So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
Tão cedo voltaremos a ver luz solar,
só sei que a noite será longa,
e o Deus da Guerra acordou,
para dançar pelos hemisférios da Terra,
que até o Muricizeiro balançou;
Não sabemos a que horas tudo terminará
- ou se algum dia realmente terminará.
Agora, vem prá perto, me deixa ensinar
como se observa o céu a qualquer hora,
Não estamos em tempos de nos descuidar,
o desamparo que nos encontramos
só podemos contar é com o nosso olhar.
Não nego que o coração permanece
apaixonado mesmo depois deste tempo todo,
ansioso e obcecado para te pertencer,
para que leve sensualmente em sua mente,
e igualmente encantado no seu coração;
sou seu destino que não pode ser esquecido,
você virá em breve para caminharmos lado a lado.
O espírito de Paineira-rosa
ainda se conserva nesta
terra que só pode contar
com os próprios olhos
para o nosso céu vigiar.
O desamparo austral é
um fato que ninguém mais
pode fingir que não há,
Não é de hoje que tem
gente fingindo que não
tem sido da própria conta,
este mal de ponta a ponta.
Aperte forte a minha mão,
que aos poucos vou te contar
sobre estes tempos que são
próprios para moldar o ter e o ser,
para ninguém -- nos derrubar.
Se o apelo é erótico sob a luz
do dia, das auroras e da noite,
digo as respostas conhecidas,
Porque em aspectos internos,
temos muitas coisas parecidas.
Somos feitos de terra, água e ar,
e o poder de fogo para o jogo,
é preciso por contar conosco
mesmos para unidos forjar,
para do que distrai nos preservar;
A glória inextricável pertence
somente a quem busca se alinhar.
A cor e o sabor da palavras
têm a verdade da Chanana.
Da minha boca e da caneta
só sai o que jamais engana.
O louco coração o amor
não nega jamais e proclama.
Te venero como quem espia
a Via Láctea e aurora cigana.
O mundo é um baile de máscaras,
embora as usemos,
só nós dois o sabemos,
e em nossos silêncios o reconhecemos.
Dá-me a mão e dançaremos
o mesmo passo íntimo,
não há nada nem ninguém que tememos.
Dá-me a mão e pelos abismos
nos atreveremos.
Dá-me a mão e me amarás
sem que regressemos pelo caminho de volta,
não há uma só linha em que não pensemos
nas rotas que farão que no amor
assim nós dois permaneceremos.
Sob o testemunho de Mistral,
tudo está mais claro que um cristal...
que somente de amor viveremos.
Eu posso ser
Centenas em uma só
Extremamente polida
Minimamente sem cerimônias
Depende das lentes que me enxergam
E das quais eu me permito ser enxergue
Ah! Se eu pudesse apressar
Os ponteiros do meu relógio
- Só para te abraçar! -
Ah! Se eu pudesse correr,
Junto com o tempo
Para nunca mais te perder.
Ah! Se eu pudesse revelar
A cor dos teus lindos olhos,
E por eles me declarar...
Ah! Se eu pudesse me aproximar,
Para recuperar o tempo perdido,
- E resgatar o tempo de amar! -
Os teus olhos são tão lindos...,
Eu não vou contar como eles são,
Só sei que por eles, entreguei tudo;
Entreguei a minha vida e o coração.
Os teus lindos olhos tão íntimos,
Tão castos e repletos de cores,
Por eles morro sempre de amores;
Com direito a todos os mimos.
Ah! No pestanejar e no brilhar,
Os teus olhos me tocam inteira;
Como plumas a me acariciar...
Ah! Não conto o que sou capaz
De fazer por estes olhos;
Sim, darei a volta ao mundo,
E por eles sou capaz de ir atrás.
"Trabalhe enquanto eles dormem, treine enquanto eles festejam", enquanto o seu chefe só subiu ao cargo por ser amigo do chefe antigo, e o seu coach só está rico porque está te enganando.
Viva o hoje, pois o que você ama só vai ser amado no presente, no passado você só tinha o medo de perder, mas no futuro, só restará saudades.
Se o seu pai ou a sua mãe tem saudades de quando você era mais novo só quando perde uma discussão, é porque eles têm saudade da época que você era burro e controlável.
Só o ser humano causa dor, destruição e sofrimento
— em tudo que toca —
e faz isso com plena consciência.
Seríamos um paraíso sem
seres conscientes?
Beatriz Campos Arroyo
Se a mente pulula de cá pra lá,
e pulula de lá pra cá,
a mente pulula.
Mas se pulula só pra lá,
e se de cá não pulula,
a mente não pulula.
Pare. Leia. Respire. Releia
Sobre viver é,
muitas vezes,
sobreviver.
E quando só se sobrevive,
ainda se vive
ou se vive sem viver.
