So Farao com Voce aquilo que Voce Permitir
Agir sem impulsividade.
Falar sem ferir.
Ouvir sem preparar a resposta.
Sentir sem permitir que a emoção decida tudo.
A sensatez nasce justamente desse encontro: perceber o que acontece dentro de nós, compreender o que vem do outro e, só então, escolher como responder.
Nem sempre a primeira reação é a melhor resposta. Às vezes, maturidade é esse pequeno espaço entre o que sentimos e o que fazemos com aquilo que sentimos.
Pepita de Oliveira
Amar dói, sim. Dói porque amar é se permitir ficar vulnerável diante de alguém, é baixar as defesas, abrir o peito e deixar que o outro conheça lugares dentro de nós que quase ninguém alcança. Machuca quando os sentimentos não caminham no mesmo ritmo, quando um sente mais depressa, quando o outro não consegue compreender a intensidade daquilo que carregamos, quando faltam palavras, quando sobra distância ou quando a saudade deixa de ser apenas ausência e passa a pesar fisicamente no peito, como se também tivesse corpo, presença e voz. O amor assusta porque nos tira a ilusão de controle, desmonta certezas, expõe medos, inseguranças, expectativas e todas aquelas pequenas rachaduras que passamos tanto tempo tentando esconder do mundo. Amar alguém de verdade é aceitar que essa pessoa terá acesso às nossas partes mais sensíveis e, justamente por isso, também terá, mesmo sem querer, a capacidade de nos ferir. E talvez seja esse o preço inevitável de sentir algo tão profundo. Mas, apesar de todo o risco, dos tropeços, dos desencontros e das dores que aparecem pelo caminho, amar ainda é uma das coisas mais bonitas que podem nos acontecer. Porque, junto com o medo, existe o acolhimento; junto com a saudade, existe a alegria do reencontro; junto com a vulnerabilidade, existe a liberdade de poder ser quem somos sem precisar esconder cada imperfeição. Existe o riso frouxo que nasce sem esforço, o abraço que parece colocar o mundo em silêncio por alguns instantes, os pequenos gestos de cuidado, os olhares que dizem mais do que qualquer palavra e aquela sensação rara e insubstituível de encontrar em alguém um lugar seguro para descansar o coração. Talvez amar seja justamente isso: aceitar que algo tão bonito também pode machucar, compreender que não existe entrega verdadeira sem algum risco e que não existe vínculo profundo sem vulnerabilidade. No fim das contas, a gente se machuca um pouco, aprende, cicatriza, se reconstrói e, mesmo sabendo que amar nunca vem acompanhado de garantias, continua querendo sentir tudo outra vez. Porque, por mais assustador que seja entregar o coração e correr o risco de vê-lo ferido, viver tentando protegê-lo de qualquer sentimento seria um estrago ainda maior. Talvez seja por isso que continuamos escolhendo o amor: porque algumas dores passam, algumas cicatrizes permanecem, mas aquilo que sentimos quando encontramos alguém que nos faz sentir acolhidos, compreendidos e inteiros é grande demais para ser trocado pela segurança de nunca sentir nada.
Recomeçar é permitir que a vida pinte novos horizontes com as cores da esperança. É acreditar que os sonhos florescem no tempo certo, guiados pela presença de Deus, que fortalece a alma e ilumina cada passo. Que o amor seja o caminho, a paz faça morada no coração e que, em cada novo amanhecer, a felicidade encontre motivos para permanecer.
Perdoar não significa esquecer o que aconteceu, nem permitir que alguém volte a ocupar o lugar que um dia perdeu. Às vezes, o perdão é apenas a forma que encontramos de libertar o coração do peso da mágoa e seguir em paz.
Eu consigo perdoar quem me feriu, desejar que a vida lhe seja generosa e até torcer para que se torne uma pessoa melhor. Mas isso não significa que quero você novamente na minha vida.
Existem portas que fechamos sem ódio, apenas por amor-próprio. O meu afeto, a minha amizade, a minha confiança e o meu carinho são sentimentos que você teve, mas que não terá novamente.
Eu sigo em frente sem rancor, mas também sem esquecer o que aprendi: perdoar é libertar o coração; permitir que alguém volte é uma escolha — e eu escolho a minha paz.
O único bom legado da morte é não permitir que o sujeito tenha consciência de que morreu.
Saber que morreu seria muito angustiante.
F. Meirinho
Permitir que os conteúdos negativos do nosso inconsciente flutuem nas águas do nosso consciente, faz o mar agitado da nossa existência entrar em profunda calmaria, abrindo espaço para a reflexão e tomada de decisão.
F. Meirinho
“O processo existe para impedir que a força substitua a razão, mas não deve permitir que a burocracia substitua a justiça.”
“A humanidade inventou tribunais para substituir a vingança pela razão; jamais deveria permitir que a razão se transforme novamente em vingança.”
“A grandeza de uma democracia não está em permitir que o povo escolha seus governantes, mas em garantir que, depois da escolha, nenhum governante possa escolher o destino do povo sozinho.”
A maior conquista jurídica da inteligência artificial será não permitir que a inteligência substitua a liberdade.
“A verdadeira liberdade religiosa não consiste em permitir que o Estado escolha Deus, mas em impedir que ele escolha a consciência.”
A serenidade não significa ausência de conflito; significa não permitir que o conflito governe nossa razão.
Toda intimidade exige a coragem de permitir que outro ser contemple nossas imperfeições sem a máscara da autossuficiência.
Amar verdadeiramente é permitir que o outro nos transforme sem que, nessa transformação, deixemos de reconhecer a pessoa que escolhemos ser.
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