So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa

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O que Deus quer para a gente é muito maior do que aquilo que desejamos.

⁠Nem prazer ou dor, devem entrar como motivos, quando se deve fazer aquilo que deve ser feito.

“Escrevo sobre as delicadezas da alma humana, aquilo que o silêncio revela quando o coração finalmente consegue escutar.”

LIMITES DO DESEJO
(A resiliência como marcador da alma)

Às vezes a vida oferece aquilo que podemos suportar. E, por isso, os desejos são filtrados.

Lu Lena / 2026

Somos um espelho refletido de nós mesmos em nossa vida a qual vai nos dar exatamente aquilo que a gente vive ou que já tenha vivido.

Tem dias em que a vida ensina sem aviso,
em silêncio…
como quem ajeita por dentro aquilo que a gente ainda não sabe nomear.
Nem sempre é leve,
nem sempre é fácil de entender,
mas há um cuidado escondido em cada movimento.
Às vezes, ela nos estica,
nos tira do lugar conhecido,
nos convida a crescer por caminhos que não escolheríamos.
E mesmo quando parece desorganizar tudo,
há algo sendo lapidado.
Porque, no fundo,
a vida não chega para nos quebrar…
chega para nos transformar.


- Edna de Andrade

Que Deus abençoe tudo aquilo que nasce da bondade.
Que floresça o gesto simples que cuida, a palavra que acolhe e o silêncio que sabe respeitar.
Que Ele fortaleça os corações que, mesmo feridos, continuam escolhendo espalhar amor.
Porque há pessoas que carregam luz por dentro. E, ainda que se cansem, seguem iluminando o caminho de alguém.


Edna de Andrade @coisasqueeusei.edna

Tem manhãs em que Deus chega devagarinho…

arrumando por dentro aquilo que ninguém vê.

E, sem fazer alarde,
Ele devolve calma ao coração,
renova forças cansadas
e reacende esperanças que quase se apagaram.

Hoje, não carregue o peso do ontem além do necessário.

Receba este dia como quem abre a janela depois da chuva:
com fé,
com gratidão
e com a coragem tranquila de quem sabe
que o cuidado de Deus já está preparando o caminho.

Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Antes de dormir, entregue a Deus aquilo que tem pesado no seu coração.

As preocupações, os medos e tudo o que foge das suas mãos.

Ele entende.

Até o que nunca foi dito em voz alta.

Boa noite. 🤍

Edna de Andrade

@coisasqueeusei.edna

"Aquilo que chamamos de anjo da guarda talvez seja apenas a versão mais antiga de nós mesmos, tentando conduzir a versão mais jovem através dos desafios da existência

“Eu resolvi ficar”


Eu resolvi ficar — mesmo contra tudo aquilo em que sempre acreditei.
Ficar e colocar o meu “eu” de lado para cuidar de você
e caminhar ao seu lado.


Nada me impediria de seguir sozinho; caminhos existem muitos.
Por instantes, até me imaginei em cada um deles.
Mas em todos, quando procurei por você e não encontrei,
senti-me só.
E então entendi: não eram vários caminhos.
Havia apenas uma rota.


Sempre estivemos aqui.
Só nos afastamos quando o coração e a mente se perderam
no barulho, nos ventos, nas tempestades.
A mente humana perde o foco, é natural.
Mas o essencial é permanecer no caminho
sem perder a essência da alma,
mantendo a integridade — isso, sim, é o mais importante.
O resto vem, e sempre aprendemos algo durante a travessia.


Eu resolvi ficar porque é aqui que vejo as coisas crescerem.
Mantenho-me ocupado e aprendi a valorizar o simples.
Vejo a vida — até nos detalhes que antes passavam despercebidos.
Confesso que nunca me imaginei neste lugar,
até compreender as razões pelas quais eu precisava estar aqui.


Talvez eu tenha encontrado novos motivos,
ou apenas lembrado por que escolhi caminhar contigo.
Hoje parei de tentar entender tudo;
apenas vivo o momento com mais intensidade e alegria.
Dou valor ao tempo — e não carrego culpas.
Só me frustra ver o tempo sendo desperdiçado,
porque ele é uma das maiores riquezas que temos.


Então, sim… é por isso que eu estou aqui:
para usar o meu tempo
de forma que o seu tempo
seja sempre melhor.

As Coisas Que Perdemos


Ao longo da vida, aprendemos a valorizar aquilo que conquistamos. Celebramos chegadas, realizações e momentos que representam crescimento. No entanto, existe uma parte da jornada sobre a qual falamos menos: as coisas que perdemos pelo caminho.


Perdemos pessoas.


Perdemos oportunidades.


Perdemos planos que pareciam perfeitos.


Perdemos versões de nós mesmos que um dia acreditamos que durariam para sempre.


Durante muito tempo enxerguei a perda como o oposto da conquista. Como se ganhar e perder fossem caminhos completamente diferentes. Mas a vida, com sua forma silenciosa de ensinar, mostrou algo diferente.


Nem toda perda representa um fracasso.


Algumas representam transformação.


Existem portas que se fecham para que outras possam ser abertas. Existem caminhos que terminam porque já cumpriram seu propósito. Existem despedidas que, por mais difíceis que sejam, criam espaço para novos começos.


Isso não significa que perder seja fácil.


Há ausências que permanecem conosco por muitos anos. Há lembranças que continuam visitando nossos pensamentos. Há momentos que gostaríamos de reviver apenas para dizer algo que não foi dito ou para permanecer um pouco mais.


Faz parte da condição humana sentir falta.


Faz parte da vida guardar saudades.


Mas com o passar do tempo percebemos que algumas perdas carregam presentes escondidos.


Elas nos tornam mais conscientes do valor das coisas simples.


Nos ensinam a aproveitar melhor os momentos que temos.


Nos lembram que nada é permanente e que justamente por isso cada instante possui sua importância.


Quando olho para trás, percebo que algumas das mudanças mais significativas da minha vida nasceram depois de uma perda.


Naquele momento eu não conseguia compreender.


Via apenas o vazio deixado pela ausência.


Somente mais tarde percebi que a vida estava abrindo espaço para algo que ainda não era capaz de enxergar.


Talvez uma das maiores demonstrações de maturidade seja aceitar que nem tudo permanecerá conosco.


Pessoas seguirão seus caminhos.


Circunstâncias mudarão.


Ciclos chegarão ao fim.


E nós também mudaremos ao longo da caminhada.


Não porque esquecemos aquilo que perdemos.


Mas porque aprendemos a seguir em frente carregando as lembranças sem permitir que elas impeçam nossos próximos passos.


Hoje compreendo que a vida não é feita apenas das coisas que permanecem.


Ela também é construída por aquilo que um dia tivemos, amamos, aprendemos e deixamos partir.


Porque algumas perdas não diminuem nossa história.


Elas ajudam a escrever os capítulos mais importantes dela.

Aquilo Que Permanece


O tempo possui uma característica inevitável.


Ele segue adiante.


Não importa quem somos, onde estamos ou quais são nossos planos. Os dias continuam passando, as estações se sucedem e a vida avança em seu próprio ritmo.


Ao longo dessa caminhada, muitas coisas mudam.


Pessoas entram e saem de nossas vidas.


Sonhos se transformam.


Certezas dão lugar a novas perguntas.


Lugares que um dia fizeram parte da nossa rotina tornam-se apenas lembranças.


E nós também mudamos.


Talvez mais do que imaginamos.


Quando somos jovens, costumamos acreditar que aquilo que temos hoje estará conosco para sempre. Com o passar dos anos, descobrimos que a vida é feita de movimento. Nada permanece exatamente igual.


Essa constatação pode parecer triste à primeira vista.


Mas existe outra maneira de enxergá-la.


Porque, embora muitas coisas mudem, algumas permanecem.


Nem sempre de forma visível.


Nem sempre da maneira como esperamos.


Mas permanecem.


Permanecem os ensinamentos deixados por pessoas que fizeram parte da nossa história.


Permanecem as palavras que chegaram até nós no momento certo.


Permanecem os gestos de bondade que recebemos e aqueles que oferecemos sem esperar nada em troca.


Permanecem os valores que escolhemos carregar ao longo da vida.


Há lembranças que resistem ao tempo.


Há afetos que continuam presentes mesmo quando a distância ou os anos se acumulam.


Há experiências que se transformam em parte daquilo que somos.


Quando olho para trás, percebo que muitas das coisas que julgava importantes ficaram pelo caminho.


Objetos foram substituídos.


Planos mudaram.


Circunstâncias passaram.


Mas aquilo que verdadeiramente contribuiu para minha jornada continua presente de alguma forma.


Talvez não na memória de todos.


Talvez não registrado em fotografias ou palavras.


Mas gravado na essência daquilo que a vida ajudou a construir.


Com o tempo compreendemos que a existência não é medida apenas pelo que acumulamos.


Ela também é medida pelo que deixamos.


Pelas marcas que imprimimos nos caminhos que percorremos.


Pelos sentimentos que despertamos.


Pelas vidas que tocamos, ainda que sem perceber.


No final, talvez aquilo que permanece não seja aquilo que conseguimos guardar.


Mas aquilo que conseguimos compartilhar.


Porque algumas coisas atravessam os anos.


Outras atravessam gerações.


E existem aquelas que continuam vivendo silenciosamente dentro das pessoas que encontraram o nosso caminho.

"Chega um momento da vida em que o maior patrimônio de uma pessoa deixa de ser aquilo que conquistou e passa a ser aquilo que compreendeu."

​"Olhe para trás com orgulho: tudo aquilo que você acreditava que iria te afogar, na realidade, foi o que te ensinou a nadar. As maiores tempestades da vida não surgem para nos destruir, mas para revelar a nossa capacidade de vencer o mar."
— Ginho Peralta

A mente sempre se torna parecida com aquilo que mais a alimenta.

Aquilo que alimenta sua alma governa sua vida.

Quando transformamos o passageiro em sagrado, tornamo-nos reféns da instabilidade. Tudo aquilo que muda, envelhece ou desaparece passa a determinar nosso valor. Por isso, a vida exige um exercício constante de discernimento: reconhecer o que permanece em meio ao efêmero e compreender o que verdadeiramente importa. Ainda assim, insistimos em gastar nossas forças tentando convencer estranhos de uma perfeição inexistente. Essa é uma das grandes doenças do nosso tempo: viver para a imagem. E uma vida sustentada pela aparência é uma vida sem profundidade, sem verdade e, no limite, sem o próprio eu.

A mente aprende rapidamente a evitar aquilo que machuca. Chamamos isso de prudência, maturidade, realismo. Mas, muitas vezes, é medo disfarçado de lucidez. Quando tentamos eliminar o risco da frustração, eliminamos também a possibilidade da alegria. Quem se fecha não sofre menos, só vive menos.

Eu julgo pessoas e coisas pelos frutos que deixam na minha alma. Porque tudo aquilo que destrói em silêncio revela sua natureza no fim. E enxergar isso não é maldade, é libertação.