, há muitos anos atrás, ele me fez viver,
os melhores dias que eu nunca irei esquecer
Até aqui, a verdade moldou a memória,
Mas o sono, à noite, inventou outra história.
No palco do sonho, vi o jipe militar,
E um homem ranzinza na porta a acenar.
Sem dentes, careca, tão rude e obeso,
O doce rapaz parecia indefeso
Diante de um tempo que o transformou,
E o carisma de outrora o vento levou.
"Ninguém é mais forte ou mais perigoso do que um homem capaz de controlar suas emoções e lembrar de seu passado. Use como combustível, como munição, como tinta para escrever a carta mais importante da sua vida"
Nenhuma casa, aberta ou fechada, consegue conter a paz que sinto sob o céu aberto. Sou do campo, do vento e da floresta; é ali que minha alma respira livre.
