Silêncio

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⁠Amar em Deus é crescer em silêncio, assim como flores na primavera, as pétalas um dia irão perecer, mas antes serão um lindo jardim a inebriar com vigor todos os caminhos e virtudes que para sempre ficarão e onde meu coração escolher habitar

O perdão não pode ser vivido por quem já partiu, mas é o maior silêncio virtuoso a ecoar pela eternidade.

Quando há uma lâmpada acesa no silêncio da madrugada, pode não ter um gênio trabalhando, mas com certeza há alguém esforçado com boas ideias.

AMOR QUE TRANSBORDA NO SILÊNCIO


Vivo ao lado de alguém que me chama
pelo nome que o mundo conhece,
cumpro rituais de um amor que repousa,
mas meu peito… esse nunca esquece.


Ele busca outro olhar na distância,
outra voz que não ecoa aqui,
um sorriso que mora na ausência
e insiste em não me deixar partir.


Divido a vida, a mesa, o abraço,
mas o coração, teimoso, não se divide:
segue correndo por caminhos proibidos,
onde a tua lembrança ainda vive.


No toque que recebo, penso no teu,
no beijo que dou, sinto faltar o teu jeito,
e a culpa abre fendas no peito
que só tua presença fecharia, talvez.


Não é desamor o que me habita,
mas um amor que nasceu fora do tempo,
um incêndio que não pedi pra acender,
mas agora que arde… só me resta o silêncio.


E sigo assim, entre o dever e o desejo,
entre o abraço que tenho e o que sonho,
amando em segredo aquilo que nunca tive,
mas que, em mim, já se tornou um reino.

No início, o silêncio dançou,
entre o nada e o tudo se criou.
A palavra, som não dito, brotou,
e a luz oculta em faíscas brilhou.


Do ponto surgiu a linha infinita,
o Nome esculpido no tempo, bendito.
Quatro letras, sopro eterno da vida;
e no sopro, o mistério não dito.


Yod é a chama que nunca se apaga,
Hei é o ventre onde o cosmos repousa.
Vav, a ponte que une o céu e a estrada;
Hei final, a vida que floresce formosa.


Ó viajante, que busca o segredo,
no coração a chave do Todo está.
No reflexo da alma, o espelho do Éden,
e o Tetragrama em seu ser pulsará.

A lua derramava pérolas de silêncio sobre os jardins abandonados da memória. O crepúsculo bordava fios de cobre na veste fatigada do horizonte. As rosas aprendiam a morrer com a elegância das estrelas cadentes. A Via Láctea era um rio antigo escorrendo pelas veias da eternidade. O sol acendia incêndios de ouro no campo adormecido da manhã. As constelações floresciam como lírios luminosos no pomar do infinito. O tempo caminhava descalço sobre as pétalas frágeis dos instantes. A saudade possuía a cor violeta das últimas flores do verão. O vento carregava cartas invisíveis entre continentes de esquecimento. Os relógios mastigavam lentamente as migalhas douradas dos dias. A lua prata cantava sobre os ombros adormecidos da noite. As nuvens navegavam como cisnes errantes pelos mares profundos do firmamento. O amor distante era uma estrela cuja luz persistia mesmo após o desaparecimento do astro. O relógio da praça derramava minutos sobre as pedras antigas como folhas de outono levadas pelo vento. As constelações pareciam jardins suspensos florescendo nas varandas do infinito. O tempo possuía dedos pacientes que esculpiam ausências nas margens da memória. A saudade florescia entre ruínas douradas de verões esquecidos. As árvores erguiam orações verdes para as galáxias silenciosas. O sol escondia coroas de fogo entre os cabelos metálicos dos trigais. A lua era um espelho quebrado refletindo fragmentos dispersos da eternidade. As estrelas migravam lentamente pelo céu como pássaros de cristal atravessando oceanos invisíveis. O amor se afastou como um navio dissolvendo-se nas névoas dos séculos. O tempo derramava neve invisível sobre os jardins da juventude. Os relógios eram monges silenciosos celebrando a liturgia das despedidas. O vento recolhia pétalas dispersas dos calendários esquecidos. A aurora despertava sinos líquidos nos vales da esperança. As flores compreendiam aquilo que os homens raramente aceitam: toda beleza carrega em si a semente da partida. A Via Láctea brilhava como uma cor luminosa sobre a pele escura da noite. Enquanto os continentes dormiam sob mantos de sombra, as constelações velavam o repouso dos séculos. A distância estendia oceanos entre nossas mãos desencontradas. As rosas guardavam em suas pétalas o perfume de futuros que jamais floresceram. O céu escrevia poemas efêmeros com nuvens destinadas ao esquecimento. E eu permanecia imóvel sob o carvalho solitário, observando as estrelas nascerem uma a uma, como se cada luz distante fosse uma lembrança regressando dos confins da eternidade. O amor permanecia distante, mas sua luz continuava através da noite, como a luz antiga das estrelas. As flores caíam ao chão como cartas que a primavera já não podia responder. O tempo passava como um cervo branco atravessando a floresta da existência. As constelações observavam em silêncio os naufrágios do amor humano. A impermanência caminhava entre os jardinsvestida de outono na madrugada dos sonhos.

A humanidade é sempre mais interessante quando em silêncio – quando abre a boca, pode decepcionar.

Luiz Felipe Pondé
Hoje, até um arroto pode ser um ato político. Folha de S.Paulo, 31 ago. 2025.

O que pode ser melhor dito,
será bendito no silêncio.
A ação é o condão do verbo
em silêncio ocorrido.


Silêncio junto com você
pode ser benquisto,
Olhos nos olhos, amorosos,
será doce e genuíno


O silêncio acompanhado,
pode ser muito expressivo.

Às vezes, a resposta que procuramos está justamente no silêncio.

No silêncio, a Verdade.

Entre o Silêncio e a Luz

Há retratos que não revelam um rosto,
mas desvendam uma alma.

Na quietude de um quarto envolto em sombras suaves,
alguém ergue a câmera, não para capturar o mundo,
mas para encontrar aquilo que o mundo não vê.

O instante parece comum:
uma manhã qualquer,
um tecido repousando sobre os ombros,
a luz atravessando a janela sem fazer alarde.

Mas a beleza verdadeira nunca chega fazendo ruído;
ela se acomoda devagar nos detalhes.

Há cansaços escondidos sob a delicadeza,
histórias guardadas entre os fios dos dias,
lembranças que aprenderam a permanecer em silêncio
para não interromper o curso do tempo.

E, ainda assim, existe uma força:
uma força que não grita,
não disputa espaço,
não precisa provar nada.

Ela habita os corações que continuam a acreditar,
mesmo depois das despedidas,
mesmo após os sonhos adiados,
mesmo quando a vida exige coragem
para recomeçar sem garantias.

A lente aponta para fora,
mas acaba revelando o interior.

Porque toda mulher que aprende a sobreviver às próprias tempestades
carrega no olhar uma espécie rara de luz:
aquela que não vem do céu nem do sol,
mas das cicatrizes transformadas em sabedoria.

Talvez seja isso que torna certos momentos eternos:
não a perfeição da imagem,
mas a verdade escondida nela,
a capacidade de permanecer inteira
num mundo que tantas vezes tenta fragmentá‑la.

E enquanto o tempo segue seu caminho inevitável,
ela permanece ali, entre o silêncio e a luz:
colecionando instantes,
costurando esperanças,
transformando ausências em poesia.

Porque algumas pessoas não atravessam a vida apenas vivendo,
elas atravessam‑na iluminando.
E, sem perceber, tornam‑se a mais bela fotografia
que o próprio destino foi capaz de revelar.

Silêncio clama pela verdade.
O silêncio clama por justiça.
O silêncio tem lágrimas escorrem palavras.
Somos olhares navegantes ilusões.
Nos calamos pelo engodo...
Provenientes das mentiras que tentam te fazer calar.
Mais o silêncio grita grita mais ninguém ouve as lamurias vindas de quem sofre.
Suas experiências te dizem que verdade nao pode ser calada !
A algo maior dentro de cada um que sabe que verdade esta contaminada por mentiras.
E ainda temos que engolir essas mentiras.

No fardo o canto que é pássaro e maravilhoso no fundo do silêncio.
Seria simplório dizer que o silêncio é divino.
Pois é fértil o propósito de viver de baixo da cachoeira corrente,
Fluido instante pois as nuvens contam histórias num mundo de imagens e paredolias nos damos vida aos encantados.

O silêncio é dilúvio para o qual as palavras perdem o sentido...

O silêncio tecnológico e alienação motora.


Não mais um bom dia nas ruas
Pessoa bots... Pessoa assim então...
Vizinho te ignora como foste um fantasma.
Ser tem ter sentido sensorial ativo,
Mas,
É um bot humano...
A hora do almoço chega parece que estou sozinho na cidade...
Todos conectados nos celulares.
Os fones de ouvido no máximo . ..
Enquanto os livros se tornam um fenômeno do realismo a batida da música sem ritmo ou letra toca ao fundo...
Anoitece na cidade o metrô cheio pessoa com olhar cansado e vazio...
As luzes são artificiais e também as pessoas são apagados como consumidores de mundo complexo deixado pela feudo tecnológico.

O abismo ouve...
O abismo responde...
O vazio está no máximo silêncio...
A palavras são sussurros aos ventos


Lágrimas veladas sao catigas de amor
As mesmas lágrimas escorrem num rio de solidão. ..
Entre linhas dos céus lágrimas são gotas dos ceus...


Luz calida sob ador da alma fria sem vida, mais vida é resiliência. . .
Canta todavia a música da paixão...
Que embriagado sonho seja maravilhoso...
Os primeiros raiar do sol sua alma canta no linear do despertar sonhos parecem ser o desejo de viver cada instante eterno....

Somos o abismo diante nossas convicções...


Nos calamos no próprio silêncio.


Somos surdos pois som de nossos pensamentos nos faz nos perder na imensidão...


A luz nos cega pois o lampejo é momentâneo a voz continua nossas mentes...


Para aqueles que compreende a música nas cabeça que cantamos o dia todo
Como escravos numa cenzala os gritos dor ecoam sobre as eras...
Ainda somos cativos?
A luz do celular da resposta...
A música ouve nos fones...
A tradução que desvenda sensações.
As correntes são horas extras...
O patrão vai embora para casa...
O sono chega o trabalho continua

Sou noite sobre a madrugada...
Meros arficios atrozes...
Cala te silêncio do meu algoz....
Sobre olhares da lua sois o amante..
Galante flor do amanhã
Sensato e soberano meu sono
Parece ser o filho angustiado pelo leite da mãe...
Frio paira a alma...
No meio do espinhos escorre a dor
O doce aroma que embriaga...
Mais mais no profundo da alma.

No refúgio dos mortos minha clama por silêncio.

Sua voz faz meu silêncio se calar.
Pois ignora o declínio é cair no precipício.