So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
Além das Ideologias
Não importa o lado, a cor ou a bandeira,
A verdade não pertence a uma trincheira.
Esquerda ou direita, pouco importa a direção,
Quando a honestidade é quem governa o coração.
Que se unam os justos, sem medo de discordar,
Pois quem busca a verdade não tem lado a idolatrar.
Que a consciência fale mais alto que o poder,
E que nenhum político esteja acima do dever.
Não somos inimigos por pensar diferente,
Somos um povo, uma nação, um futuro pela frente.
Que a corrupção não encontre abrigo na omissão,
Nem a cegueira ideológica silencie a razão.
Que a honestidade seja a nossa aliança,
A justiça, o caminho; e a união, a esperança.
Pois quando o povo se une para exigir o que é certo,
Nenhum poder deveria se considerar intocável.
ESUS NÃO É DE DIREITA NEM DE ESQUERDA
Jesus não pertence à direita.
Jesus não pertence à esquerda.
Jesus pertence ao amor, à paz, à vida e à compaixão pelo próximo.
O que me entristece é ver pessoas falando em nome de Deus e de Jesus enquanto espalham ódio, intolerância, preconceito e divisão — algumas chegando até a defender a morte como resposta para aqueles que pensam ou vivem de maneira diferente.
Mas que evangelho é esse?
Como falar de amor ao próximo enquanto desejamos a destruição do outro?
Como falar de perdão enquanto alimentamos a vingança?
Como falar de Deus enquanto transformamos nossas diferenças em motivos para odiar?
Jesus ensinou a amar o próximo, acolher, perdoar e fazer o bem. Não ensinou a odiar quem pensa diferente.
Talvez devêssemos ter mais cuidado antes de colocar Deus ao lado das nossas próprias convicções.
Porque Deus não precisa da nossa raiva para defender Sua verdade.
E talvez a maior prova de fé não seja gritar que estamos do lado de Deus, mas conseguir agir com amor justamente quando seria mais fácil responder com ódio.
Somos todos filósofos quando a dor não nos pertence.
Somos todos guerreiros quando a ferida rasga o outro.
É fácil dizer “aguenta” quando não somos nós a sangrar.
É fácil sussurrar “segue em frente” quando não são os nossos pés a arrastar a alma pelo chão.
É assim que sobrevivemos: erguendo a distância como um escudo.
Tratamos o sofrimento como um conceito distante, uma teoria fria,
um problema matemático que se tenta resolver com meia dúzia de palavras ocas:
“O tempo cura tudo.”
“Vai passar.”
Mas ninguém quer saber do tempo quando o peito aperta,
quando a angústia sufoca em silêncio,
quando a noite chega e não traz descanso, só memórias.
O mais perverso é que, tantas vezes, sobrevivemos porque os outros fingem que a dor é domável.
Porque alguém, na sua doce ilusão, nos promete que ainda há um amanhã.
Nós não acreditamos; mas a mentira do amor e da consolação pode salvar.
E, quem sabe, num dia distante, essa dor finalmente comece a doer um pouco menos.
Deve ser isso a esperança:
a beleza trágica de insistir em viver.
Na verdadeira hierarquia da competência, o topo não pertence àquele que dita as respostas, mas ao eterno aprendiz que, em silêncio, governa as próprias perguntas — pois ele compreende que, sob a miragem do multiculturalismo, quanto mais diversa a comunidade, mais as pessoas se recolhem no labirinto de suas certezas.
Reno Fioraso
Tarot
O Tarot não pertence a nenhuma religião. Ele é um sistema universal de aconselhamento, um oráculo que utiliza símbolos para nos ajudar a compreender melhor aquilo que vivemos.
Suas cartas apresentam símbolos encontrados em diferentes religiões, culturas e sistemas de crenças ao redor do mundo: símbolos cristãos, pagãos e elementos mitológicos das tradições nórdica, grega, entre tantas outras, interpretados de uma maneira universal.
O Tarot é uma arte divinatória que tem como objetivo proporcionar autoconhecimento, e não simplesmente adivinhação. Ele trabalha com possibilidades, e não com afirmações absolutas.
Por meio das cartas, podemos observar aspectos que, em meio a tantas emoções e desequilíbrios, muitas vezes não conseguimos enxergar com clareza. O Tarot pode revelar aspectos energéticos e vibracionais presentes em nossa vida, trazendo à consciência aquilo que estava oculto dentro de nós.
Cada carta carrega um arquétipo, representando um aspecto da personalidade, uma energia ou uma situação que podemos vivenciar em diferentes momentos da vida.
Em uma tiragem, existe uma combinação específica de cartas que se apresenta para determinada pessoa. Dentro da visão do Tarot, isso não é compreendido simplesmente como aleatoriedade, acaso ou coincidência, mas como sincronicidade.
As cartas refletem as emoções, os conflitos e as experiências que a pessoa pode estar vivendo naquele momento, auxiliando-a a compreender sua própria realidade e indicando possíveis caminhos.
Por isso, o Tarot não precisa ser visto como uma sentença sobre o futuro, mas como uma ferramenta de reflexão.
Ele não determina o que irá acontecer.
Ele nos mostra possibilidades, revela aquilo que talvez não estejamos conseguindo enxergar e nos convida a olhar para dentro.
O Tarot é, acima de tudo, uma fonte de autoconhecimento.
Amar você é entender que seu brilho próprio não me pertence, mas me encanta. É saber ouvir o que sua alma pede, ser seu melhor amigo e ter a coragem de te deixar voar rumo aos seus sonhos — porque amar também é querer te ver feliz, mesmo quando o seu destino exige que você siga sozinha.
Habito um tempo que não me espera e um espaço que não me pertence por inteiro. Estou aqui, mas o aqui talvez seja apenas uma ilusão de permanência; afinal, enquanto reconheço o instante, ele já deixou de existir.
Bruno Bellotti
Se você crer em Deus sabe que não mais pertence a este mundo, mas que sua alma habita em um corpo. Equivalente a um vaso com água. A depender de nossas atitudes, transborda águas salgadas ou doces.
“O erro não pertence apenas às mentes pequenas; a diferença é que as grandes têm coragem de examiná-lo.”
Não quero morrer e ainda sentir que não vivi, que não vivo o que me pertence.
É como se essa vida não fosse minha.
Pois que caralhos eu tô fazendo?
De quem é essa vida, então? De quem?
E quem é esse ser que existe dentro de mim, que quer viver algo que eu não sei, que eu desconheço?
Pode alguém se desconhecer de si?
A DOUTRINA QUE NÃO PERTENCE AO MENSAGEIRO
“Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou.”
— Jesus, João 7:16.
Essa frase não foi criada por Allan Kardec. É uma declaração de Jesus registrada no Evangelho de João.
Mas existe nela uma reflexão profunda que nos conduz à compreensão do papel de Kardec.
O Codificador jamais deveria ser confundido com o autor absoluto da Doutrina Espírita.
Em O que é o Espiritismo, de 1859, Kardec define o Espiritismo como “uma ciência de observação e uma doutrina filosófica”, fundada no estudo das relações entre o mundo corporal e os Espíritos e nas consequências morais dessas relações.
E há algo ainda mais significativo: Kardec convida o leitor a comparar, examinar e utilizar a razão, em vez de simplesmente aceitar uma afirmação por autoridade.
Eis a grande questão:
Se Kardec não criou o Espiritismo para transformá-lo em propriedade pessoal, por que haveríamos de transformar seu nome em argumento que encerra toda investigação?
Respeitar Kardec não é colocá-lo acima da Doutrina.
É compreender o método pelo qual ele trabalhou.
Jesus ensinou sem reivindicar para si a origem da mensagem.
Kardec codificou sem reivindicar para si a criação da Doutrina.
E nós, espíritas, podemos aprender uma lição essencial:
não basta repetir nomes; é necessário estudar princípios.
Não basta possuir respostas; é necessário saber examiná-las.
Não basta dizer “Kardec disse”; é preciso compreender por que ele disse, em que contexto e sobre quais bases.
A fidelidade ao Codificador começa, talvez, quando deixamos de apenas venerar sua obra e passamos a estudá-la com a razão que ele próprio nos ensinou a utilizar.
A Doutrina não precisa de donos.
Precisa de estudiosos.
Fontes fidedignas:
Bíblia — Evangelho de João, 7:16.
Allan Kardec — O que é o Espiritismo?, 1859, Preâmbulo.
Allan Kardec — O Livro dos Espíritos, Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita.
KardecPedia — acervo digital das obras de Allan Kardec.
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O servidor público exerce uma função que pertence à sociedade, não um poder que lhe pertence pessoalmente.
O poder político não pertence pessoalmente ao governante; é uma responsabilidade confiada para proteger direitos que não foram criados pelo próprio poder.
A soberania não pertence àquele que governa; pertence ao corpo político cuja vontade dá origem à própria autoridade do governo.
Um fenômeno não identificado não pertence ao segredo apenas porque foi observado por instituições militares.
