Sim nós dois
O amor não é só quando estamos juntos. mais sim quando mesmo distantes, continuamos pensando no outro.
"Você é sempre tão calado Alisson?
Perguntei.
Ás vezes sim, ele respondeu.
Gosto e admiro muito o silêncio. É uma paz, eu
particularmente me sinto muito bem. Claro que quando
estamos com alguém não vamos ficar mudos olhando
um para o outro. Mas...
Ele deu uma pausa.
Olhou para os seus pés e disse.
Acho que falo melhor escrevendo.
-Não entendi!
Respondi levantando uma das sobrancelhas.
-Já machuquei muita gente!
Disse ele, abaixando a cabeça e olhando para o chão.
Com suas palavras?
Perguntei.
Sim-ele respondeu.
Pensei um pouco, o silêncio tomou conta por alguns
segundos entre nós. Até que eu perguntei novamente.
Então, é por isso que escreve, para não machucar
pessoas?
Isso-ele disse.
Estranho, disse eu.
Mesmo assim você pode afetar e também machucar ás
pessoas ao seu redor. Acho que é bem inevitável isso.
Ele sorriu, olhou para a lua, e disse:
Sabe, é por isso que eu amo a escrita.
Falava enquanto olhava á lua.
Fiquei sem entender onde queria chegar.
Por que ama a escrita?
Perguntei já um pouco na defensiva, aliás, já tinha feito
várias perguntas a ele, nunca fui disso, mas ele, me fazia
querer conhecê-lo melhor. E sempre que dizia algo,
fazia com que eu, me sentir-se bem.
A escrita, ela transforma, ele começou.
Ela fez com que cada palavra que eu escrevesse,
tornasse delicada; ao contrário do vocabulário. Sabe
Thaís, quando eu escrevo, é como se as palavras
cortantes que saem, virassem em um passo de mágica,
flores. E você sabe como é uma flor.
Enquanto falava, eu viajava!
Pensava comigo mesmo...
Como ele pode dizer que suas palavras machucam?
O que diz pra mim sempre é tão doce. É estranho
acreditar que ele já tenha machucado pessoas por aí.
Será que, esse é o poder da escrita que ele falou?
Pensei comigo...
Talvez não entenda isso Thaís, disse ele.
Mas, passei a ser essa pessoa que hoje fala contigo, por
causa da leitura, da escrita- e também é claro do
silêncio, ele veio para complementar esse grupo de
ajuda.
É claro que ainda existem alguns vidros em minha fala
e também em meus textos. Afinal sou um ser de falhas-disse olhando para as mãos e fazendo gestos.
Mas...
Continuou dizendo.
Hoje, controlo bem isso, sou mais cauteloso.
Então, tanto como a escrita e a leitura Thaís, ela faz
com que você pense mais no outro sabe?
Ele olhando pra mim, perguntou.
Entende isso?
Pasmada, olhando para ele, nada saiu, só refletia.
É por isso que ás pessoas precisam ler e escrever mais.
Não sei se irá atingir a todos, assim como eu fui; mas é
claro, deve haver intenção de cada pessoa, concorda?
Sim, claro!
Respondi.
Ás pessoas má, nesse caso, então precisam ler algum
livro, certo? Respondi fazendo uma pergunta.
Exatamente- disse ele contente.
Mas espera aí, disse ele.
-Confesso que fiquei ântonita no momento.
O que foi?
Perguntei.
-Não está me chamando de mal não né?
Perguntou sorrindo..
-Rir por conta disso.
Depois me controlei e respondi.
- Não!
Mas é interessante como ele te transformou. Você não
era mau, estava apenas desinformado sobre suas
atitudes. Então, a escrita te acalmou e te mostrou esses
fatos que passavam abatidos.
-Cruzou ás pernas e bateu palmas.
E disse; Anda lendo algum livro?
Meio que sarcástico sorrindo.
Sorrir também."
O Mais belo sorriso não é de quem vence, mas sim, daquele que Ora a Deus lhe pendido uma Vitória.
Pois vencedores de batalhas tem muitos por aí, mas, Adoradores de Deus são poucos!
Palavra de Hoje!
Acordei bem, acordei Feliz, pois não importa a forma em que vivemos, mas sim, ter sempre Deus no coração para ser Feliz.
Tenha um excelente Dia Amigo (a),
Que Deus te Abençoe...
“Ser amigo não é só conhecer e estar presentes nos momentos bonse sim ter consideração um ao outro,valorizar as qualidades acima de tudo,estar presente nas horas difíceis,ser digno e fiel.Esses são os verdadeiros amigos que permanecem pra sempre em nossas vidas!!
Eu amo todo que é belo
Simples, mas porém singelo
Eu amo o feio
Amo sim e sem receio
Amo o certo
Amo de verdade e quem disse que não amo o incerto
Não importa se ando no oásis ou deserto
Amo a tristeza e alegria
Pois amanhã já é outro dia.
Seu jeito.. Não seu jeito tipo..de beleza.. E sim por dentro sabe..seu jeito de falar.. Seu jeito de se expressar.. Vc confia em si mesmo.. Tão seguro do que fala.. Isso é lindo em você.. Pelo simples fato de você ser você mesmo.
Meu medo não é de me tornar um samaritano piedoso no chão da vida, e sim de me tornar-me um doutor da lei soberbo, que não consegue nem se quer socorrer o próximo porque ele não comunga da mesma religião que a dele, leia a parábola do samaritano depois — Lucas 10:25-37. Esses atropelam toda tradição e ritual religioso, para cumpre os mandamentos do Eterno.
Oque faz nossa existência existir não é oque temos, e sim oque somos. Pois oque temos um dia desaparecerá: assim como a neblina da manhã. Já oque somos: é oque nós iremos carregar conosco nas manhãs de nevoeiros, nas tardes ensolaradas, nas noites aconchegantes, e nas madrugadas frias e geladas.
saudades! sim… talvez… e por que não?...
[5 de abril de 2015]
24 horas! reabri hoje o livro a paixão segundo g.h., da clarice. escolhi-o para ser o nosso manual de inexistência mútua. 24 horas. o tempo não é real. saudades! sim… talvez… e por que não?... saudades de feitio estranho. fome de fazer nada ao teu lado, porém a distância fala do seu próprio modo, o tempo não fala, mas canta a sua própria canção. 24 horas sem comunicação. aceito a fatalidade com um sorriso triste. a resposta possível não é possível, amor e mistério. tenho medo da saudade, ainda que ela ande presa a mim.
©pedro pereira lopes
saudades! sim… talvez… e por que não?... [2]
[7 de abril de 2015]
segunda-feira. foi a primeira sem ti, detestável. comprei os sorvetes, como sempre, um pouco depois das nove da noite. encontrei-te em espírito na última aula, hesitei, fiz uma pausa. experimentei os olhos afadigados dos estudantes sobre os meus, abandonei a sala para refrear a dor da tua inexistência.
descobri, afinal, que a tua irmã tem a tua voz, como várias vezes disseste. condenei a minha intromissão, queixei-me então do dia, do frio, da solidão e da tua coragem. os sorvetes desfizeram-se, sobre a mesa, entre a pilha de louça suja. justiça poética, acredito. hoje é feriado. tenho a certeza de que cá terias passado a noite… saudades! sim… talvez… e por que não?... onde estiveres, só quero que te lembres de ser feliz.
©pedro pereira lopes
saudades! sim… talvez… e por que não?... [3]
[8 de abril de 2015]
trabalhei com afinco, o dia todo – como sempre o faço –, com a vã esperança de libertar-me. então o trabalho não liberta? de pouco adiantou. surgias em cada palavra vitimada que eu lia, e punha-me logo a sorrir como um louco no fim da tarde. guardei o riso para depois, rir sozinho a desgraça alheia não tem graça nenhuma.
hoje tive uma raiva daquelas! voltaram a tirar-me uma das luzes do carro. ao malfeitor brindei as labaredas infernais, mesmo que tenha sido por meio de um haicai muito mal conseguido. são saudades! sim… talvez… e por que não?... falando em poesia, descobri que não eras, afinal, o pote de vida, mas sim a fonte.
©pedro pereira lopes
saudades! sim… talvez… e por que não?... [5]
[13 de abril de 2015]
já se sabe que os escritores são uma raça estranha de seres humanos – assunto esgotado. enfadonha seria a sociedade sem, por exemplo, pessoas como o eduardo white, sangare okapi e álvaro taruma. disse-me um amigo filósofo que agora é deputado: ‘os poetas são os humanos mais humanos’. white tinha um coração ainda maior do que o talento. sangare idealiza ilhas e calça sapatilhas coradas (quando não está a encantar serpentes com o fumo do cigarro que se apaga no turbante do aladino). taruma, o condenado, vive mesmo numa ilha, mas é um pirata de terra firme. em comum, a poesia.
sonho. é melhor assim, que pensem que de um sonho se tratou. foi real, ouvi a tua voz. quanta preciosidade numa curta ligação! refiz a nossa última visita ao mar. escalei as pedras e dediquei o teu nome à infinidade das águas e do céu, num voto de afecto alternativo e, talvez moderno.
sabes que tenho uma paixão pela academia, mas está a fartar-me o ensino. talvez devesse ficar exclusivamente na investigação, não sei. o resto conto-te pessoalmente. apeteceu-me um sorvete, como sempre, nas segundas. o teu ficou guardado, com duas lambidelas cheias de ternura. saudades! sim… talvez… e por que não?...
© pedro pereira lopes
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