Sinceridade de um Homem para uma Mulher

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O homem não se torna mais sábio simplesmente porque conhece mais coisas, mas porque aprende a ordenar melhor aquilo que conhece.

Há mais obediência num cavalo açoitado do que num homem orgulhoso.

Fé infinita

O tamanho do universo é análogo ao amor de Deus: infinito.
A fé do homem deve ser na mesma proporção, também recheada de agradecimento e regada com perdão.
Cada amanhecer é um presságio do poder do Pai Celestial e um novo momento concedido pelo nosso Criador a todos nós.
A alvorada nos renova, e os primeiros raios de sol são bênçãos divinas.
Obrigado, Senhor, por mais um dia de vida!

O homem, mesmo sem qualquer tipo de competição, ainda seria orgulhoso, individualista e egocêntrico.

A tecnologia deve ampliar nossas capacidades; pensar continua sendo tarefa do homem.

Deus, no alto de sua perfeição, criou o homem; o ser humano, em contraponto ao belo, cria a fealdade.

O homem, por mais maduro e plissado que seja, muitas vezes chora por coisas frugais, como as crianças.

O HOMEM, А BANDEIRA E А TOLERÂNCIA DEMOCRÁTICA
Havia um homem que teve a coragem de levar uma bandeira de Israel para junto de defensores da Palestina. Talvez acreditasse que, numa sociedade que tanto proclama a tolerância, a liberdade de expressão e a democracia, fosse possível empunhar um símbolo controverso sem ser tratado como inimigo.
Mas bastou a bandeira aparecer para que a tolerância desse lugar
à fúria.
Aqueles que tanto falam de paz, respeito e direitos humanos atacaram-no como cães raivosos, como se a sua simples presença constituísse um crime imperdoável.
O homem, coitado, até terá agradecido aos céus por ter sido um abençoado com tão calorosa recepção. Afinal, quando a moralidade se transforma em agressividade e a tolerância se manifesta à pancada, sobreviver já parece uma bênção divina.
As pancadas, essas, só ele sabe a dor que lhe deixaram.
E fica a pergunta: de que serve proclamar a liberdade, se não somos capazes de respeitar a liberdade de quem pensa de maneira diferente?
Porque a verdadeira tolerância não se prova quando estamos rodeados por aqueles que concordam connosco. Prova-se quando temos diante de nós alguém que discorda de nós — e, ainda assim, reconhecemos o seu direito de existir, falar e empunhar a sua bandeira.
A democracia não se mede pelos slogans que gritamos, mas pela violência que somos capazes de recusar.

O homem pode viver cercado de instituições e continuar interiormente submetido às convenções mais arbitrárias.

No meio de uma vida que parece um cata-vento girando sem vento, um homem planta sementes na areia seca, esperando chuva que nunca cai. Uma casa sem teto abriga sonhos molhados pela noite fria. Cacos de espelhos refletem rostos que ninguém reconhece. O relógio anda para trás, marcando horas que ainda não nasceram.
Na parábola do peixe que tenta voar, ele salta do rio e cai sempre de volta, cansado e molhado. O viajante caminha em círculos na floresta escura, buscando um caminho que se fecha atrás dele a cada passo. A criança constrói castelos de areia na praia e ri quando a maré leva tudo embora. Um cego acende uma vela no fundo de um poço e jura que a luz existe. Nada parece fazer sentido.
Mas no final tudo se conecta de um jeito profundo. As sementes germinam no deserto porque a areia guarda água escondida. O peixe que tenta voar descobre que o ar também é um rio infinito. O viajante encontra em cada círculo uma verdade nova. O castelo destruído ensina que a beleza está no construir e no soltar. A vela do cego ilumina o próprio coração.
O relógio invertido mostra que o tempo não se perde, apenas se transforma. Os cacos ainda refletem a luz inteira. E assim o que parecia absurdo se revela a maior das conexões: a vida humana, feita de fragmentos soltos que, juntos, formam o sentido mais verdadeiro e humano.

A maior riqueza de um homem é o seu carácter.

O homem que trabalha,
Tem a sua recompensa.
O homem que faz o que gosta,
Tem outro prazer.

Deus deu ao homem o livre-arbítrio. Certos religiosos se oferecem para corrigir esse erro divino.

Há quem exija que o homem desconstrua sua masculinidade, mas conserve intactos os deveres masculinos que lhe são convenientes. A emancipação, nesse caso, termina onde começa a conta do restaurante.

O homem que não participa da criação dos filhos é um pai ausente. Quando participa, é controlador. Se reivindica convivência, é possessivo. Se exige participar das decisões, é abusivo. Se desiste, confirma o abandono. A paternidade moderna é uma instituição curiosa: o pai deve estar presente para pagar, ausente para decidir e disponível para ser culpado. E se reclamar, aplica-se a perspectiva de gênero.

O homem que teme escolher julga guardar consigo todas as possibilidades. Não vê que, ao esquivar-se de perder uma só, perde a própria vida na espera. Chama liberdade à sua indecisão, porque ainda não compreendeu que escolher é consentir em não ser tudo o que poderíamos ter sido.

O homem pode escapar das antigas autoridades sem conquistar a liberdade interior. Basta que o medo de decidir seja suficientemente grande para que procure uma nova forma de obediência. Então, aquilo que o protege da angústia passa a ser confundido com aquilo que o liberta. E quanto mais confortável se torna a submissão, menos ele reconhece a necessidade de abandoná-la.

A fidelidade é o unico meio pelo qual a gente descobre o caráter
do coração do homem.

⁠Diz-se que a natureza do homem deve necessariamente se corromper. Deus não poderia dotá-lo de impecabilidade, que é uma parte inalienável da perfeição divina. Mas se Deus não poderia torná-lo impecável, por que se deu ao trabalho de criar o homem, cuja natureza iria se corromper e, consequentemente, ofender a Deus? Por outro lado, se o próprio Deus não foi capaz de tornar a natureza humana impecável, que direito Ele tem de punir os homens por não serem impecáveis?

Para enriquecer Deus, o homem deve tornar-se pobre. Para que Deus seja tudo, o homem deve ser nada.

Ludwig Feuerbach
A essência do Cristianismo (1841).