So Depende de Ti
te amo mesmo quando não digo,
penso em ti mesmo tendo-te tão distante.
teu toque arrepia minha pele,
sua voz daquele dia em setembro
ainda ecoa na minha alma.
preciso dizer que nunca te esqueci,
tu foste minha saudade
mais dolorosa e verdadeira.
ainda eras viva, e isso é o pior,
não porque quero a sua morte,
mas porque aquela versão contigo,
nas tardes e noites sombrias,
mas sempre tão vivas e calorosas,
não existem mais.
suas palavras, suas ações,
nossos planos daqueles dias,
nossas piadas internas,
as tatuagens “h” e “a”,
itália, veneza, atthis d’layla, benjamim —
já não existem mais.
poemas da elaine baeta,
nossas conversas mais profundas,
seu primeiro te amo,
nosso primeiro oi com aquele livro —
não lembro o nome, mas lembro da capa
e do dia como se fosse ontem.
tudo ainda está ali guardado,
esperançosos e cheios de sonhos;
não com essa bagunça que criamos
por palavras não ditas, achismos, certezas—
que nos perderam em algum momento.
uma conexão que vai além do tempo;
meu amor, meu eu mais profundo ainda mora
naqueles momentos que nunca mais voltam
e em um eu mais velho e endurecido pelo tempo.
tenho tantas palavras, tantas ações
que quis te dizer;
podem sufocar a mente mais sã
e robusta da raça humana.
tantas lágrimas, tantos olhares
que não pude te dar;
guardo todos eles em uma caixa
de uma história tão libertadora—
linda, amada, angustiante e agonizante—
que já vivi.
ainda estou em algum momento;
em um quem sabe.
Cai no abismo de uma traição, buscando força e sabedoria em Ti.
Com os joelhos ao chão, peço perdão por meus erros.
Senhor, livrai-me da angústia, me leva até Sua casa,
Onde só a bondade eterna existe.
Venha a mim, Senhor, sou Teu servo.
Salva-me desta dor, toca os corações e traz misericórdia.
Dependo de Ti, Senhor, para cada passo, para respirar e para amar.
O amor me trouxe até este abismo, profundo, frio e escuro,
Onde meu coração e corpo se desfazem, sem fim.
Mas, como Jó, ao perder tudo, estou começando a Te sentir.
Glória a Ti, Senhor, por estar comigo em cada momento.
Leva-me à Tua paz eterna, onde a dor se cure.
Construa novamente minha vida dentro da Tua casa.
DIA INTENACIONAL DA MULHER
Mulher,
Mulher, o que dizer de ti, mulher?!
Sua grandeza, sua proeza, sua gentileza, sua nobreza!...,
Não há dúvida, tudo é certeza,
Mas tem uma pitadinha de mistério que indaga e sobeja...
Falar de ti, é repetir o que foi dito,
É refazer o que foi escrito,
É fazer de novo,
E aplaudir de novo,
É jubilá-la, novamente, no pedestal de ouro.
Mulher,
Seis letras que riem,
Seis letras que choram,
Seis letras que encantam,
Seis letras que curam e amparam,
Seis letras que cuidam e protegem,
Mulher, seis letras de inteiro amor!...
Mulher,
Menina, moça ou senhora,
Mulher de hoje e de outrora,
Semeastes a semente e colhes o fruto agora...
Mulher,
És dama, diva e parceira,
Fizestes o mundo à sua maneira.
Falar de ti, é água em ribanceira,
Leve, suave, bela e faceira,
É uma cascata de luzes, contrastando a lua cheia.
Feliz dia a todas as mulheres esparsas neste vasto mundo.....
Parabéns!
Élcio José Martins
Se não me nutro do teu amor, mas apenas do amor que sinto por ti, esse amor é exclusivamente meu e não depende de ti.
Contexto Informal
Sei, senti prazer
Dos que vi e amei.
A seguir, haver de ti
O relance de seu rosto
Que não possa mais tirar
As memórias de alguém assim,
Loucamente apaixonado.
O dia em que tua ferida não mais me dilacerar será o instante em que perceberás que meu amor por ti se desfez como cinzas ao vento.
Esperei por ti como se espera a aurora,
cinco anos de promessas no olhar.
E em meio a sete meses de sonho e demora,
num instante, vi tudo ruir, desmoronar.
O que faço com o que ainda pulsa?
Com o amor que resiste, mesmo ferido?
Se a conexão grita dentro do peito,
mas a confiança jaz esquecida no abismo?
Tentei costurar os pedaços partidos,
mas o fio da verdade já não segurava.
O tempo, que antes nos trouxe tão perto,
agora só arrasta o que restava.
E mesmo sabendo que o "nós" se perdeu,
me pego chamando teu nome na brisa,
como se o vento pudesse trazer de volta
o que nunca mais cicatriza.
**Oração de Entrega e Perdão**
Senhor Jesus Cristo, diante de Ti eu me coloco em humildade e fé. Sei que sou falho e imperfeito, mas venho Te pedir perdão por todos os meus pecados, os que lembro e os que esqueci, pois só Tu conheces meu coração por inteiro.
Peço que intercedas junto ao Pai, o Criador de tudo, para que Ele cuide de minha vida e de todos aqueles que dependem de mim. Que Sua mão poderosa nos livre de todo mal, nos guarde dos perigos visíveis e invisíveis e nos conduza pelo caminho certo.
Dá-nos uma vida próspera, não apenas em bens, mas em paz, sabedoria e amor. Que todas as portas certas se abram, que toda inveja se desfaça, e que a Tua luz ilumine nossos passos.
E que aqueles que me tocam de alguma forma, seja com amor, com desafios ou até com intenções ocultas, sejam também abençoados, para que encontrem em Ti a verdadeira paz.
Confio em Ti, entrego minha vida em Tuas mãos e sei que, com Tua graça, nada poderá me derrubar. Amém.
Ninguém te conhece melhor do que tu mesmo. A verdade sobre ti não pertence a terceiros, mas reside apenas em ti. Ninguém é capaz de enganar-se a si próprio; apenas os outros podem ser iludidos, pois desconhecem aquilo que habita no teu íntimo.
Ninguém tem autoridade para te definir sem antes conhecer a verdade que em ti se encerra. O que por vezes comunicamos a terceiros nem sempre corresponde ao que sentimos no mais profundo do nosso ser, pois há momentos em que a prudência e a sabedoria nos aconselham ao silêncio.
Não somos o reflexo do que dizem sobre nós, nem tampouco daquilo que pensam a nosso respeito. És o resultado das tuas emoções e da forma como escolhes vivê-las. E se terceiros as observam, isso não lhes confere o direito de julgar que detêm pleno conhecimento sobre ti ou que exercem qualquer domínio sobre a tua essência.
Não sejas imprudente ao expor a tua vida a outrem. Mantém o segredo sobre ti mesmo, sê guardião da tua imagem, da tua existência, do teu nome e da tua intimidade. Detém o controlo sobre as tuas informações e evita falar de terceiros para que não sejas causador de conflitos desnecessários.
No convívio social, não te apresses a emitir opiniões, nem pretendas monopolizar a conversa. Sê, antes de tudo, um observador atento. E, caso precises de te pronunciar, fá-lo com cálculo e prudência, para que não coloques a tua pessoa à mercê dos coveiros informativos incoerentes.
Crónicas da Vida
Huambo, 21 de Março de 2025
Não Admito Minha Saudade por Ti
Não admito, não confesso,
mas a saudade me veste o peito,
teima em soprar teu nome ao vento,
sussurra em sombras no meu leito.
Não digo, não deixo escapar,
mas nos silêncios me denuncio,
nas entrelinhas do meu olhar
há rastros teus, há um vazio.
Não admito, mas tu sabes,
nos desencontros, nas distâncias,
sou prisioneiro das lembranças,
e a saudade… essa não se cala.
Princesa.
Sabe, às vezes
me pego pensando
em como era, em como sou.
Me lembro de ti, princesa,
rica de alegria e esplendor
sorriso lindo, cabelos cor de ouro,
vivia como se a vida fosse o maior tesouro.
Linda em todos os aspectos,
pura até onde sabia,
me apaixonava a cada vez que te via.
E quando falávamos... ah, que alegria!
Hoje és mulher
traços sensuais eu vejo,
cintura que faz minhas falas
soarem como exagero.
Pedi a Deus, tantas vezes,
que me levasse ao tempo
onde eras só um sonho meu.
Infelizmente, não aconteceu
A vida segue. Nunca volta.
Já rastejei por lamúrias,
lutei, iludi,
feito sedutor de palavras enxutas.
Tentei ser galante, charmoso, elegante
mas eram mentiras astutas.
Sou e fui um poeta errante,
um louco sem remédios,
um apaixonado sem amor,
sem chama, sem teto.
Não culpo ninguém.
Fui eu que deixei a vida chegar a esse ponto.
Sou o maior culpado pelos meus desencontros,
um afastador nato!
Dos que na minha vida se apontam.
Por ignorância, relutância ou medo,
blindo meu peito para novos peitos.
Que homem mais triste:
desistiu da vida antes de vivê-la,
agora só vive na escrita,
feito sombra esquecida,
perdido no tempo,
perdido na vida.
Como é linda meu amor.
Como é esforçada no trabalhar me dá alegria toda vez em ti olhar.
Como cuida do meu dia , como cuida por tanto me amar.
Levanto a mãos aos céus e agradeço todos os dias com muita gratidão pelo fato da minha vida ter dado um rumo feliz e agradável por todos os dias acorda ao seu lado e ao a anoitecer me deitar e te abraçar.
Meu amor como e gostoso esse gosto de tanto gostar de te amar.
Nem todas flores do mundo nem todas as palavras poderia expressar como o infinito e o amor que tenho por simples feito de falar como ti amo como e bom ti amar.
Eu só sinto o bem quando olho em seus olhos e posso expressar todo amor quando eu falo te amo.
Meu coração transborda minha alegria em expressar até incomoda.
Será que viver e o bastante.
Pois vivo a te amar.
Te amo.
Minha esposa querida com esse simples falar mas e nós meus gestos que quero demonstrar te amo te amo te amo
Solano para Mara Lucia.
Eu apenas te amo. Não por aparência mas sim por tudo de ti. Te entendo. Sei que também gostas de mim e isso me deixa feliz. Afinal tu ainda gostas de mim daquela forma então já estou feliz.
Por quanto tempo é que vou ter de me conter? Quanto tempo vou ter de esconder o que sinto por ti a ti? Quanto tempo vou ter de reprimir os meus sonhos que tenho contigo?
' SERENATA '
Canto para ti uma linda serenata,
sob o som de viola e uma flauta;
essa grande paixão cor escalata,
Como pingos de uma casacata .
Deixo minha voz com alegria,
por esse amor, ao mundo ecoar
e voando na arte da poesia,
um coral de mil anjos a cantar !
O canto solto saindo da boca,
estourando meus risos risonhos,
como se fosse milho de pipoca,
em alegria nesse mundo medonho.
Em taças de cristais, o amor brindar,
para que tu venhas me abraçar,
enquanto beijos em sua boca ponho,
o canto seja o despertar dos sonhos !
Maria Francisca Leite
Vão-se-me
Dos versos para ti, dantes, nada existe
A lembrança é algo de um pouco valor
A poesia, vazia, está sem aquele amor
Que um dia foi certo, da poética saíste
Porque assim como chegaste, partiste
Cessando o peito que batia com ardor
Sangrando n’alma, criando tom de dor
Na prosa, chorosa, suspirante e triste
O tempo anda, a emoção sai do cais
E a sofrência apenas lesão no sentir
E o coração atrelado em outras elos
De quanto foi outrora, nada tem, mais
Nada, daquela sensação, só o resistir
Vão-se-me uns após uns, dos flagelos.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
14 abril, 2024, 12’04” – Araguari, MG
