So aquilo que Nao nos Pertence e que nos Completa
Aquilo que aparece diante de nós não precisa necessariamente bloquear nossa visão.
Um medo pode existir sem dominar nossa vida.
Uma lembrança pode existir sem controlar nosso presente.
Uma pessoa pode ter feito parte da nossa história sem continuar sendo dona dela.
Uma dor pode ter existido sem determinar quem seremos daqui para frente.
Não transformar aquilo que eu desejo que seja verdade em aquilo que afirmo saber.
Eu posso acreditar em Deus e dizer:
“Eu creio na vida eterna, mas não consigo demonstrar empiricamente como ela funciona.”
Também posso dizer:
“Tenho dúvidas sobre a existência da consciência depois da morte, mas continuo acreditando em Deus.”
E posso ainda dizer:
“Não sei.”
A voz do senso comum não tem nada em comum com aquilo que é comumente considerado comum; tem, ao contrário, tudo a ver com aquilo que chamamos de lugar-comum.
Os desejos podem ser ilusórios, pois nos fazem amar aquilo que ainda não temos, acreditar que a conquista nos trará a felicidade definitiva e imaginar que, depois de alcançarmos o que tanto queremos, finalmente estaremos satisfeitos.
Entretanto, muitas vezes, mal conquistamos aquilo que desejávamos, já começamos a desejar algo novo. E, nessa busca incessante pelo que nos falta, corremos o risco de não valorizar aquilo que já faz parte da nossa vida.
Aprenda a apreciar o que você tem, a reconhecer o valor das pessoas que caminham ao seu lado e a encontrar beleza nas coisas simples que, tantas vezes, passam despercebidas.
Isso não significa abandonar seus sonhos ou deixar de buscar novas conquistas, mas compreender que a felicidade não precisa ser adiada até que você consiga tudo o que deseja.
Antes de desejar mais, aprenda a valorizar o que já tem. Talvez a leveza da vida não esteja em conquistar tudo o que queremos, mas em descobrir o quanto já temos para agradecer.
“Perdida entre o que digo, o que não quero dizer, o que já disse e tudo aquilo que ainda preciso dizer.”
Destino não é apenas o lugar a que chegamos, mas aquilo em que nos transformamos ao longo dessa viagem silenciosa.
Não confunda humildade com a obrigação de diminuir aquilo que você é para tornar os outros mais confortáveis.
A força não está em suportar qualquer coisa, mas em reconhecer aquilo que já não merece ser suportado.
Por isso, quando olho para você, não vejo perfeição,
vejo aquilo que torna a vida mais bonita.
Vejo seus detalhes, seus medos e seus sonhos,
e amo até aquilo que você insiste em esconder,
porque foi em você que meu coração aprendeu a ver.
Toda instituição possui aquilo que registra e aquilo que prefere não perceber. O Prédio que Aprendeu a Escutar habita essa fronteira.
